Política

Vanderlan: “Vou cobrar de Iris cumprimento das promessas”

Redação DM

Publicado em 30 de dezembro de 2016 às 00:33 | Atualizado há 10 anos

O empresário e presidente do PSB Metropolitano, Vanderlan Cardoso, afirmou, ontem, que não fará “oposição ferrenha” à administração de Iris Rezende (PMDB), seu adversário nas eleições deste ano. “Não é meu estilo fazer oposição por oposição, agredir, atacar”.

O pessebista ressaltou que a sua pretensão é cobrar as promessas feitas por Iris Rezende durante a campanha eleitoral. “Foram feitas muitas promessas, muitas delas factíveis, outras não. Estarei atento, como oposição, para acompanhar e cobrar a realização de todas essas promessas”.

Vanderlan Cardoso lembrou, em entrevista à rádio Clube-FM, que o seu adversário, Iris Rezende, reclamava da “péssima situação financeira da Prefeitura de Goiânia”, esquecendo-se, “de propósito”, que foi o principal responsável pela eleição do prefeito Paulo Garcia (PT) e que o PMDB dividiu os cargos da atual gestão. “Iris sabia da realidade da prefeitura, foi o antecessor de Paulo Garcia e preferiu, de forma oportunista, se distanciar de seu afilhado político”.

O empresário ressaltou que a campanha deste ano, em Goiânia, foi gratificante para ele: “Começamos uma eleição onde eu era o terceiro (colocado). Comecei com 13 pontos, fomos para o segundo turno com uma diferença de só 8 pontos para o primeiro colocado, e no segundo turno tivemos quase 300 mil votos, com uma abstenção altíssima, de quase 240 mil votos. Onde eu fui, em Goiânia, fui muito bem recebido, até na região noroeste, onde o prefeito eleito é muito querido, e nós fomos muito bem recebido lá. Então não tenho o que reclamar”, explicou.

Campanha curta

Vanderlan Cardoso comentou as mudanças aplicadas nas eleições deste ano que, dentre outras mudanças, reduziu tempo da propaganda na TV e Rádio, proibiu doação de empresas e diminuiu o período eleitoral. Segundo afirmou, as mudanças foram boas e tiveram um reflexo positivo na eleição. “Essa campanha foi mais curta sim, mas nos deu a oportunidade, que não tive em outras eleições, de fazer uma pré-campanha. Foi quase um ano percorrendo Goiânia, fazendo várias reuniões, e quando chegou às eleições estávamos bem preparados, conhecendo bem os problemas e as necessidades do goianiense”, pontuou.

Falando sobre a proibição de empresas doarem para campanhas eleitorais, o candidato do PSB explicou que isso dificultou um pouco sua eleição, pois não foi possível receber o apoio nem mesmo das suas próprias empresas. “Com relação ao financiamento, no meu caso, não deixou de prejudicar por que, geralmente, quem financia as minhas campanhas são as nossas próprias empresas. Então, se as empresas não puderam doar, foi uma campanha bem apertadinha financeiramente”, contou.

Futuro do PSB

O PSB se tornou uma força política importante em Goiás e, para manter isso, Vanderlan defende que é preciso sempre ter bons nomes disputando as eleições, seja em nível municipal ou estadual. Ele explica que a chegada da senadora Lúcia Vânia, e de vários deputados estaduais, tornou o partido grande, mas que é preciso crescer ainda mais. “Um partido e um político só crescem se disputar eleições. O PSB tem uma senadora respeitada, que é a senadora Lúcia Vânia. Temos deputados estaduais, com bons nomes para disputar até a Câmara Federal e na próxima eleição vamos trabalhar isso, para ver se a gente faz pelo menos dois deputados federais. E a senadora é um bom nome para o Governo de Goiás. Está muito longe ainda e haverá muitas discussões, mas ela não deixa de ser um bom nome”, destaca.

 

 

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