Política

Agehab apura denúncias de irregularidades em 165 contratos

Redação DM

Publicado em 5 de abril de 2018 às 04:06 | Atualizado há 8 anos

Agência Goiana de Habitação (Agehab) está apurando denúncias deirregularidadesem165contratos de moradias populares de Goiás. De acordo com o órgão, há a sus­peita de que as unidades estejam sendo vendidas, o que é proibido para imóveis de interesse social. No entanto, anúncios de venda são fa­cilmente encontrados na internet.

Segundo o presidente da Agehab, Cleomar Dutra, caso seja identificado a compra ou a venda ilegal, tanto o beneficiário quanto a pessoa que comprou o aparta­mento ilegalmente perdem direi­to à unidade. “Havendo um desvio da finalidade do imóvel, o contra­to é desfeito, a pessoa tem que de­volver o imóvel. E se, por acaso, for vendido, quem comprou também perde direito do imóvel”, disse.

Em uma página de vendas na internet, um apartamento no Resi­dencial Nelson Mandela, no Con­junto Vera Cruz, que reúne mais de 1,6 mil unidades, tem o ágio de R$ 35 mil vendido. Uma diaris­ta, que não quis se identificar, afir­ma que chegou a entrar em con­tato com o vendedor, mas obteve a informação de que o imóvel já havia sido vendido.

Para a maioria dos moradores do Residencial Nelson Mande­la, ter a casa própria faz parte de um sonho realizado. As moradias foram construídas com recursos do governo de Goiás e da Caixa Econômica Federal, em parceria com a Prefeitura de Goiânia. No total, 71.923 famílias se inscreve­ram para os apartamentos.

As famílias beneficiadas são oriundas de áreas de risco ou são comprovadamente de baixa ren­da. Elas assumem prestações que variam de R$ 80 a R$ 280, e vão re­duzindo com o tempo.

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