Cotidiano

Homem conta como escapou da morte depois de ser condenado no “tribunal do crime”

Redação DM

Publicado em 28 de dezembro de 2017 às 10:18 | Atualizado há 9 anos

Um pedreiro que cumpriu pena por roubo passou perto de ser morto em um tribunal do crime. Ele seria morto porque ficou preso junto com integrantes de uma facção rival a que dominava o tráfico de drogas na favela onde morava. O caso ocorreu na cidade de Guarulhos na Grande São Paulo.

O homem que nega ter cometido o roubo ao qual foi condenado ficou na mesma cela com membros do Comando Revolucionário Brasileiro da Criminalidade (CRBC), facção oposta ao Primeiro Comando da Capital (PCC). De acordo com informações do G1, esse fato já é suficiente para que uma pessoa seja julgada no “tribunal do crime”.

O ex-detento contou ao portal como sobreviveu. O pedreiro afirmou que foi sequestrado e condenado à morte em uma mata de área fechada bem ao lado de um cemitério clandestino. “Eu vi dois cavando a cova”.

O homem conta que depois de ver a cena, ficou com o psicológico bastante abalado. “Para mim, aquele momento ali era meu fim. Não tinha mais esperança de rever a minha família, meus filhos”, completou.

Ainda na entrevista ao G1, o pedreiro disse que um dos criminosos colocou a arma em sua boca, quebrando seus dentes. Depois dava pauladas em seus joelhos. Enquanto isso, outro torturador o aterrorizava dizendo que “Sentia cheiro de morte”.

Os criminosos já haviam soltado os pés do pedreiro, que estava amarrado a um toco de madeira, para colocá-lo na cova, quando alguém gritou “molhou”. Foi possível ouvir o barulho da sirene da polícia. Os bandidos então correram.

Nesse momento a vítima se levantou e correu cerca de 100 metros até avistar a viatura e gritar por socorro. Os policiais ouviram os gritos, desceram do carro e pediram que levantasse as mãos. O homem se virou e mostrou que estava com as mãos amarradas. Com um canivete, os policiais o soltaram e levaram ao hospital e depois à delegacia.

A partir do relato do pedreiro, a Polícia Civil identificou e prendeu cinco homens suspeitos de sequestrar, torturar e tentar matar o homem. Hoje, ele vive anônimo em outro estado.

 

(Foto: Reprodução/Polícia Civil)


Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia