Mateus filia-se, hoje, ao PT
Redação DM
Publicado em 10 de março de 2018 às 02:13 | Atualizado há 1 ano
Depois de 16 dias internado no Hospital de Urgências de Goiânia [Hugo], duas cirurgias plásticas para reconstruir o rosto, pós-traumatismo cranioencefálico e múltiplas fraturas, intervenção de última geração da odontologia, com uma cicatriz, como marca da violência policial a que foi submetido na manifestação, ocorrida em Goiânia, em 2017, o estudante do curso de Ciências Sociais da Universidade Federal de Goiás [UFG] Mateus Ferreira da Silva anuncia, hoje, a sua filiação ao Partido dos Trabalhadores. O PT sofreu um golpe líquido, frio, parlamentar, com o suporte do aparato jurídico e policial do Estado e o amparo permanente, ‘full time’, dos grandes conglomerados de comunicação, além da saída às ruas das classes médias fascistas, em 2016. Presidente da República reeleita em outubro de 2014, com 54,5 milhões de votos válidos, Dilma Rousseff, ex-guerrilheira da VAR-Palmares, sofreu um impeachment, sem crime de responsabilidade. Uma excrescência jurídica. Já Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado em primeira instância pelo juiz de Direito de Curitiba, Sérgio Moro. Que já apareceu ao lado, sorrindo, de Aécio Neves [PSDB-MG], réu, José Serra [PSDB-SP], réu, e João Dória [PSDB-SP], denunciado pelo MP. Assim como teria tido influência dos EUA. Depois, em segunda instância, pelo TRF-4, de Porto Alegre [RS]. O STJ lhe negou por 5 a zero um habeas corpus preventivo. É a terceira etapa do golpe. Primeiro, afastar Dilma Rousseff e empossar Michel Temer [MDB-SP]. Segunda, aprovar as reformas ultraliberais e promover o desmonte do Estado. Terceira, impedir a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2018, ao Palácio do Planalto
Estudante do curso de Ciências Sociais da Universidade Federal de Goiás, Mateus Ferreira anuncia, hoje, a sua filiação ao Partido dos Trabalhadores



PM afastou das ruas capitão que agrediu estudante
DA REDAÇÃO
A Polícia Militar de Goiás afastou das ruas o capitão Augusto Sampaio, subcomandante da 37ª Companhia Independente da Polícia Militar, pela agressão ao estudante Mateus Ferreira da Silva, de 33 anos, durante um protesto em Goiânia. “Ele foi afastado em decorrência do Inquérito Policial Militar instaurado em virtude da agressão que teria sido praticada por ele contra o Mateus”, disse, à época, o comandante geral da Polícia Militar de Goiás, coronel Divino Alves de Oliveira.
AFASTAMENTO
O comandante ponderou que ele foi afastado das atividades operacionais, porém segue trabalhando administrativamente. “Ele pode auxiliar em qualquer sessão”, explicou o coronel.
Logo após a agressão, o comandante da PM informou, em nota, que determinou abertura de inquérito pela Corregedoria da Polícia Militar “diante das imagens que circulam em redes sociais, quando da intervenção policial militar, que mostram a clara agressão sofrida” pelo estudante.
Ainda de acordo com a nota divulgada pela PM na ocasião, a investigação tem o “objetivo de individualizar condutas e apurar responsabilidades.
Em nota, o comando da PM já havia destacado que “condena veementemente todo e qualquer tipo agressão praticada por policias militares no exercício de sua função, não compactuando com atos que possam afrontar os princípios da ética, moral e legalidade”. Amigos do Mateus, que preferiram não se identificar, disseram à TV Anhanguera que ele estava sem máscaras e não participou de nenhum ato de vandalismo durante o protesto. Porém, antes da agressão, é possível ver que o estudante estava sem camisa perto dos policiais. Momentos depois, ele aparece com um capuz e parte do rosto encoberto, junto a um grupo de manifestantes mascarados.