Política

Comissão requer que advogados possam ter porte de armas

Redação DM

Publicado em 15 de março de 2017 às 02:13 | Atualizado há 9 anos

Os membros da nova Comissão Especial pela Isonomia no Porte de Arma (Ceipa), empossados no Dia Internacional da Mulher, têm como objetivo apresentar à advocacia do Estado de Goiás o projeto de lei 704/2015, de autoria do deputado Ronaldo Benedet (PMDB-SC), que visa permitir aos advogados a posse de arma de fogo devido à periculosidade da profissão.

A medida pretende incluir inciso e parágrafo ao Artigo 7 do Estatuto da Advocacia (Lei 8906/94) e modificar o Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/2003), com intuito de legalizar o porte de arma para outras profissões para a defesa pessoal, como regulamentar os direitos dos advogados públicos.

Em entrevista ao Diário da Manhã, a secretária da comissão Luciana Abreu informou que, mesmo que o projeto seja aprovado, o advogado deve passar por todas as etapas comprobatórias para manuseio de arma de fogo, conforme estabelecidas no Estatuto do Desarmamento. “O profissional precisa comprovar junto à Polícia Federal se possui capacidade técnica e psicológica. É uma avaliação que pode durar meses ou anos”, relata.

Além da secretária Luciana Abreu, a comissão é composta pela presidente Dirce Guizzo, o vice-presidente Murilo Rodrigues Teixeira e o coordenador Euflausino de Paula Filho. Ambos acreditam na importância da participação da mulher no debate, inclusive foi por esse motivo que a presidente escolheu o Dia Internacional da Mulher para a cerimônia de posse, realizado no gabinete da presidência da seccional Goiás da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-GO),

A Ceipa tem unido forças com outros advogados de todo o Brasil que são a favor do projeto. Atualmente, a proposta tramita em caráter conclusivo e aguarda análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara Federal.

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