Esportes

Para abafar a crise

Redação DM

Publicado em 9 de março de 2017 às 02:44 | Atualizado há 1 ano

Apa­ren­te­men­te, as coi­sas es­tão vol­tan­do ao nor­mal pa­ra o Go­i­ás. De­pois de al­guns di­as po­lê­mi­cos com o ca­so Wal­ter e se­guir por um cur­to je­jum sem vi­tó­rias, on­tem o Go­i­ás ven­ceu pe­la se­gun­da vez se­gui­da. A ví­ti­ma foi o pe­que­no Cu­ia­bá: sa­pa­ta­da de 4 a 0. Jo­go tran­qui­lo, sem em­pe­ci­lhos ou gran­des sus­tos.

O jo­go re­a­li­za­do no Ser­ra Dou­ra­da era o de ida, vá­li­do pe­la ter­cei­ra fa­se da Co­pa do Bra­sil. A vol­ta se­rá na pró­xi­ma quin­ta-fei­ra (16), na Are­na Pan­ta­nal. An­tes dis­so, o pe­ri­qui­to en­ca­ra o At­lé­ti­co no sá­ba­do, em mais um clás­si­co pe­lo Cam­pe­o­na­to Go­i­a­no.

 

O Jo­go

Por jo­gar em ca­sa e por ter uma ti­me mais for­te, o Go­i­ás era fa­vo­ri­to, en­tão não era de se du­vi­dar que o ti­me fos­se to­mar as ré­de­as do jo­go des­de o iní­cio e ata­car mais. A pres­são co­me­çou lo­go no pri­mei­ro mi­nu­to. Com dois, já ha­via es­can­teio pa­ra o Ver­dão.

Is­so não sig­ni­fi­ca­va tam­bém que o hu­mil­de Cu­ia­bá não fos­se ata­car ou par­ti­ci­par do jo­go com de­cên­cia. Com três mi­nu­tos, o ti­me de Ma­to Gros­so pu­xou con­tra-ata­que que re­sul­tou em fi­na­li­za­ção por ci­ma do gol de Ran­gel.

A par­ti­da era mo­vi­men­ta­da, aos se­te e oi­to mi­nu­tos o Go­i­ás te­ve du­as che­ga­das com pe­ri­go: chu­te de Pa­trick e re­bo­te iso­la­do de Bolt. O Dou­ra­do res­pon­deu com bom­ba de Ju­ba que foi es­pal­ma­da por Ran­gel.

O du­e­lo se­guia com pos­se de bo­la mai­or pa­ra o pe­ri­qui­to e as ações pre­va­le­cen­do no cam­po de  ata­que. Aos 31 saiu o gol. Pe­dro Bam­bu foi ao fun­do e cru­zou, o go­lei­ro re­ba­teu mal e Ti­a­go Lu­ís pe­gou de pri­mei­ra pa­ra fa­zer um be­lo gol. 1 a 0.

O Cu­ia­bá não se in­ti­mi­dou e foi para ci­ma. Aos 39, acer­tou a tra­ve com Ro­bi­nho e  te­ve um gol anu­la­do: Ran­gel fez boa de­fe­sa em ca­be­ceio e no re­bo­te o jo­ga­dor que fez o gol es­ta­va im­pe­di­do.

A par­ti­da equi­li­bra­da fi­cou com­pro­me­ti­da com a ex­pul­são do za­guei­ro He­ver­ton, do Cu­ia­bá, no fi­nal do pri­mei­ro tem­po.

Ape­sar da ex­pul­são do ad­ver­sá­rio e ter um jo­ga­dor a mais, a por­tei­ra só abriu de­pois que Ju­an foi ex­pul­so e fi­ca­ram 10 pa­ra ca­da la­do. O se­gun­do gol só saiu aos 27 mi­nu­tos, com Léo Ga­ma­lho de ca­be­ça, em uma as­sis­tên­cia de Ti­a­go Lu­ís. A par­tir daí foi um amis­to­so.

Jogada

Dois mi­nu­tos de­pois Pa­trick fez um gol ile­gal que foi va­li­da­do. O ár­bi­tro mar­cou pê­nal­ti em Aylon, che­gan­do in­clu­si­ve a api­tar e as­si­na­lar a mar­ca da cal, po­rém, Pa­trick se­guiu a jo­ga­da co­mo se hou­ves­se a lei da van­ta­gem e fi­na­li­zou. Quan­do a bo­la en­trou, o ju­iz va­li­dou o gol e ge­rou re­vol­ta no ti­me de Cu­ia­bá. Gol bi­zar­ro. 3 a 0.

O mas­sa­cre ain­da não es­ta­va com­ple­to. Aos 36 mi­nu­tos, o Cu­ia­bá se en­con­tra­va to­tal­men­te des­mo­ti­va­do e sem for­ças pa­ra na­da. O Ver­dão apro­vei­tou e guar­dou mais um com Léo Ga­ma­lho, que des­sa vez saiu na ca­ra do gol. Fim de pa­po, va­ga na mão.

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