Política

Fórum reúne-se para deflagrar campanha por eleições em 2017

Redação DM

Publicado em 10 de junho de 2017 às 02:08 | Atualizado há 9 anos

Deputada estadual e presidente do PCdoB em Goiás, Isaura Lemos reúne-se, na próxima quarta-feira, 14 de junho, a partir de 9h, na Faculdade de Educação, Universidade Federal de Goiás [UFG], com o Fórum Sindical contra as reformas Trabalhista e da Previdência Social. A frente é integrada, por exemplo, pela Central Única dos Trabalhadores [CUT], Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil [CTB], além de legendas como PT, PCdoB, PDT e PSOL. A pauta do encontro é a definição da data para o lançamento do comitê estadual e da campanha por eleições diretas já para a Presidência da República, ainda em 2017, avisa ela.

— Golpista, Michel Temer não possui legitimidade para exercer o cargo, muito menos para aprovar reformas ultraliberais com um programa diferente do sancionado pelas urnas em 2014.

A parlamentar, no exercício do quinto mandato, diz que Dilma Rousseff teria sofrido um golpe, no ano de 2016. Com os suportes dos aparatos jurídico e policial do Estado, além da aprovação de um Congresso Nacional financiado por recursos ilegais e com a manipulação dos grandes conglomerados de comunicação no Brasil, denuncia, em tom de indignação, a líder comunista. É preciso, hoje, criar uma ampla frente, popular e democrática, para impedir o desmonte do Estado, a desnacionalização da economia, a implantação do Estado Mínimo, reverter a permissão para o capital estrangeiro drenar para o exterior as riquezas do Pré-Sal, afirma.

— Michel Temer pode ser alvo de um processo de impeachment no Congresso Nacional ou mesmo ser afastado pelo Supremo Tribunal Federal, o STF. As denúncias são graves.

Acusações 

Isaura Lemos lembra que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, acusa-o de corrup.ção, formação de quadrilha e de tentativa de obstrução da Justiça. Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados, aliado de Michel Temer e responsável pela abertura do processo que culminou com o impeachment de Dilma Rousseff, mesmo preso, continuou a cometer crimes, com a suposta anuência do Palácio do Planalto, como mostram os áudios de Joesley Batista, aponta. “Tem que manter isso, viu?”, em clara alusão ao pagamento de uma mesada ao líder do PMDB encarcerado em cela especial em Curitiba, por determinação judicial, frisa.

— Uma nova greve geral poderá parar o País, dia 30 de junho, contra mudanças na legislação trabalhista e na aposentadoria dos trabalhadores urbanos e rurais.

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