Brasil

Música e a cirurgia plástica

Redação DM

Publicado em 16 de maio de 2017 às 02:42 | Atualizado há 9 anos

O que seria de nós sem a música? Quantas sensações boas ela pode nos trazer? Ela pode se inserir em qualquer momento do nosso cotidiano, basta escolher o fundo musical e nosso dia a dia se tornará um clipe.

Saiba que a música é de extrema importância na rotina médica, entretanto, pouco explorado no nosso meio. Adquiri esse hábito na medicina em 2010 com meu saudoso mestre, do Rio de Janeiro, Dr. Ronaldo Pontes. Beethoven, Enya e Mozart estavam presentes diariamente nas nossas cirurgias e aquilo se tornava um verdadeiro espetáculo: música clássica e cirurgia plástica. E as pacientes adoravam.

Já é sabido que a música provoca alterações no corpo estimulando diretamente o sistema límbico responsável pelas emoções, motivações e afetividade. Estudos divulgados pela American Music Therapy Association-AMTA revelam que outras áreas do cérebro também são acionadas e auxiliam no controle da ansiedade e aumento da concentração.

Porém, músicas só fazem efeito se elas têm uma conexão especial para quem as ouve e o tipo ou estilo devem ser apropriado ao momento.

Ao adentrar no centro cirúrgico a paciente traz consigo medos, incertezas e muita ansiedade. Nessa hora, uma bela música relaxante, Shepherd Moons de Enya, cairia muito bem. Realizada a anestesia e com a paciente dormindo a dica seria, nada menos que, o Concerto para Violino n. 3 de Mozart. O objetivo é aumentar a concentração da equipe médica. Finalizado o procedimento é hora de acordá-la e que tal com a música que você mais gosta de ouvir? Será uma experiência única.

 

(Eduardo Rodrigues da Cunha Ferro, cirurgião plástico)

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