Ídolo tenta resgatar moral
Redação DM
Publicado em 4 de janeiro de 2017 às 01:00 | Atualizado há 1 ano
Após um péssimo ano para o sub-20 do Goiás, com um quinto lugar no Campeonato Goiano, no primeiro semestre, e uma derrota acachapante para o rival Vila Nova, na final da Copa Goiás (4 x 1 na Serrinha e 7 x 0 no OBA), o alviverde modificou a sua comissão técnica, querendo já começar 2017 fazendo bonito na Copa São Paulo de Futebol Júnior. Para isso, a direção trouxe o experiente Sílvio Criciúma para comandar a garotada.
Sílvio Criciúma, de 45 anos, é catarinense e foi jogador entre os anos de 1991 e 2008, quando encerrou a carreira no time que o revelou para o futebol e deu o nome ao zagueiro, o Criciúma. O ex-jogador também fez história no Goiás. Ele esteve no alviverde durante 5 temporadas e conquistou diversos títulos, sendo o principal deles o Brasileiro Série B de 1999.
No Sub-20, o treinador chegou no início de dezembro para o lugar de Rafael Barreto e com um mês de trabalho ele espera fazer bonito à frente do verdinho.
H.F: O que motivou a sua vinda para o sub-20 do Goiás?
S.C: É um desafio na minha carreira. Eu aceitei porque foi do Goiás, um clube que eu tive uma passagem vitoriosa. Retornar ao Goiás é um prazer, porque foi nesse clube que eu vivi os melhores momentos da minha carreira. Mas, além disso, o objetivo é colaborar para a melhoria, porque o ano de 2016 foi ruim para o Goiás Esporte Clube, vindo também lá de cima, então minha tarefa é fazer isso no sub-20. Esses meninos estão amadurecendo e acredito que é o momento de afirmação para eles, com a competição que é a mais importante da categoria.
H.F: O que você vê de diferente na equipe em relação àquela de quando você começou o trabalho?
S.C: Eu senti uma forma de agir no treinamento, que logicamente eu imagino que era a que estava sendo usada, uma melhora na atitude, que talvez seja até reflexo do ano ruim do profissional. Eu fiz parte de uma geração profissional que tinha fome de bola e usando a camisa do Goiás para subir na vida, para buscar títulos e eu senti uma certa acomodação e senti essa mudança, porque se eu não tivesse sentido eu não estaria colocando a minha cara ao time. É uma equipe que está mais consciente, usa mais a inteligência, a qualidade técnica com a bola e sem a bola. Uma equipe segura atrás. Eu, por ter sido zagueiro, era uma extensão do treinador e queria arrumar atrás para dar confiança para a equipe. Eu quero passar isso para os meninos.
H.F: O time entra com um responsabilidade maior de se classificar no grupo?
S.C: Eu não vou fugir da responsabilidade, sei da grandeza do Goiás. Ele é o time de mais camisa, de melhores condições no futebol brasileiro da chave, então é nossa obrigação conseguir o primeiro lugar do grupo. Isso eu coloco na cabeça deles, que para jogar no Goiás, ele vai ser cobrado, precisa andar perto dos 100% do aproveitamento, e é desse jeito que o atleta vai precisar se comportar no Goiás.
H.F: Qual o seu conhecimento dos adversários da primeira fase?
S.C: São três adversários de escolas diferentes. Tem o time do Haiti, o Pérolas Negras, que por mais informações que a gente busque, ela é pequena. A situação real vai ser lá quando começar a partida. Não deixa de ser o jogo mais importante porque é uma estreia e contra um time internacional. O Nacional é o time da casa, um time de tradição, que conhece o gramado, pontos de referência no estádio e isso é uma vantagem. Para fechar, o Corisabá é outra escola diferente, e por informações que a gente tem será um time formado por quase 50% de atletas de São Paulo, que serão colocados na equipe do Piauí.
H.F: O que você destaca de positivo e negativo na sua equipe?
S.C: Positivo é a resposta que eles deram nesses 30 dias de preparação. Eu me preocupei em não olhar jogos passados da equipe, para não ser induzido por um atleta que havia sido titular mais vezes no ano. Esse grupo respondeu, eles evoluíram em comportamento, não tem acomodação, obediência tática. O ponto negativo de repente seja o passado de carregar esse peso de não ter ido bem no Goiano, ter sido eliminado na segunda fase da Copa do Brasil, de perder a final para o Vila da forma que foi, mas para mim esse ponto negativo está no passado.
Equipe foi reformulada após vexame na Copa Goiás

Após uma final de Copa Goiás para se esquecer, o time sub-20 do Goiás agora está totalmente focado em fazer um bom trabalho na Copa São Paulo de Futebol Júnior. Para a disputa da Copinha, que é para atletas nascidos a partir de 1997, o esmeraldino irá com um time bastante jovem, já que a maioria dos atletas do verdão é dos anos de 1998 e 1999. Para tentar um algo a mais com os meninos, a diretoria investiu em uma comissão técnica bastante experiente, com Sílvio Criciúma e Zé Carlos, ambos ex-jogadores do time.
Para iniciar a Copinha, o time terá oito mudanças em relação à equipe que disputou a fatídica final contra o Vila. No gol, o goleiro Vinicius permanece como camisa 1. Na lateral-direita, Cleuber entra na vaga de Madison, que voltará ao meio de campo no lugar de Feijão. Na zaga, Alan e Guilherme brigam por uma vaga. Já na lateral-esquerda, Jefferson irá se apresentar ao time profissional, assim, Rodrigues ganha a oportunidade.
O meio de campo e o ataque também foram praticamente todo modificado. O único que permaneceu foi o volante Caetano. Na armação, Flávio, que subiu do sub-17, entra na equipe titular, no lugar de Guilherme, e Brasília ganha a posição de Thalles, que também subiu para o profissional. No ataque, Nilson tem a função de ser o matador. A última vaga ainda está em aberto, já que Rafael é o titular, porém, como ele teve uma lesão e deixou de treinar por alguns dias, Thiago deve ser a principal opção para substituir o atacante.
O provável time do Goiás que irá estreiar hoje contra o Pérolas Negras é o seguinte: Vinícius no gol; Cleuber, João Negão, Alan ou Guilherme e Rodrigues no sistema defensivo; Caetano, Madison, Flávio e Brasília no meio de campo e no ataque, Nilson e Rafael ou Thiago.
Com tradição em revelar,Goiás espera bons frutos

O Goiás tem por tradição sempre estar revelando novas promessas para o futebol brasileiro, a última delas foi o atacante Erick, que inclusive vestiu a camisa da seleção brasileira nos últimos Jogos Pan-Americanos. Falando em seleção de base, no elenco alviverde que irá disputar a Copa São Paulo, três atletas já foram convocados para vestir a amarelinha, o lateral-direito Cleuber, na sub-18, o volante Caetano, na sub-20, e o mais novo do time, João Neto, que foi para a sub-17.
Desses três atletas, dois são titulares da equipe, o lateral Cleuber, de 17 anos, chegou ao esmeraldino com apenas 10 anos. Ele esteve em junho na seleção brasileira para um período de treinos. Outro destaque é o volante Caetano, de 19 anos, o atleta chegou ao verdão em 2015 após se destacar na Aparecidense. O jogador foi convocado em março, também para um período de testes, na seleção sub-20, com o treinador Rogério Micale.