Política

Wilder defende aliança PP/PSDB

Redação DM

Publicado em 6 de junho de 2017 às 03:01 | Atualizado há 9 anos

O senador Wilder Morais (PP-GO) defendeu o programa “Goiás na Frente”  e o nome do vice-governador José Eliton (PSDB) para o governo de Goiás, em 2018, durante entrevista no programa “Falando Francamente”, da Rádio Mil FM (102,9).

A emissora conversou nesta segunda-feira, 5, com o parlamentar sobre diversos temas políticos, caso da crise institucional do país, da importância do  socorro financeiro aos municípios e das ações de Wilder no Senado Federal para ajudar as cidades a saírem da crise.

Vice-líder do Governo Federal e líder de um bloco com 13 senadores, o parlamentar goiano é um dos articuladores da base aliada e tem acompanhado Eliton e Marconi durante eventos em todo estado.

Originário da iniciativa privada, onde montou um império da construção civil, Wilder foi entrevistado pelos jornalistas Jerominho e Daniel de Paula, que questionaram, dentre outros temas, a origem humilde do senador [filho de lavrador e mãe costureira] e sua disposição em atuar junto aos municípios goianos em busca de emendas e empréstimos nas principais instituições financeiras ligadas ao Governo Federal para tirar os municípios do sufoco.

O DM publica os principais trechos da entrevista, em que o senador ainda se referiu ao ritmo de trabalho que tem enfrentado e como ele tem se relacionado com Roberto Balestra (PP), deputado federal em seu oitavo mandato e que também pleiteia uma vaga para disputar as eleições em 2018.

Presidente do PP em Goiás, Wilder elogia o parlamentar histórico e diz que ele é o deputado federal da sua família. O parlamentar reconhece que é legítima as pretensões de Balestra também em se interessar por uma vaga no Senado e agradece a lealdade do governador Marconi Perillo, que já declarou voto aberto ao senador numa disputa em 2018. O senador diz que seu partido tende a caminhar junto ao PSDB nas eleições de 2018. O PP foi a primeira legenda a renovar os votos e compromissos com os tucanos, ainda em 2016.

Para uma ouvinte, que sugeriu seu nome ao governo em 2018, Wilder disse que deseja mesmo é disputar a reeleição ao Senado e que depois, no futuro, pode pensar na sugestão dela.

Municípios 

Durante a entrevista, para o programa “Falando Francamente”, os jornalistas Jerominho e Daniel de Paula questionaram em que o senador mais gasta seu tempo e em que projetos se dedica mais. “Hoje o trabalho forte que desenvolvo envolve os municípios de Goiás. Visito os prefeitos, observo as demandas, levo emendas. Aliás, quero chegar no final do ano e não ter uma única cidade do Estado de Goiás que eu não tenha colocado emendas. Então, a luta durante a semana inteira é defender os interesses do Estado, seja nos municípios seja nas cidades goianas. Constitucionalmente cabe ao senador representar o Estado”

Vida de empresário 

Jerominho relembrou que Wilder desempenha o papel do empresário habilidoso, que do nada construiu grande carreira [Wilder é responsável, por exemplo, pela construção de 70% dos Carrefour construídos no Brasil]. “Empresário de sucesso, agora político. Tomou gosto?”, questionou o jornalista. “Tomei gosto pela política, pois venho do interior, onde política é muito importante. Nasci numa cidadezinha pequeninha, em Taquaral, venho da roça. Tenho facilidade e tranquilidade para rodar o Estado. Temos feito muito trabalho para as cidades pequenas.  Sei quanto as prefeituras têm sofrido nesta época de crise. Hoje é muito difícil ser prefeito em cidades pequenas e grandes. E se não tiverem parcerias com o Governo Federal, com o Governo de Goiás, elas não evoluem. Gosto de participar, de ver as coisas funcionando, das cidades conseguirem seus financiamentos”.

Apego aos livros 

Durante a conversa na rádio Mil FM, os entrevistadores questionaram a fixação de Wilder Morais por temas educacionais.  “O senhor já distribuiu 1,2 milhão de livros. Que motiva isso?”, perguntou Jerominho. “Uso as cotas de impressão que são destinadas a cada parlamentar para fazer o que acho nobre. Sou filho de pai lavrador e mãe costureira. E sei que estou aqui hoje com vocês por ter oportunidade de lá no passado conseguir estudar, realizar meu curso de engenharia. Sei o que é ser filho de pobre e não ter recursos para comprar uma caneta. A educação muda as pessoas. E toda verba do mandato transformo em livro.  Realizo também uma palestra motivacional. Conto meu percurso, choramos todos juntos. Os alunos ficam emocionados. Tento mostrar que não podem desistir. E tenho satisfação e obrigação de contar minha história e ajudá-los”.

Goiás na Frente 

O senador goiano diz que ao relatar o programa “Goiás na Frente” para os demais parlamentares no Congresso Nacional consegue respostas de admiração e espanto. “Só para se ter ideia, no Senado, ficam impressionados com um programa deste tamanho, com tanto investimento. Tenho rodado os municípios com o governador Marconi e o vice José Eliton. E vejo como essa transformação será impactante. O programa que o governador está fazendo ajuda todos prefeitos, independente de cores partidárias. É uma festa quando, por exemplo, anuncia ligações de rodovias. A população fica realmente contente. Veja bem: o governador passa recursos a fundo perdido. E quem sabe como vai usar é o município, é o prefeito que escolhe onde vai colocar. A decisão é dele. Isso significa autonomia”. Questionado pelos radialistas sobre quais obras serão os ‘hits’ dos municípios, Wilder não tem dúvidas: “A maioria tem malha asfáltica danificada, então, 90% do recursos vão ser destinados para recapear e fazer asfalto da cidade. Talvez seja este o maior índice de uso dos recursos públicos”.

Goiás contra a crise

Para Wilder Morais, o Governo de Goiás está pronto para retomar o crescimento. “Goiás fez o dever dele, fez ajuste, reduziu secretarias. Isso bem antes da crise. Teve, de fato, medidas impopulares no início, mas conseguiu fazer o caixa. Se antecipou quanto aos aspectos principais da crise. O governador está de parabéns!”.

Futuro de Marconi 

“Olha, o governador tem capacidade de ser candidato até para presidente da República. Pelo nível de gestão que ele faz, em relação aos outros estados e outros governadores, é o que mais se destaca nacionalmente. Pode ser que no ano que vem surja essa surpresa aí. Agora, caso não aconteça, desejo ter ele como colega para concorrer as duas vagas no Senado.

Candidato da base 

Aos apresentadores da rádio Mil FM, Wilder Morais defendeu a candidatura natural de José Eliton. “Trabalha muito, é parceiro de primeira hora, tem o dom do companheirismo e grande vocação para o municipalismo. É o coordenador do ‘Goiás na Frente’. Quem acompanha ele nas redes sociais, sabe que Eliton está em quatro, cinco cidades no estado a cada momento. É a melhor opção para continuar nosso desenvolvimento e manter Goiás crescendo”.

Voto de Marconi 

Wilder diz que o momento é de trabalho e abre espaço para que todos pretendentes apresentem seus nomes para 2018. Ele agradece a indicação de Marconi, que declarou ser dele o voto para senador, em 2018. “Agradeço muito o governador por abrir o voto dele. Quem não gostaria de ter o voto do governador Marconi numa luta para a reeleição?  Ele disse que já tinha dois votos: um meu e o do José Eliton.  E acho que o terceiro pode ser dele mesmo, caso também dispute as eleições, em Goiás”.

Para Wilder, o momento é para que cada pretendente trabalhe muito. “Todo mundo tem direito de colocar seu nome para as eleições do ano que vem. Eu tenho trabalhado para colocar o meu. E lá na frente vão afunilando, vão se ajustando os nomes. Quero sim ser reeleito como Senador da República”.

PP 

O PP está crescendo em Goiás. Nós estamos implantando os diretórios. Onde tínhamos simplesmente provisórias, por determinação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), vamos ter diretórios atuantes. Estamos andando o estado inteiro justamente para fortalecer o partido…Temos 23 prefeitos e queremos crescer ainda mais. Fui no sábado, 3, em Pires do Rio e encontrei a Câmara Municipal lotada. Uma surpresa, pois encontro pessoas engajadas na política. O interior, diga-se de passagem, é muito politizado. O partido saiu com grande representação na cidade. Então, temos feito muito isso, que é ajudar o partido a crescer ainda mais”.

Questionado pelos radialistas quanto a um possível atrito com Roberto Balestra, Wilder elogiou o parlamentar: “Minha relação com Balestra é muito boa. Até meu pai morrer, há pouco tempo, o voto dele era certo: para o Balestra. Aliás, minha família toda sempre votou em Roberto Balestra. Temos divergências naturais de partido, mas tenho esperança de que muito em breve consigamos nos ajustar e caminhar juntos”.

Governo Temer 

Para o senador goiano, a questão mais delicada do país é a estabilidade política. Wilder defende que sejam apuradas todas as suspeitas contra Michel Temer e que a Justiça seja feita. Por outro lado, ele defende a manutenção da política econômica e que o governo do peemedebista não seja desestabilizado politicamente e de forma irresponsável. “Se Temer sair temos que montar toda a estrutura de novo. E mudar de novo, neste momento, não é o melhor para o país. Ele deve ser investigado, sim, tudo tem que ser apurado, mas precisamos saber: temos a melhor equipe econômica dos últimos tempos. Temos um goiano que desempenha um ótimo papel, Henrique Meirelles, que transmite grande credibilidade ao país. E vemos hoje as manifestações do PT, louco para voltar…Quer dizer: temos que pensar antes de tudo no Brasil. Penso independente de questões políticas. Temos itens importantes que avançaram: a inflação abaixo de 4%, as taxas de juro em 10,25%, podendo chegar a 9,5% nos próximos 40 dias. E algo importantíssimo: a volta dos empregos, que têm aumentado a cada mês em 60 mil postos de trabalho. Repito: temos as denúncias, que devem ser apuradas. Mas precisamos continuar com as reformas”.

Brasil parado 

Para Wilder, o Brasil “parado”, prejudica todos segmentos, inclusive a construção civil, que ele conhece bem como empresário. “Tanto a construção civil quanto as incorporadas pararam.  E a construção civil é um das áreas mais afetadas diante da crise. E sabemos que a construção é uma das que mais empregam: o ajudante, o servente, todos, enfim, começam na construção. E se retomar o crescimento, os empresários se animarão de novo. Seria o primeiro item a tirar o país do atoleiro. Com esse crescimento de 1% vamos continuar a ter lançamentos imobiliários, o cidadão poderá comprar sua casa própria, enfim, a economia voltará a funcionar”.

Tags

Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia