Esportes

Ex-atleta Túlio Lustosa fala sobre ambições à frente do cargo e estratégias para 2018

Redação DM

Publicado em 25 de dezembro de 2017 às 23:14 | Atualizado há 8 anos

Apresentado como gestor de Futebol pelo presidente Marcelo Almeida no início de dezembro, Túlio Lustosa, conhe­cido pelo torcedor como Túlio Guer­reiro, está à frente do seu maior desa­fio da carreira fora das quatro linhas, segundo ele mesmo denominou em sua chegada ao esmeraldino.

Formado dentro do próprio Goiás, Túlio dentro das quatro li­nhas defendeu times com camisas importantes no País. Além do Goiás, o ex-volante também jogou por Co­rinthians, Grêmio, Botafogo, além de outros clubes dentro e fora do Brasil.

Para 2018, o dirigente espera con­seguir devolver o esmeraldino a Série A do Campeonato Brasileiro, onde o time disputou pela última vez em 2015. Com dois anos seguidos na Sé­rie B, Túlio sabe que é a hora de colo­car o time onde ele esteve por gran­de parte do tempo. E para isso, conta com o respaldo da diretoria para as contratações. Além disso, Túlio con­ta também principalmente com a parceira com Hélio dos Anjos, que já rendeu frutos dentro de campo. Agora eles esperam que o mesmo sucesso se repita fora dele


Entrevista

 

Quando você foi apresentado, falou que acompanhou o Goiás, os times que você jogou. Como você viu essa temporada de 2017 para o Goiás?

T.L“O que todo mundo perce­beu, que não foi um ano feliz para o Goiás, para o torcedor do time e que, felizmente, não terminou pior. Com a chegada do Hélio, o time conseguiu escapar da zona de rebaixamento e se manter. Não é nenhum motivo de comemora­ção, mas foi de alívio para o tor­cedor, que vai ter nova oportuni­dade de acesso em 2018”.

Como está a sua relação com o Hélio dos Anjos nas contratações de jogadores para 2018?

‘T.L: ’Tem mais profissionais por trás. A gente está tendo um re­lacionamento profissional muito positivo. O Hélio como conhece­dor e como comandante da co­missão técnica tem que partici­par desse processo. Assim como a diretoria, o vice-presidente de futebol (Mauro Machado), está participando muito, para mon­tarmos um elenco competitivo. Essa é a principal palavra (com­petitivo) para nós denominarmos o elenco que nós estamos montan­do para 2018. Vai ser um elenco muito forte, muito competitivo e que vai entrar em todas as com­petições para brigar pelo título’’.

O Goiás está mudando seu estilo de contratações e buscando jogadores mais jovens, ao invés dos medalhões. Como está esse perfil de contratações que vocês estão buscando no mercado?

T.L: ‘’Não tem uma receita. Não é questão de contratar medalhões ou jogadores desconhecidos, que queiram brigar junto com a gen­te pelo objetivo. A gente está den­tro do orçamento que a gente tem, que caiu para 2018. No entanto, é o suficiente para montarmos um time forte, competitivo e se pintar um grande nome que venha dentro das condições do clube, que se en­caixe nesse perfil que a gente vem buscando, com certeza será bem­-vindo e nós vamos aproveitar a oportunidade’’.

O que viria a ser essa grande oportunidade do Goiás no mercado?

T.L: “Ao contrário do que muita gente está pensando, o mercado ainda está muito aquecido. Para quem acha que o Goiás perdeu muito tempo e está contratan­do lentamente, está enganado. O mercado na verdade aqueceu depois que encerrou completa­mente todas as competições dos times brasileiros, e a última foi a final da Copa Sul Americana, que o Flamengo participou e que envolvia muita coisa. Tinha time que aguardava vaga na Liberta­dores e na Sul Americana. A partir de então o mercado se aqueceu. E aí a gente espera uma grande oportunidade, pois tem atletas que evidentemente vão dar priorida­de para disputar a Série A e tam­bém competições internacionais. Às vezes o clube que vai disputar essas competições, pode não estar contando com esse atleta, indo buscar um atleta de mais peso fora do Brasil. Essa é a hora que o Goiás entra, no momento que o clube de Série A não é mais opção do atleta. Então o time passa a ser grande opção, pois no mercado todos sabem que o Goiás em 2018 irá brigar pelo acesso a Série A’’.

No ano que vem, o Goiás estará em busca do tetracampeonato goiano. Qual é a importância de se vencer o estadual para a continuação da temporada?

T.L: ‘’A importância é que é um tetracampeonato e isso tem que ser muito valorizado e a gente sabe dessa importância. Eu tive a felicidade de participar do único tetracampeonato e também do penta. É sinal que se a gente co­meçar bem, o ano será maravi­lhoso. Começa com o pé direito, mas não vai ser fácil, pois é um ano atípico, de Copa do Mundo, que a preparação vai ser mais curta. A responsabilidade dos atletas, de comissão técnica e da diretoria, vai ser a mesma, porque há a cobrança do tor­cedor e a gente respeita muito o sentimento do torcedor que é a rivalidade regional’’.

Os times brasileiros estão trazendo muitos jogadores da América do Sul. Em 2017, o Goiás trouxe o Saavedra que acabou não correspondendo ao que se esperava dele. Com você cuidando das contratações do Goiás, o time estará de olho nesse mercado?

‘’Evidente que sim. Isso se tor­nou uma coisa normal no merca­do brasileiro, observar nossos vizi­nhos. Tem grandes jogadores, mas tem um perfil a se seguir. Se o jo­gador já atuou fora do seu país de origem. Mesmo sendo um país tão próximo, o Brasil é atípico para o restante da América do Sul e um dos únicos com o idioma diferente. Isso tudo tem que ser levado em consi­deração. Se o jogador já teve algu­ma experiência internacional e se foi bem-sucedido, se adaptou bem, porque em 2018 não dá para errar’’

 



Não foi um ano feliz para o Goiás, mas de certa forma foi um alívio para o torcedor, que vai ter nova oportunidade de acesso em 2018”

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