Consciência crística
Redação DM
Publicado em 31 de dezembro de 2017 às 04:24 | Atualizado há 9 anos
Nesta época há uma diferente alegria, parece que tem música no ar, explosão de cores e de luzes, mesmo todo mundo sabendo que se trata de um apelo comercial para que se gaste o que se tem e o que se não tem. Mas a beleza está sempre surpreendendo e, aos poucos, percebe-se que a esperança vai surgindo no coração, com votos renovados de prosperidade e realizações que grudam na gente, sem pedir licença.
Explica-se a euforia dessa data pela aproximação de legiões de anjos (Espíritos iluminados) que visitam o planeta Terra trazendo abençoadas vibrações de Paz, transmitindo real alegria, verdadeira esperança, intensa luz, melodias celestiais e sublimes, que irão tocar e iluminar os corações sequiosos do amor divino.
Caso você tenha permitido que Jesus nasça na manjedoura de seu coração, então já conhecerá essas palavras, que se referem às almas que o escolheram: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz. Eu as conheço e elas me seguem. Dou-lhes a vida eterna, e jamais perecerão; e ninguém as arrebatará das minhas mãos. Meu Pai, que as deu para mim, é maior do que todos; e ninguém pode arrancá-las da mão de meu Pai. “ (João 10:27 – 29).
O efeito da presença angelical das entidades sublimes que nos visitam se faz sentir através da recrudescência dos melhores sentimentos de solidariedade, de tolerância, de boa vontade para com aqueles que nos cercam e de quem nos acercamos. É o momento de darmos glória a Deus nas alturas e vivenciarmos mais paz e boa vontade entre os homens.
Mesmo que alguns a contradigam, a abençoada época do Natal propicia oportunidade de maior aproximação da espiritualidade superior. Retrata um fato verídico, mesmo que haja controvérsias quanto `a data. Como ressalta o benfeitor Emmanuel: “Uma mentira não resistiria a tantos séculos”.
Nos primeiros séculos da Era Cristã, o Natal era comemorado em 6 de janeiro ou 25 de março. Somente a partir do ano 440 foi estipulado que em 25 de dezembro, de cada ano, se celebraria o nascimento de Jesus, associando-se esta data a uma antiga e popular festa pagã de devoção ao deus “sol invictus”, muito apreciada em Roma e nas possessões romanas.1
Se houve aproveitamento dos festejos pagãos do solstício de inverno para coroar a rememoração da chegada do governador espiritual do planeta, com sua mensagem de amor e transformação, importa sintonizar com o clima, a ideia desse nascimento – aliás o significado da palavra natal: nascimento.
Para agradecer tantas bênçãos recebidas, nos mais diversos sentidos, comecemos por reconhecer a proteção que nos foi concedida no decorrer do ano, na conservação ou na recuperação da saúde física. De quantos males nos livramos e quantos problemas foram resolvidos, satisfatoriamente… quanto a isso, resta-nos agradecer.
Quanto aos problemas emocionais, a ajuda foi dispensada nos momentos de grande sofrimento, não tenhamos dúvidas.
Se tivemos de enfrentar dolorosas perdas, inevitável separação através de desenlaces de pessoas muito queridas, lembremos o conforto e o consolo que a presença de Deus em nós se revelou, através de fortaleza repentina. Nos manteve equilibrados, embora massacrados pela dor.
Em tudo, agradecer é a melhor referência. Grandes lutas e sacrifícios nos foram exigidos, para alcançarmos a realização dos projetos a serem realizados, no campo do trabalho profissional, que nos trouxeram consideráveis conquistas.
Fracassos inevitáveis e determinação em continuar lutando, buscando alcançar a meta à qual estávamos e estamos engajados também ocorreram. Respostas que a fé norteia a alenta: coragem e determinação para continuar perseguindo os ideais…
A força para continuar lutando, de onde nos vem? Da misericórdia de Deus, que nos mantém motivados!
Na vida social, o embate ante dificuldades incontáveis para a manutenção do custo financeiro exigido para proporcionar algum conforto aos entes queridos, que nos merecem a maior atenção, a quem gostaríamos de atender com solicitude e que nos exige sacrifício inconcebível… tudo reflete a força de Deus em nós.
Em tudo devemos dar graças, aconselha o apóstolo Paulo.
Mas, acima de tudo, reconheçamos que a verdadeira celebração do Natal consiste em experimentar, em nossa própria consciência, como diz o sábio Paramahansa Yogananda, um começo de transformação para o frágil ser humano que não percebe que a cada “Feliz Natal!”, esboçado na troca de gentis sentimentos, há o despertar para nova realidade, o contato inevitável com a divindade dentro da própria alma; o nascimento, em cada um de nós, da Consciência Crística.
- Revista Reformador – O Natal de Jesus, FEB Editora. Dez 2014
(Elzi Nascimento, psicóloga clínica e escritora/Elzita Melo Quinta, pedagoga, especialista em Educação e escritora. São responsáveis pelo Blog Espírita: luzesdoconsolador.com. Elas escrevem no DM às sextas-feiras e aos domingos. E-mail: iopta@iopta.com.br (062) 3251 8867)