Esportes

A dois passos da glória

Redação DM

Publicado em 7 de maio de 2018 às 01:23 | Atualizado há 8 anos

O Barcelona está muito pró­ximo de alcançar uma fa­çanha no futebol espa­nhol. Depois de empatar com o Real Madrid, na tarde de ontem, pela 36ª rodada da La Liga o time culé deixou ainda mais possível o sonho de se tornar o primeiro campeão espnahol invicto na era moderna.

Para isso, basta que o Barça não perca nas duas últimas roda­das do Espanhol. Os adversários serão o Levante, fora de casa, na 37ª e o Real Sociedad, em casa, na rodada final.

Real Madrid e Athletic de Bil­bao são os únicos campeãoes es­panhóis invictos, entretanto, al­cançaram a façanha na década de 30, quando a competição ti­nha um formato reduzido.

Vale ressaltar que se forem so­madas as partidas dessa tempo­rada com a passada, a invenci­bilidade do Barça na La Liga já dura 42 jogos.

O JOGO

Barcelona e Real Madrid pro­tagonizaram um primeiro tempo bastante movimentado e reple­to de polêmicas. Depois de ser travado na cara do gol logo aos dois minutos, mostrando que o time da casa, apesar de já ter garantido o campeonato, esta­va mais motivado do que nun­ca pela vitória, Luis Suárez foi mais feliz aos nove, quando re­cebeu um lindo cruzamento de Sergi Roberto para arrematar de voleio, livre, de dentro da área, no contrapé de Navas, que nada pôde fazer para evitar que os ri­vais saíssem na frente no placar.

A festa culé, no entanto, não durou muito. Pouco depois, aos 14 minutos, o Real Madrid con­seguiu o empate com Cristia­no Ronaldo, que tocou de cal­canhar para Kroos, que, por sua vez, cruzou na cabeça de Benze­ma, que escorou para o meio da área, onde o craque português estava bem colocado para com­pletar para o gol e deixar tudo igual no Camp Nou.

Na reta final da partida, o clás­sico se tornou uma verdadeira guerra. Suárez, Messi e Sergio Ra­mos receberam cartão amare­lo por suas chegadas mais duras nos adversários, porém, o pior ainda estava por vir. Pouco antes de as equipes se dirigirem para os vestiários, Sergi Roberto acer­tou um soco no rosto de Marce­lo e acabou expulso, comprome­tendo o Barça, que teve de jogar todo o segundo tempo com um homem a menos.

Depois de ter sentido após marcar o gol de empate do Real Madrid, Cristiano Ronaldo não voltou para o segundo tempo. Faltando 20 dias para a final da Liga dos Campeões, o técnico Zi­nedine Zidane preferiu acionar Asensio. A ausência do craque português parece ter estimula­do o Barcelona, que mesmo em desvantagem numérica conse­guiu reassumir a frente no pla­car com Lionel Messi, aos sete minutos, quando bateu coloca­do, no cantinho, da entrada da área, para vencer Keylor Navas.

Pouco depois, ciente da neces­sidade de fechar mais o time e co­locar ‘sangue novo’ em campo, o técnico Ernesto Valverde colocou Paulinho no lugar de Iniesta, que disputou seu último clássico da carreira, já que anunciou recente­mente que não permanecerá no Barcelona na próxima tempora­da – a China é o provável destino do ídolo blaugrana.

Aos 27 da etapa final veio o segundo gol merengue, Asensio deu passe açucarado para Gareth Bale pegar de primeira e empa­tar novamente o duelo.

Antes do apito final, o árbitro da partida ainda prejudicou o Real Madrid de maneira explícita ao não marcar falta de Jordi Alba em Marcelo dentro da área, ter­minando como o principal res­ponsável pelo empate em 2 a 2 no Camp Nou.

 


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