Brasil

Andrey terá oposição, Iris, mais apoio

Redação DM

Publicado em 3 de janeiro de 2017 às 00:44 | Atualizado há 10 anos

O novo presidente da Câmara Municipal, Andrey Azeredo (PMDB), terá ao longo do seu mandato a oposição de um grupo de oito vereadores, captaneados por  Elias Vaz (PSB), Milton Mercêz (PRP), Paulo Magalhães e Priscila Tejota, do  PSD, Dra. Cristina (PSDB) e os estreantes Jorge Kajuru (PRP) , Cabo Sena (PRP) e Kleybe Morais (PSDC).

O Grupo dos Oito, discorda da forma como a Mesa Diretora pretende estabelecer a nomeação dos presidentes das Comissões Temáticas da Câmara.  O vereador Elias Vaz defende que aja proporcionalidade na divisão das comissões, criticando a forma como as indicações estão sendo feitas. Um dos pontos de discórdia do grupo foi a nomeação da vereadora  estreante, Sabrina Garcêz (PMB) , para a presidência da Comissão de Constituição e Justiça, a mais importante da Casa. A nomeação fez parte das negociações ocorridas na noite de domingo durante a eleição da Mesa Diretora. O voto de Sabrina, foi decisivo, juntamente com o voto do grupo de seis vereadores liderados pelo já experiente Zander Carlos (PEN).

Além de queixas sobre o “trator” dos novatos sobre os veteranos, o Grupo dos Oito tem também queixas individuais. O vereador Paulo Magalhães critica a indicação à vice-presidencia do vereador Vinícius Cerqueira  (PROS), que durante a campanha eleitoral este ao lado do candidato derrotado Vanderlan Cardoso (PSB). O radialista Jorge Kajuru (PRP) engrossou o coro com Elias Vaz em denúncia de que a eleição da Mesa Diretora sofreu inteferência de lobbies empresariais.

Enquanto caberá ao presidente acalmar os ânimos, o prefeito Iris Rezende navega em águas tranquilas na Câmara Municipal. Apenas três vereadores anunciaram que farão oposição ao Paço Municipal: Dra Cristina (PSDB), Elias Vaz (PSB) e Jorge Kajuru (PRP).  Assim, Iris inicia o seu primeiro ano de mandato com apoio de 32 dos 35 vereadores, uma maioria folgadíssima.

O primeiro semestre de uma nova administração costuma ser uma “lua-de-mel” entre o prefeito e os eleitores. Passados os primeiros seis meses, as cobranças começam a acontecer e se intensificam ou se aplacam, conforme a capacidade de respostas da administração municipal às demandas da população. Iris, tem pressa. É do seu estilo apresentar soluções de impacto aos pleitos mais urgentes, como nos casos de operação tapa-buraco, limpeza e capina de lotes, podas de árvores e outros problemas que afligem a cidade e os goianienses nestes primeiros dias de verão, onde as chuvas fazem crescer o mato e esburacam o asfalto. E se Iris tem pressa, Andrey terá de exercitar a paciência, pois numa casa de pares, todos tem voz, e, em política, ouvir nunca é demais.

 

Marcus Vinícius, jornalista

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