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Cantando o Sete de Adalto Bento Leal

Redação DM

Publicado em 6 de janeiro de 2018 às 23:55 | Atualizado há 1 ano

Fica mais enriquecida a discografia musical do talentoso compositor e cantor Adalto Bento Leal. No dia 23 de dezembro, ele lançou seu CD “Cantan­do o Sete”, no histórico mercado do Bairro Popular, revitalizado há alguns anos pela Secretaria de Cultura de Goiânia, com sua ocupação musical, deu muito certo.

Adalto, integrando a memorável du­pla com a Wanda Almeida fizeram parte da nascente música popular brasileira produzida em Goiás. Eles foram mui­to mais longe dos limites geográficos do Estado e fizeram merecidamente sucesso nacional. Depois da partida da Wanda selecionada por Deus para atuar em outros palcos, Adalto seguiu sua jornada solo.

Embora, timidamente, sinto-me co-au­tor desse CD. Durante quatro anos fomos companheiros de avaliação de projetos culturais da lei municipal de incentivo cultural da prefeitura de Goiânia. Numa reunião, em janeiro de ano passado, Adal­to me disse: “Bira, compus a melodia de um blue e gostaria que você fizesse a le­tra, você topa?”. Alegre com o convite, res­pondi de imediato que sim. Já, em feve­reiro, tomando um chopinho na Rua do Rosário, da minha amada Pirenópolis, re­cebi o áudio da melodia.

Confesso que dei canseira para entre­gar a letra. Não me agradava nenhuma das várias e várias conclusões da estrofe final da letra. No final de agosto, postei para o Adalto a letra, e ele procedeu a sua adaptação final. Com a conclusão, Adalto batizou a nossa música com o nome de “Pingentes de prantos”, apos­tada na sétima faixa do CD.

Foi a música que me introduziu no cir­cuito da produção cultural, a partir do fi­nal da segunda metade da década de 1960, participando de festivais de música em mi­nha cidade natal Pires do Rio, depois em Goiânia, nos festivais organizados pelo jor­nalista Arthur Rezende, em Inhumas, no mais do que histórico Gremi, para, final­mente, em tantas outras bandas.

Com esse especial convite, Adalto, você tocou fogo no braseiro. Mão e mente an­dam registrando novas ideias de compo­sições. Obrigadão pelo atiçamento do meu eu musical que estava sonecando no cantinho da alma.

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