O Mascate viaja para o sul de Goiás
Redação DM
Publicado em 14 de março de 2018 às 00:44 | Atualizado há 1 ano
“Diego Mascate” é o pseudônimo artístico do cantor e compositor Diego de Moraes. A palavra cantada que encanta é o que emana da arte deste “cuiabano de Goiás”, Diego de Moraes. “Cantautor” eclético e inovador, Diego realiza há mais de 10 anos um trabalho musical e poético dos mais significativos na música goiana contemporânea, além de ter sólida carreira como professor e historiador (atualmente realizando uma pesquisa de doutorado em História Social na UFRJ, investigando a cultura e a música brasileira).
Como parte das bandas Diego e O Sindicato e Pó de Ser, consolidou-se como um dos cantores, compositores e performers mais significativos do cenário artístico goiano. Sua trajetória já inclui vários álbuns lançados: Parte de Nós (Diego e o Sindicato), A.C. (Diego Mascate), A Dança da Canção Incerta (Pó de Ser), veículo para as parcerias de composição com Kleuber Garcez. Além disso, possui também o projeto Waldi e Redson, dupla sertaneja que integra junto com o músico Chelo, do coletivo mineiro Porcas Borboletas.
O artista já realizou participações em importantes festivais locais (como Bananada, Vaca Amarela, Goiânia Noise, Grito Rock, Canto de Ouro, Fica etc.) e nacionais (Adicinar Lista), revelam também o poder de suas apresentações ao vivo. Dentre os episódios marcantes que vivenciou sobre os palcos, podemos contar a abertura do show de Rita Lee no Fica 2011; um dueto com Jards Macalé no Bananada 2012, dentre outros.
Já participou de vários programas de TV – como o Frutos da Terra, na TV Anhanguera, apresentado por Maíra Lemos – e andou sendo citado até na Inglaterra pelo jornal Guardian UK como representante notável da “nova MPB”. Atuou também na peça Vamos a La Praia, do Grupo Bastet, onde interpreta um clown e integra a banda responsável pela trilha sonora junto de Sergio Pato e Fernando Cipó.
Admirador de figuras como Sérgio Sampaio, Raul Seixas, Odair José, Arrigo Barnabé, Luiz Tatit, dentre outros, Diego de Moraes também têm suas antenas ligadas no que de melhor existe na música internacional. Adiciona a seu som pitadas apimentadas de Iggy e os Stooges, de David Bowie, de Lou Reed, dentre tantos outros artistas, o que gera algo de um frescor e uma novidade que arejam e rejuvenescem a música tradicional.
Diferença e diversidade parecem ser palavras-de-ordem da estética dieguista: como ele próprio avalia, seu percurso artístico no cenário musical têm primado pela valorização da diferenciação em relação aos dogmas e estereótipos do pop (“eu sempre tento ser um pouco diferente”, canta na emblemática “Amigo”). Com uma inquietude criativa que transborda por todos os poros, Diego segue travessia por um “caminho torto”, de bicho urbano e rural, mesclando a viola ao rock and roll, longe de percursos pré-definidos, “na dança da canção incerta” (nome do álbum de estréia de sua banda Pó de Ser). Em 2017, completaram-se 10 anos do lançamento de seu EP de estréia, Reticências, semente de toda a sua carreira.
Na próxima quarta-feira (14/03) Diego irá se apresentar no “Arvoredo”, em Itumbiara, onde está lecionando no IFG. Nesse show, Diego Mascate será acompanhado na percussão por Júnior Lamarca. Além de suas composições também cantará canções de diversos compositores, como Raul Seixas, Belchior, Cazuza, Os Mutantes, Odair José e tantos outros.
