Brasil

Onde a verdade está nas gravações feitas por Joesley

Redação DM

Publicado em 24 de maio de 2017 às 02:27 | Atualizado há 9 anos

Um empresário, investigado pelo Ministério Público por suspeitas muito contundentes do roubo de bilhões do dinheiro público, vai até o Palácio onde reside o presidente da República, com um gravador escondido, pré determinado a gravar a conversa com ele, e grava.

A gravação é usada na delação premiada acertada pelo empresário com a justiça, para evitar ser preso. Em ato contínuo o conteúdo da conversa gravada é publicado por um dos maiores jornais do País, antes mesmo da confirmação do que foi contado na delação premiada. E o empresário deixa o País tranquilamente, já tendo transferido para os Estados Unidos muitos dos milhões possivelmente roubados, dos cofres da Nação.

Há ainda a denúncia que, sabedor da crise econômica que suas denúncias provocariam com a alta exagerada do dólar, este empresário investiu milhões na compra da moeda americana, para lucrar ainda mais com o dinheiro, possivelmente roubado dos cofres da Nação.

Há suspeitas que as ações do empresário contou com a participação do procurador geral da República. Há suspeita que a conversa gravada tenha sido editada, com mudança de palavras de lugar e corte de algumas delas, para dar às frases ditas pelo presidente da República o sentido que interessa aos articuladores da gravação, que trabalha para beneficiar um partido político, cujo líder maior está na eminência de ser preso. O objetivo é antecipar a eleição para que o líder maior possa disputar o cargo de presidente da República (se for preso ele não pode disputar a eleição).

Tudo isso parece roteiro de filme de ficção política. Mas deixando fora a dúvida se foi para beneficiar a candidatura do ex-presidente Lula, o resto é verdade e aconteceu no Brasil. O empresário atende pelo nome de Joesley Batista, que comanda a JBS, empresa que em menos de 10 anos se tornou a maior produtora de proteína animal do mundo, graças aos financiamentos liberados pelas três gestões petistas (dois de Lula e um de Dilma Rousseff), junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES), o procurador da República é Rodrigo Janot e o presidente gravado é Michel Temer.

Na verdade do acontecimento há muitas dúvidas: Quais os motivos levam um presidente da República receber alguém que está sendo investigado pelo roubo de milhões? Porque a visita de Joesley não teve o tratamento protocolar que exige todas as visitas ao presidente, com a publicação na agenda do dia? Como um equipamento de gravação de conversa entra na residência oficial da maior autoridade nacional, sem ser detectado? Como a informação do conteúdo da gravação foi contada ao jornal O Globo, antes da confirmação pelos condutores da Operação Lava Jato do conteúdo da delação de Joesley Batista? Qual a verdadeira participação de Rodrigo Janot no episódio? Lula e o PT estão ou não envolvidos no caso? Só sabendo de tudo isso será possível ver onde a verdade está.

Saber onde a verdade está é fundamental para defender ou não a queda de Michel Temer da presidência da República, obedecendo o que preconiza a Constituição Federal, sustentáculo da nossa democracia.

 

Alcides Ribeiro Filho, empresário e político na cidade de Aparecida de Goiânia

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