“Não tinha afinidade”
Redação DM
Publicado em 28 de dezembro de 2016 às 01:23 | Atualizado há 9 anosEm uma temporada para se esquecer no Goiás, uma das posições em que os atletas ficaram mais devendo em 2016 foi a de goleiro. Em 58 partidas no ano, três goleiros revezaram na vaga de titular, porém nenhum conseguiu agradar ao torcedor esmeraldino. Até por isso, a diretoria já anunciou mais um goleiro para o ano que vem, e dos arqueiros que estão no elenco, apenas um deve ficar.
Dos três goleiros que estiveram no time esse ano, o que chegou por último foi o experiente Márcio, que teve uma carreira vitoriosa no rival do Goiás, o Atlético. O jogador foi anunciado em julho e disputou 13 partidas como titular, porém antes mesmo do fim do Brasileiro Série B, por conta de falhas, foi sacado do time.
Até a respeito de sua irregularidade, Márcio comentou sobre o seu ano, em entrevista à Rádio 730. Para o goleiro, dos 12 anos como jogador profissional, esse foi a pior temporada tecnicamente para ele.
“Tive um ano difícil no lado pessoal também. Pedi o desligamento do Atlético-GO e fui para o Goiás com a melhor das intenções. Não fui tão bem acolhido pelo torcedor porque vim de um rival e os resultados não foram bons. Mas acho que o grupo de jogadores de 2016 do Goiás precisa ser esquecido. São pessoas de bem, mas no futebol os jogadores precisam agir de acordo com os objetivos do clube”, destacou o jogador.
Na entrevista, Márcio fez algumas revelações, destacando a falta de entrosamento do elenco, principalmente fora de campo. “Dentro de campo, no entanto, teve bico sim. Eu ignorei, mas me atrapalhou, assim como os demais goleiros porque alguns desses bicos saíram justamente de nós três. Faltou sintonia entre nós. O Gilson Kleina percebeu e nos reuniu, onde foi possível lavar toda roupa suja. Pra mim tudo ficou resolvido”, afirmou.
O arqueiro também destacou a falta de comprometimento do time dentro das quatro linhas. “O grupo não tinha essa afinidade. Se um errava, o outro não ia lá lutar para corrigir. Esse é meu ponto de vista. São todos pais de famílias, que queriam vencer e subir para a Série A. Mas cada um fazia o que queria e o que achava que tinha de ser feito sem muito comprometimento com o clube. O Goiás dava ‘bicho’ (premiação) altíssimo, mas a reação era como se o bicho fosse de R$ 100. Não é o bicho que faz um time ganhar. O Kleina e o Walter tentaram mudar isso. O Condé também fez sua parte, mas acho que faltou comprometimento dentro de campo”, ressaltou.