Brasil

Governador ao telefone

Redação DM

Publicado em 28 de dezembro de 2016 às 01:43 | Atualizado há 10 anos

É sabido que o atual governador Marconi Perillo utiliza-se de todos os canais à sua disposição para se antenar com o que acontece à sua volta. E o faz em duas vias: ouvindo e emitindo sinais. Assim é que ele pega no pulso do mundo.

Contando com mais de 100 mil seguidores no ambiente virtual, são conhecidas suas atuações na Internet, por exemplo, com o programa Pergunte ao Governador, os hangouts com temas momentosos e os posts no Face, Twitter e Instagram, entre os que eu sei.

Porém, mesmo se valendo da tecnologia de ponta, o governador não deixa de se utilizar, ora vejam só, do prosaico telefone. Por isso atenção, caro leitor, ao ouvir o sinal do seu celular, não duvide que do outro lado da linha pode estar alguém querendo bater um papo ao vivo e retroalimentar sua curiosidade acerca dos acontecimentos fora da torre de marfim: o senhor governador.

Está aí uma maneira interessante de se falar com uma autoridade. Podemos estar numa mesa de bar com os amigos, no pique do trabalho ou mesmo de pijama, no bocejo da manhã. Alô, como vai, governador? Diria eu indo do pão à manteiga.

E a conversa flui. Vivemos tempos heróicos, nossos herdeiros poderão testemunhar. Guardadas as proporções, é como diria o autor do livro que ainda não vingou, “Brasil, País do futuro”, o austríaco Stefan Zweig: “Estamos diante do mundo como a maior tragédia do grande poeta Deus e não vejo nenhuma vergonha no fato de que (agora) somos seus atores, seus personagens impermanentes”.

Pois é na qualidade de mero ator impermanente que compõe a população produtiva de um Estado que cerca a capital do País por todos os lados, sem nada pedir, que diviso um ano melhor para todos os meus conterrâneos.

Felizmente, quando olhamos para o horizonte nacional, vemos que em nosso Estado temos vencido duras provas. Graças à intervenção, como primeiro ato de governo, reduzindo a apenas 10 as secretarias e enxugando a máquina estadual para cuidar melhor dos investimentos, fomos os primeiros a nos preparar para enfrentar a crise que viria, de modo a sermos agora os primeiros a dela sair.

É pano para manga o que o incentivo de um simples telefonema pode dar. E todos temos mais o que fazer. Se o tempo já é curto para quem escreve ou lê, imagine para quem comanda um dos estados atualmente mais prospectivos do País. É hora de desligar. Alô futuro, já são duas mil e dezessete vezes, agora vai ter que dar!

 

(Px Silveira, presidente do Instituto ArteCidadania)

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