Brasil

Dona Nini (Mania Antonieta Ramos Jubé Carneiro)

Redação DM

Publicado em 4 de março de 2017 às 02:45 | Atualizado há 9 anos

A nossa querida ex-capital vinha se ressentindo até alguns tempos atras, isso perdurando por quase uma década, pela falta de uma representatividade feminina tão credenciada como o foi a da minha inesquecivel amiga Brasilete Caiado, sempre atuante, dinamica e buscando divulgar a nossa cidade, a sua cultura, história e tradição.

Mas como ao poder( mesmo que a ele não se aceite, não se o assuma, mas é peculiar àqueles que tem o dom nato para tanto) não se permite vácuo, lacuna e inoperancia, eis que, para a nossa felicidade e a de todos os que amam Goiás e as suas coisas, com muita competencia, num campo de atuação próprio, mas porém muito importante, surge uma vilaboense da gema, vigorosa, do alto da juventude dos seus 8.1 anos bem vividos(isso mesmo oito ponto um, oitenta e um) e esbanjando muita disposição, saúde  e os necessários: conhecimento, sabedoria, cultura e memória incríveis, tem contribuido, e muito, para que os vilaboenses conheçam uma parte da história da nossa cidade.

Estou a falar de Maria Antonieta Ramos Jubé Carneiro, de estirpe secular que envolve diversas ramificações de  familias tradicionais, e que nasceu e cresceu na bucólica Rua Treze de Maio, logo ali bem abaixo da praça do Coreto, e que agora  tem brindado a todos os que interessam pela história de Goiás, com saborosas e verdadeiras histórias que, não fosse ela e a sua invejável memória, indubitavelmente cairiam no baú do esquecimento, pois poucas são as pessoas que conhecem tão bem reminiscencias da quase totalidade dos antigos casarios que ainda teimam em continuar de pé, não obstante o total descuido da maior parte da população, que prefere vê-los no chão, e ali edificar uma nova construção dita moderna e contemporânea, sem atentar para o viés histórico de cada um.

Dona Nini, como Maria Antonieta é conhecida pelos seus mais íntimos, e com quem tive o prazer  e a oportunidade de já conversar por algumas vezes, detém uma ampla cultura, além de um vasto conhecimento da história das familias mais antigas e é assim que, pode se dizer diariamente, de uma forma quase que poética, carregada de muitas emoções, eis que ela brinda, a nós seus amigos de rede social, com postagens maravilhosas, ilustradas por fotos primorosamente captadas(outra das suas qualidades: emérita fotografa), descrevendo a história da rua, dos casarios, com minúcias de detalhes que muito nos apraz, por nos fazermos mais conhecedores do passado da nossa ex-capital e da sua gente.

Portanto, sem qualquer sombra de dúvidas, dona Nini vem desempenhando o importante papel de, sendo guardiã e memória viva, de histórias, fatos e situações que compõem a trajetória quase tri secular da cidade de Goiás, divulga-las e assim oportunizar a muitos de nós compartilhar desses conhecimentos e também poder, assim, divulga-los e ajudar na preservação da nossa tradição e cultura.

Assim, conversando com um outro grande difusor das boas coisas de Goiás e sua gente, hoje membro da Academia de Artes e Letras do Estado do Paraná, Di Magalhães, ouvi dele um titulo que perfeitamente se adequa ao papel hoje desempenhado por dona Maria Antonieta Ramos Jubé Carneiro, portanto, dona Nini é uma  embaixatriz da tradição e cultura de Vila Boa dos Goyazes!

 

(José Domingos é jornalista, advogado, professor universitário, auditor fiscal aposentado, escritor e poeta. E-mail [email protected])


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