Cotidiano

Micropigmentação aliada da cirurgia plástica

Redação DM

Publicado em 25 de março de 2017 às 02:22 | Atualizado há 9 anos

O câncer de mama representa 28% dos novos casos da doença a cada ano, segundo o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. As pacientes, além de terem que lidar com o tratamento agressivo, à base de fortes medicamentos, muitas vezes são submetidas à retirada da mama. “A micropigmentação é recomendada como um importante método complementar no tratamento de pacientes submetidas a retirada das mamas ou com pequenas deformidades nas cicatrizes. A tecnologia e o tratamento multidisciplinar são muito importantes na recuperação do paciente e auxilio no apoio emocional. A preservação da autoestima e um psicológico saudável são peças fundamentais para qualquer tipo de tratamento”, orienta o cirurgião plástico Paulo Henrique Rassi.

Em Goiás, a especialista em micropigmentação de areola, Welide San, atua há quatro anos no estado e fala com entusiasmo do resultado alcançado nas pacientes que atende. O trabalho da profissional é recomendado pelos próprios cirurgiões plásticos. “A micropigmentação, auxilia na restauração da autoestima da mulher, como referência de feminilidade”, pontua.

A funcionária pública Temira Duarte Silva, 56, comemora os resultado da micropigmentação. “É ótimo você ver sua aréola de volta. Fica perfeita”, diz. Um ano após a retirada da mama, ela se submeteu ao procedimento, que, segundo ela, é indolor e como cuidado especial faz uso de pomada à base de bepantol. “Fazer a tatoo – como se refere à micropigmentação – me deixou mais confiante, com autoestima elevada”, diz.

Welide explica que o procedimento é rápido, “o resultado já é praticamente completo na primeira sessão. Apenas em alguns casos é necessário retocar”. Para se alcançar a perfeição, as técnicas atuais têm sido fundamentais, principalmente porque as cores dos pigmentos estão cada vez mais realísticas – bem próximas à coloração natural. “Isso possibilita conseguir o resultado cada vez mais perfeito, de acordo com o tom de pele de cada uma, o que oferece um maior bem estar à paciente”, afirma.

A micropigmentadora comenta ainda que, em alguns casos, por solicitação do próprio médico, já fez o procedimento no centro cirúrgico, logo após terminada a intervenção plástica.

Procedimento

O cirurgião plástico explica que a micropigmentação significa depositar cores (pigmentos) na camada superficial (camada basal e derme papilar) da pele de forma permanente. Com este intuito, a adição de pigmentos na pele pode otimizar as cores e contornos cicatriciais finais após realização de reconstrução mamária ou mamoplastias redutores. O resultado final pode ser alcançado após um desenho mais geométrico e colorido do complexo aréola papilar e retoques em aréolas que sofreram discromias (alterações de cor ) após diminuição e/ou levantamento das mamas. “É a busca final por um resultado cada vez melhor”, pontua o especialista.

Paulo orienta que o tempo entre a intervenção cirúrgica e o procedimento de micropigmentação varia. “A medicina não é uma ciência exata. Cada paciente deve buscar em conjunto com o seu cirurgião plástico assistente o melhor momento de realizar a micropigmentação. Geralmente, este intervalo varia de 4 a 6 meses após o último procedimento cirúrgico. É importante ter conhecimento que a micropigmentação é um tratamento complementar que busca otimizar o resultado final”, complementa.

O especialista ainda afirma que, “na realidade, a micropigmentação não é apenas uma aliada nas cirurgias mamárias, mas atualmente faz parte do arsenal de tratamento. A dermopigmentação complementa o resultado final mamário, principalmente na reconstrução da aréola”, reitera.

“Assim como uma importante aliada, orientamos que não se trata de um procedimento simples, e que deva ser realizado por qualquer pessoa. Como todo procedimento, existem riscos e complicações. Buscar sempre profissionais capacitados e que tenham materiais de trabalho de alta qualidade e acima de tudo produtos descartáveis (agulhas) e autoclaves (esterelizáveis)”, orienta o cirurgião.

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