Brasil

Dever de gratidão

Redação DM

Publicado em 9 de abril de 2017 às 01:45 | Atualizado há 9 anos

Neste pensar nunca deixei de render e minha Gratidão ao Dr. Anapolino de Faria, patrono de minha carreira (primeiro emprego com0 repórter de seu jornal, aos 15 anos de idade, e seu secretário de Comunicaçã0 Social na Prefeitura de Anápolis, 20 anos depois). Deus me permitiu conservar intensamente a amizade com o mestre até os seus derradeiros dias.

Ao conhecer mais tarde um jovem de 26 anos, a quem foi entregue a Direção da TCA, eu não poderia imaginar que Miguel Moreira Braga viria ser uma da pessoa tão importante em minha vida. Afastado do jornalismo, fui convidado a firmar com a TCA uma parceria que durou 30 anos. Compadre, conselheiro e confidente, ele foi muito mais que um amigo. Por dever de Gratidão nunca deixei de reconhecer e manifestar que, assim como Anapolino, Miguel iluminou o meu caminho e me premiou com absoluta lealdade.

Com a transição do sistema de transporte coletivo urbano de Anápolis, através do inestimável apoio do dileto amigo Humberto El Zaiek, formalizei parceria temporária com a Urban. Sobreviver aos efeitos da licitação foi uma graça de Deus e uma oportunidade imperdível. A aproximação com o Presidente do Grupo São José me permitiu conhecer o homem Luciano Lopes, que não me tratou apenas como um parceiro comercial, como era de se esperar neste mundo competitivo em que vivemos. De forma natural, ele revelou-se uma pessoa sensível e leal com os seus colaboradores e parceiros, embora exigente e compromissado com as metas da empresa, sem, contudo, colocá-las acima dos pressupostos da palavra empenhada e dos preceitos da lealdade e da solidariedade humana, exemplos de vida herdados de seu honrado pai.

Neste agir e pensar, Anapolino e Miguel também eram homens que usavam o seu carisma para aproximação com as pessoas, exercendo liderança sem imposição de poder ou de autoridade. Qualidades de pessoas que vivem em uma dimensão diferente, privilégio de poucos, que nascem para comandar, sem perder a identidade. Eu não poderia imaginar outro perfil do filho de Vandir Lopes, cuja trajetória emblemática acompanhei, durante décadas, como jornalista e diretor da Associação Comercial e Industrial e Anápolis.

Ainda adolescente, acompanhei meu saudoso pai, Jerônimo Maneco, em viagem à região de Niquelândia a bordo de um ônibus do Expresso João José do Tocantins, conduzido pelo seu próprio dono, Vandir, que aparentava 25 anos de idade, 30 no máximo. Ao nosso desembarque, minha memória registra uma demorada conversa entre os dois, com o ônibus parado no meio da estrada. Nenhum outro veículo passou pelo local tampouco houve reclamação de passageiros naquele cenário bucólico.

De certa forma, vivenciei a saga de um pioneiro nos primórdios do Expresso São José, mas só agora, 50 anos depois, testemunho a determinação visionária herdada pelos seus filhos, que transformaram o Grupo São José em uma das maiores empresas de transporte de passageiros do Centro-Oeste do Brasil. Vandir Lopes foi signatário de uma trajetória épica para a consolidação da empresa, enquanto Luciano Lopes e Vandir Júnior são protagonistas da era da mobilidade humana. A implantaçã0 de uma nova concepção de transporte público, focada na qualidade de vida do universo das pessoas, é algo para ficar na história. Tão importante quanto a criação do Express0 São José do Tocantins e o crescimento extraordinário do Grupo São José.

Ao proclamar Gratidão pela solidariedade de Luciano Lopes, independente do desenrolar dos desafios para sobreviver no mercado, depois de 30 anos de dedicaçã0 exclusiva à mídia busdoor, revelo a fotografia do meu coraçã0 com um gesto sincero e espontâneo: OBRIGADO!

 

(Manoel Vanderic, jornalista)


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