Esportes

A nova grande força do interior

Redação DM

Publicado em 5 de abril de 2018 às 04:59 | Atualizado há 8 anos

Pelo fato da sede da Apare­cidense estar localizada na Região Metropolitana de Goiânia, o clube tecnicamente não pertence ao interior do Estado. En­tretanto, por ter um investimento mais modesto e por mandar seus jogos longe da região central da capital, o Camaleão é carinhosa­mente considerado, dentro do ce­nário do futebol local, como uma das equipes do interior.

Para muitos, mais do que um duelo entre Goiás e Aparecidense, a final do Campeonato Goiano rea­cende uma disputa entre capital e interior. A bola rola para esse em­bate no próximo domingo (8), às 16 horas, no Estádio Serra Dourada.

A hegemonia de títulos dos ti­mes da capital em relação aos de­mais é notável. Em 74 edições já finalizadas do torneio, em apenas cinco oportunidades um clube do interior levantou o caneco. O últi­mo foi o Itumbiara, no ano de 2008, quando bateu justamente o Goiás na final. A Aparecidense espera di­minuir um pouco essa enorme di­ferença. Quem falou sobre o assun­to foi o zagueiro Thiago Carvalho.

“Eu acredito que é muito impor­tante o interior estar sempre che­gando, montando times competiti­vos, porque o campeonato começa a ficar mais forte. Até os times da capital são beneficiados com isso, porque eles sentem a necessida­de de investir mais. A Apareciden­se foge um pouco da realidade dos três times da capital, podemos cha­mar de interior sim. Mas, sabemos da qualidade do nosso time dentro de campo. Depois que o juiz api­ta são 11 contra 11 e temos totais condições de levantar o título”, ex­plicou o defensor.

Thiago também falou sobre o fato de a decisão ser no Estádio Serra Dourada. Para o defensor, a Aparecidense precisa ter matu­ridade para inverter a pressão do jogo, assim como fez com o Vila Nova nas semifinais. Essa pode ser a grande chave para a conquista do primeiro título do Camaleão e o sexto do interior.

“Na semifinal nós usamos o fator torcida do Vila a nosso fa­vor, pelo fato da pressão que eles receberam para conseguir o re­sultado. Querendo ou não agora é do mesmo jeito, porque a tor­cida do Goiás vai cobrar se eles não estiverem conseguindo jo­gar bem uma final. Nesse pon­to a experiência da nossa equipe pode contar bastante. Temos que usar todas as ferramentas possí­veis para sermos superiores den­tro de campo”, explicou o zagueiro.

DÚVIDAS

Em relação ao time que o técni­co Márcio Azevedo deve mandar a campo contra o Goiás, os dois la­terais titulares ainda seguem como dúvida. Entretanto a situação já é um pouco mais animadora. Ra­fael Cruz e Hélder foram cortados de última hora do primeiro jogo da final, ambos com problemas musculares. Os jogadores foram substituídos por Éverton e Gleid­son, respectivamente.

Os dois atletas passaram por exa­mes e não foi constatada nenhuma lesão grave em ambos, apenas ede­mas musculares. Rafael já até vol­tou a fazer atividades leves e deve retornar ao trabalho com bola no treino de hoje. A situação de Hélder é um pouco mais delicada. O atle­ta faz um trabalho de recuperação intensivo, mas mesmo assim a co­missão técnica está otimista em po­der contar com o lateral esquerdo

 

 Times de fora da capital já foram campeões goianos: Crac (duas vezes), Anápolis, Goiatuba e Itumbiara

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