Comurg adotará novo modelo de quinquênios, corta chefias e cargos comissionados
Redação DM
Publicado em 19 de março de 2017 às 02:43 | Atualizado há 1 ano
- Denes Pereira informa a demissão de 600 ocupantes de cargos comissionados na empresa de limpeza urbana
- Nova gestão herdou R$ 57 milhões de dívidas e ainda R$ 32 milhões de débitos trabalhistas já executados
- Empresa solicitou, dia 4 de janeiro de 2017, à Controladoria-Geral do Município, auditoria minuciosa na folha
- Presidente do órgão afirma que a Comurg precisa ser viável, não deve nunca gastar mais do que a sua receita
– A Comurg irá adotar o modelo da Prefeitura de Goiânia, após a convenção coletiva de maio de 2017, para o pagamento de quinquênios. Para corrigir excessos de 1979 e 1985.
É o que afirma o presidente da empresa, Denes Pereira. Momento é de austeridade: trabalhar mais e gastar menos, dispara. O quinquênio deve ser de 10% em cima do vencimento original, observa. Se não cortarmos os excessos, o funcionamento da Comurg corre sério risco, aponta, preocupado. Medidas duras já foram adotadas, conta. O número de diretorias, hoje, é quatro, mas já existiram nove, recorda-se. Mais de 600 comissionados foram demitidos, informa.
– Uma herança pesada. Os débitos com fornecedores totalizam R$ 57 milhões. Dívidas trabalhistas já executadas somam R$ 32 milhões. A frota de caminhões estava sucateada: 70%
Passivo elevado
O prefeito de Goiânia, Iris Rezende Machad [PMDB], diz que o passivo da Comurg de 2013 a 2016 será pago apenas quando a Prefeitura de Goiânia equilibrar as finanças públicas e obtiver sobra em caixa, equilíbrio fiscal, relata. Os serviços e dívidas contraídos em 2017 serão quitados em dia, sem atrasos, garante. A nova gestão herdou uma dívida de R$ 600 milhões, relata. Com um déficit mensal de mais de R$ 31 milhões, registra ele, indignado.
– Irresponsabilidades fiscais da gestão passada. Em 4 de janeiro de 2017, a coletiva seletiva de lixo estava 100% paralisada. O cata-treco, parado. Faltavam peças e pneus. Um caos…
Registro: a Comurg precisa ser viável, adianta. Não deve nunca gastar mais do que a sua receita, insiste. A economia de gastos supérfluos necessita ser permanente, dispara. Para garantir uma prestação de serviços aos contribuintes com excelência, aponta. A Comurg realiza, hoje, os serviços de coleta seletiva de lixo, varrição das ruas, roçagem, recolhimento de entulhos espalhados nos cantos da cidade, construção e manutenção de praças, destaca o gestor.
– A empresa de Curitiba faz apenas a coleta de lixo…
Gestão
Primordial para Goiânia. É assim que define a Comurg Denes Pereira. O que é necessário é elevar as eficiências operacional e de gestão, atira. Não podemos, de forma alguma, aumentar as despesas, desabafa. Ele conta que antecipou-se à Câmara Municipal de Goiânia e já no dia 4 de janeiro de 2017 solicitou à Controladoria-Geral do Município uma auditoria exaustiva na folha de pagamento da Comurg. Para detectar supostas irregularidades, afirma o presidente do PRTB
– As distorções serão corrigidas 100%.
Denes Pereira, presidente da Comurg, diz que tentará celebrar um acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da empresa. Ou seja, daqui para frente, o pagamento dos quinquênios ter o mesmo modelo da administração direta, já que a Justiça não pode retroagir e garante o direito adquirido, pontua. Os excessos ocorrem há tempos, acredita. A Comurg foi criada no ano de 1979, explica. Os excessos vêm desde 1985, aponta levantamento interno da empresa.
– Repito: o momento é de austeridade e a Comurg necessita trabalhar mais e gastar menos…
Mutirões
Os Mutirões, criados por Iris Rezende Machado em 1966, em sua primeira gestão na Prefeitura de Goiânia, começarão após o término do período de chuvas, em abril ou maio, informa ao Diário da Manhã. Roçagem de lotes, ruas e avenidas, coleta de lixo, recolhimento de entulhos, poda de árvores, recuperação de praças, construção de novas praças nas múltiplas regiões da cidade compõem o pacote de serviços que a Comurg executará nas frentes de serviços, frisa.
– A proposta é recuperar a imagem da empresa, estratégica para Goiânia!
Em 1º de janeiro de 2017 Goiânia estava com a coleta de lixo em 30 dias em atraso, denuncia. O aterro sanitário apresentava problemas, sublinha. Caminhões estavam parados, ataca. Fornecedores reclamavam pagamentos em atraso, atira. Colocamos ordem na casa, recuperamos os veículos, promovemos uma frente de trabalho para limpar a cidade, solicitamos uma auditoria da empresa, confidencia o administrador de empresas com pós em Gestão Pública.
– A Justiça precisa emitir sentenças. O Sindicato dos Trabalhadores deve ser sensível aos novos tempos.
Nova imagem
Animado, Denes Pereira promete reconstruir a imagem da Comurg. Oito mil e duzentos homens e mulheres trabalham, de segunda a segunda, em três turnos, com máquinas e equipamentos, para limpar a cidade e garantir a qualidade de vida aos cidadãos, explica. A Comurg recolhe 1.400 toneladas por dia de lixo orgânico, pontua. Mais: 45 toneladas de entulhos por mês, aponta. A empresa limpou e consertou brinquedos em 170 praças, diz.
– Em apenas 45 dias!
A Comurg fez a roçagem em mais de 150 bairros, revela. A Marginal Botafogo e a Avenida Goiás, por exemplo, estão com um novo layout, destaca. Os cidadãos somente percebem a falta da Comurg quando o matagal invade ruas, avenidas, lotes e praças, a limpeza urbana é suspensa, com a não realização da coleta de lixo, os entulhos incomodam e diminuem a qualidade de vida dos moradores, afirma o dirigente estadual do novo PRTB.
– A Comurg opera todos os dias, sábado, domingo, feriado, dia santo, carnaval, durante o dia e pela madrugada afora…
Operação
Ela funciona nos três turnos, inclusive na coleta de lixo e de entulhos, registra. A nova gestão colocará em movimento uma operação para revolucionar a gestão e a prestação dos serviços aos contribuintes, afirma. Uma agenda positiva, frisa. A reengenharia administrativa – com corte de chefias e supervisões, redução de cargos comissionados, otimização de recursos materiais e humanos e estímulos à elevação da produtividade- será implantada, garante.
– A gestão fará reformas e revoluções.
“Os débitos com fornecedores totalizam R$ 57 milhões”“Para corrigir excessos de 1979 e 1985”
“Dívidas trabalhistas já executadas somam R$ 32 milhões”
“A Justiça precisa emitir sentenças. O Sindicato dos Trabalhadores deve ser sensível aos novos
Tempos”

Perfil
Nome: Denes Pereira
Formação: Administração de Empresas e pós em Gestão Pública
Cargo: Presidente da Comurg
Partido: É presidente do PRTB [GO]
Cargos públicos que já exerceu: diretor da Amma; Assessor técnico do Dermu/Compav; Assessor técnico da Secretaria Municipal de Habitação