PSD admite nome próprio ao governo
Redação DM
Publicado em 7 de março de 2017 às 02:20 | Atualizado há 9 anos
“Meu nome está à disposição do PSD para eleição majoritária, mas não vamos tratar disso agora. A decisão é só em 2018”, ressaltou o presidente do PSD estadual, Vilmar Rocha, que é secretário de Cidades e Meio Ambiente do governo de Goiás, em entrevista ao Diário da Manhã na tarde ontem. Vilmar reforça que o partido tem intenção de protagonizar as eleições majoritárias em 2018, no entanto, não serão antecipados nomes de possíveis candidatos. Após encontro realizado entre os deputados federais e estaduais da legenda Thiago Peixoto, Heuler Cruvinel, Francisco Júnior e Lincoln Tejota com Vilmar, na manhã de ontem, o partido estabeleceu que será criada uma agenda político-partidária de ações em 2017.
Conforme Vilmar Rocha, a reunião com os parlamentares serviu para estabelecer como será a postura, além das ações do PSD ao longo de 2017. “Esse não é um ano eleitoral, mas é um ano muito importante política e administrativamente. Hoje, demos o pontapé inicial na nossa programação político-partidária para 2017. Nessa reunião tomamos duas deliberações, a primeira é de organizar encontros regionais para discutir uma agenda de futuro para o Estado e ouvir setores da sociedade sobre esta agenda. A segunda deliberação é que vamos fazer eventos em Goiânia com a sociedade organizada e deliberamos que o deputado Thiago Peixoto será o coordenador deste programa de diálogo com a sociedade. Então, vamos montar uma agenda para todo o ano de 2017”, explicou o secretário.
Apesar de se esquivar de questões sobre eleições no ano que vem, Vilmar destacou que é real a possibilidade do PSD de não estar na base aliada – já que o nome do vice-governador José Eliton (PSDB) foi lançado como pré-candidato e tem o apoio do governador Marconi Perillo (PSDB) – e lançar candidato próprio. “É possível que lancemos o próprio candidato no ano que vem, mas estamos querendo fazer um movimento inverso. Fazer um amplo diálogo, ouvir esse projeto, como aconteceu em Goiânia. Não está fora da nossa cogitação, só que não é essa decisão agora. É provável e acho natural, até para se fazer uma aliança, é bom que os partidos mais relevantes apresentem nomes e projetos, isso inclusive enriquece o debate político”, ressaltou Vilmar Rocha.
Alianças políticas
Questionado sobre a possibilidade do PSD se aliar a outros partidos fora da base aliada para disputa majoritária, como o PMDB, Vilmar Rocha frisou que a sigla pretende dialogar com todos, mas que a preferência é a base do governador. “A nossa preferência é fazer aliança com a base aliada, mas não fechamos portas, vamos estar abertos a dialogar com todos. Até porque estamos vivendo outros tempos, temos que abrir o diálogo para todos aqueles que têm projetos positivos para o Estado”, frisou.
O secretário de Cidades também deixou claro que, antes de definir nomes para o pleito, o partido quer dialogar com a população e saber o que ela quer e precisa. “Nós do PSD vamos fazer diferente, vamos primeiro estruturar um programa, fazer um amplo contato com a sociedade e só no ano que vem iremos tomar a decisão. Nossa prioridade é elaborar esse projeto de futuro, o que Goiás precisa para o futuro, quais são as linhas gerais de um projeto de ação político-administrativo para o futuro. Preparando esse programa, para não deixar para última hora. Mas, antes de chegar ao nome, queremos ter esse projeto de ação”, declarou Vilmar Rocha.
Base Aliada marconista
Sobre um possível racha na base aliada do governo do Estado, com os partidos declarando lançar candidatos para eleição majoritária, Vilmar Rocha acredita que é preciso prudência, paciência e maturidade dos partidos que fazem parte da base. “Primeiro para honrar o nosso compromisso de apoiar e respaldar o governo atual até 2018. Isso é um compromisso que temos com a sociedade, não com esse ou aquele partido. Fomos às ruas pedir votos para este governo, então estamos comprometidos. Todos os partidos da base têm o dever e compromisso de participar e ajudar este governo até 2018”, ressalta.
Vilmar Rocha ainda destacou seu compromisso político com o governador Marconi Perillo, os momentos difíceis e o que o PSD já fez pela unidade da base aliada marconista. “Fui ao sacrifício político duas vezes em favor da base aliada e desse projeto. Em 2002, abri mão de uma provável candidatura ao Senado para fazer uma composição política, à época, com o PFL. Tive o desprendimento de não me candidatar, porque para mantermos a união da base era necessário ceder”, lembrou e continuou: “A segunda foi em 2006, quando abri uma forte oposição, contrária à época, ao DEM para ficar com a base aliada e fiquei quatro anos sem mandato. Tomei duas posições firmes para ficar com essa base aliada, para constituir este governo. Então, tenho muito compromisso e vou cumprir até o fim, de ajudar, apoiar e estar junto”.
Em relação ao partido devolver cargos ocupados no governo do Estado, o secretário de Cidades ressaltou se tratar de fofocas, lembrando que os que ajudam a eleger também devem ajudar a governar. “O governo que está aí foi eleito por todos nós. No meu caso, tenho uma responsabilidade maior, porque fui candidato majoritário ao Senado e mais de 1 milhão de pessoas votaram em mim, o que é muito significativo política e eleitoralmente. Temos um compromisso de ajudar a governar e nosso compromisso com esse governo, não só meu ou do governador, é de todos aqueles que ajudaram a eleger”, explicou.
É possível que lancemos o próprio candidato no ano que vem, mas estamos querendo fazer um movimento inverso. Fazer um amplo diálogo”
Fui ao sacrifício político duas vezes em favor da base aliada”