Educação ameaçada
Redação DM
Publicado em 3 de março de 2018 às 00:34 | Atualizado há 8 anos
Em protesto pela regularização dos salários atrasados, há três meses, servidores da Educação Municipal de Niquelândia acampam na porta da prefeitura do município e ameaçam, caso não haja a regularização dos salários, a possibilidade de greve. A decisão, por parte dos servidores, pode prejudicar cerca de 5 mil alunos.
De acordo com Sindicato dos Trabalhadores de Educação em Goiás (Sintego), regional Niquelândia, 700 professores estão sem receber, chegando ao um total de 1,5 mil funcionários, incluindo professores, merendeiras, vigias e pessoal de serviços gerais. Além dos salários de dezembro do ano passado e de janeiro e fevereiro deste ano, os servidores também não receberam o 13º de 2016 e 2017.
Desesperados, os servidores decidiram acampar em frente à prefeitura para cobrar os salários atrasados, pois boa parte deles sobrevive apenas da renda da prefeitura e está passando por dificuldades. “Ninguém aguenta mais essa situação, são muitos meses e as contas não esperam. E, o pior, nem é dada uma satisfação em relação a quando serão feitos os pagamentos”, protestou a presidente do sindicato, Maria Ferreira, em entrevista concedida à imprensa.
A reportagem do Diário da Manhã tentou, por diversas vezes, contato com a Prefeitura de Niquelândia, mas nossas ligações não foram atendidas. Sem a regularização dos salários, os servidores participarão, na próxima quarta-feira (7) de reunião em assembleia para discutir uma possível paralisação.