Política

Militares vão disputar eleições

Redação DM

Publicado em 3 de abril de 2018 às 02:05 | Atualizado há 8 anos

Os militares de Goiás vão dispu­tar as eleições para a Assembleia Legislativa e para a Câmara Fede­ral nesse ano por legenda própria. Eles controlam agora a direção do Partido Pátria Livre em Goiás e vão lançar candidaturas próprias a par­tir de prévias dentro da categoria.

Semana passada, foi lançada a nova direção do PPL em evento ocorrido na sede da Associação dos Subtenentes e Sargentos da Polícia Militar e Bombeiros Mili­tares de Goiás (Assego).

O presidente da Associação, sub­tenente Luiz Cláudio Coelho, ressal­tou que os militares têm condições de eleger representantes próprios para o parlamento estadual e fede­ral e defender seus interesses. “Já elegemos outros candidatos, mas agora é o momento de marcarmos presença com representantes saí­dos de dentro de nossas fileiras para garantir que não seremos subjuga­dos mais pelo poder nem despreza­dos pelos governos”, frisou.

Luiz Cláudio, virtual candidato a deputado estadual, mostrou que a direção estadual ficará a cargo do coronel da reserva da PM João Batista Oliveira, e o presidente de honra é o ex-comandante-geral da PM coronel Álvaro Alves Júnior. “De nossas fileiras sairão nossos representantes para dignificar a fa­mília militar no parlamento”.

Para o evento esteve presente o vice-presidente nacional do PPL e virtual candidato à Presidência da República, João Vicente Goulart. Ele reafirmou o compromisso com os militares de Goiás de buscar al­ternativas para a atividade política comprometidos com a ética e a mu­dança qualitativa na formação dos parlamentos. João Vicente é filho do presidente João Goulart, depos­to pelos militares em 1964.

O tenente-coronel Alessandri da Rocha Almeida, presidente da As­sociação dos Oficiais da PM/BM, também esteve presente e asseve­rou a necessidade dos militares se unirem em torno de candidaturas próprias e que promovam a con­vergência de interesses para a de­fesa da classe dos militares.

Eles vão percorrer o Estado mostrando que haverão candi­daturas próprias e com condi­ções reais de eleição para defen­der seus interesses no legislativo. Ainda não há orientação sobre qual candidatura majoritária eles deverão estar vinculados.

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