Sou otimista com o Brasil
Redação DM
Publicado em 12 de janeiro de 2018 às 23:56 | Atualizado há 9 anos
Uma crise econômica pode ser definida como uma ruptura no equilíbrio entre a oferta e a procura de bens e serviços que provoca uma deterioração da conjuntura econômica e a manifestação mais peculiar é a queda da produção ou, pelo menos, uma forte queda na taxa e crescimento.
Foram muitos os economistas que ao estudarem as evoluções das economias, identificaram a existência de ciclos, em que a atividade econômica percorria um período ascendente (crescimento) e outro descendente (estagnação e declínio), ou melhor dizendo, crise/recessão e retomada.
No Brasil não é diferente, a existência de ciclos também é uma realidade. A crise atual não é novidade. O Brasil já enfrentou crises semelhantes a esta algumas vezes, pelas mesmas razões ou por razões parecidas. Por exemplo, o governo Juscelino Kubitschek (1956-1961), que tem no seu término uma grande crise, onde os indicadores econômicos foram: moratória externa, começo de uma recessão e alta na inflação; em seguida, Geisel (1974-1979), que apresentou exatamente o mesmo cenário. Períodos de retomada também existiram , por exemplo, entre os anos de 1994 a 2008, para muitos como um boom econômico, com o cenário de economia estabilizada, melhoria na produtividade de vários setores, redução nas desigualdades e minimização na defasagem tecnológica em relação ao resto do mundo.
Porém, o ciclo prosseguiu e, a partir de 2016, alcançamos os maiores índices de desemprego da série histórica, alta na inflação, aumento das desigualdades , as contas públicas foram se deteriorando , o crescimento foi se esvaindo e a pior crise da história do Brasil foi vista.
Há uma grande incógnita entre os brasileiros. A economia brasileira já chegou ao fundo do poço ou a crise ainda piorará.
Acredito que as coisas melhorarão, ou melhor, já estão melhorando; porém, dependerá de forças e o enfrentamento de grandes desafios. A melhora recente de alguns indicadores econômicos, na economia brasileira (expansão da agricultura, pelo consumo privado, pelas exportações líquidas e estoques, crescimento do consumo das famílias, redução na taxa Selic, aumento nos investimentos e redução na taxa de desemprego, sem ignorar o fato de que ainda é muito elevada), não merecem comemoração, mas cautela.
Para a retoma do crescimento o país necessita urgentemente de algumas reformas e que não as vejo com motivação no atual cenário, decisões que terão repercussão por muitos anos: previdência (pouca probabilidade de aprovação, ou se aprovada, sofrerá significativas alterações), tributos e, principalmente na política. O claro e evidente despreparo dos políticos brasileiros para governar o Brasil reflete nas condições atuais, muitos dos quais não tem a ideia de que vivem em um país rico, como por exemplo: os recursos naturais mal explorados e até desperdiçados por falta de políticas que poderiam proporcionar oportunidades de negócios e sucessiva participação da população com maiores e melhores empregos e, por, conseguinte, melhoria de vida em seus mais diversos setores.
Eleições por vir e acredito que um dos maiores desafios será: como levar o país de volta ao crescimento ? A população, os empreendedores , investidores nacionais e internacionais aguardam por um resultado que poderá mudar totalmente o cenário econômico do país, ou mantê-lo estagnado e isso dependerá de nossas escolhas nas próximas eleições e, praticamente em todos os entes da federação: União (Presidente, Deputados Federais e Senadores), Estados (Governadores e Deputados Estaduais) e Distrito Federal (Deputados Distritais), com influências diretas nos municípios.
(Welton de Oliveira Lemos, empresário e pastor evangélico)