Vai viajar? Cuidado para não extrapolar o orçamento
Redação DM
Publicado em 28 de dezembro de 2016 às 01:35 | Atualizado há 10 anosCom a chegada do fim do ano, a procura por pacotes de viagens aumenta consideravelmente. Muitas famílias aproveitam o período de férias escolares dos filhos ou mesmo os possíveis recessos de Natal e Réveillon para descansar e renovar as energias. Mas, independente do destino escolhido, é preciso ter alguns cuidados básicos para que corra tudo bem e não prejudique a vida financeira da família.
De acordo com o professor de Economia da Faculdade Estácio, Lucas Furtado, toda viagem deve ser planejada com pelo menos seis meses de antecedência, pois é nesse período que se consegue melhores negociações promocionais com hotéis, passagens e traslados. Além disso, é fundamental economizar em uma poupança específica para a viagem, pois quando a tão esperada data chegar, o orçamento do mês não estará comprometido.
E na hora de planejar, o especialista relata que deve ser considerado o tempo que ficará na viagem, o número de pessoas que vão participar, a forma de deslocamento (carro, avião, ônibus), a quantidade de diárias em hotel, previsão orçamentária dos gastos diários e uma simulação das despesas extras ou emergências, que podem envolver a saúde dos viajantes, imprevistos nas reservas de hotéis ou passagens, entre outras situações.
E diante de tantas novidades de um local turístico, como resistir às tentações que envolvem gastos não planejados? Nesse caso, o mais indicado, de acordo com o professor de economia, é obedecer rigorosamente o que foi estabelecido previamente com toda a família, pois a previsão dos gastos diários não podem ser extrapolados. “É preciso tomar cuidado para não se empolgar e partir para as compras, lembrando que nos locais turísticos tudo tende a ser mais caro. As lembrancinhas para os amigos e parentes mais próximos podem entrar no orçamento, mas com muita cautela”, orienta Furtado.
E no processo de negociação, os pagamentos à vista são mais vantajosos, pois costumam ter melhores descontos, fazendo com que a viagem saia mais barata. “Se não deu para fazer aquela reservinha prévia, utilizar uma parte do 13º salário pode ser uma boa opção, mas é preciso tomar cuidado, pois a maioria dos brasileiros fazem diversos planos com ele e, no final das contas, acabam extrapolando e deixando outros compromissos para trás”, comenta.
Para o especialista, o parcelamento da viagem seria uma última opção, caso o viajante não consiga estabelecer uma poupança e juntar o dinheiro da viagem com antecedência. Entretanto, pagará um pouco mais caro por isso e deverá ter a consciência que, após desfrutá-la, continuará pagando por ela durante um período.