Cotidiano

Ministério Público apura se padres pagavam mensalidade para permanecer em paróquias mais lucrativas

Redação DM

Publicado em 20 de março de 2018 às 12:07 | Atualizado há 1 ano

O Ministério Público de Goiás (MP-GO) apura se padres pagavam mensalidade ao bispo da cidade de Formosa para ficar em paróquias mais lucrativas. A Operação Caifás, deflagrada pelo MP-GO em parceria com a Polícia Civil, aponta que a cúpula da Igreja Católica nas cidades de Formosa, Planaltina de Goiás e Posse desviava dinheiro de dízimos, doações e eventos da igreja.

“Segundo os padres que foram ouvidos até agora aquele dinheiro era uma espécie de mensalidade que era paga àqueles padres que estavam situados em paróquias que tinham uma arrecadação maior”, afirmou o promotor de Justiça, Douglas Chegury, em entrevista à emissoras de TV.

A suspeita é que os desvios ocorrem desde 2015, quando o bispo de Formosa chegou na cidade. As investigações começaram quando os fiéis denunciaram falta de transparência nos gastos do dinheiro arrecadado pela igreja.

Segundo as denúncias, as despesas da casa episcopal subiram de R$ 5 mil para R$ 35 mil com a chegada de Dom José Ronaldo.

Escutas telefônicas revelam que uma fazenda e uma lotérica foram compradas com dinheiro desviado. De acordo com o MP-GO, essas aquisições eram feitas como forma de lavar dinheiro.

(Foto Reprodução: Dinheiro apreendido em fundo falso do monsenhor Epitácio Cardoso Pereira)


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