Região da morte
Redação DM
Publicado em 23 de dezembro de 2016 às 01:17 | Atualizado há 10 anosA nova edição do relatório Retrato da Segurança Viária revela que o Centro-Oeste teve 31 mortes no trânsito a cada 100 mil habitantes em 2014.
Trata-se da maior taxa do País e pode revelar, dentre outros motivos, as más condições das estradas nos Estados da região e o grande volume de imprudência dos moradores. .
A média nacional é de 21,9. O total de 4.725 vítimas aponta para um aumento de 2,7% no número de mortes.
Uma das análises mais importantes do relatório mostra como, nos 12 anos analisados, os acidentes com motos passaram a ser a principal causa de morte no trânsito. Essa taxa subiu de 19% para 37% do total de vítimas fatais.
Em parceria
A pesquisa divulgada pela Ambev, em parceria com a consultoria Falconi, traz, na verdade, dados já processados pela Associação Nacional dos Transportes Públicos (ANTP), Datasus (Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde), Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e Organização Mundial da Saúde (OMS).
O fato do estudo ser realizado pela Ambev mostra a preocupação do segmento industrial em analisar os números, já que um dos motivadores de tantas mortes no País é exatamente o abuso de álcool.
VEÍCULOS automotores
Os dados reprocessados mostram que os motociclistas integram o maior grupo de vítimas de trânsito no Brasil. E daí surge uma discrepância: as motos constituírem apenas 27% da frota nacional de veículos automotores.
Mas acaba se responsabilizando por 37% das mortes e 59% dos feridos em acidentes.
Motocicleta
Pelos dados, 54,4% de todas as internações por acidentes estavam relacionadas a uma motocicleta.
O motivo para tais números reside na economia: a frota de carros entre 2003 e 2014 dobrou. Todavia, a de motos mais que triplicou.
O estudo indica que automóveis representam 32% das pessoas que morreram nas ruas e estradas brasileiras em 2014.
Pedestres
Os pedestres aparecem logo em seguida com 24%, bicicletas, 4%, e caminhões e ônibus, 3%.
Os pesquisadores destacam o fato da Organização Mundial da Saúde (OMS) ter apontado um aumento de 3,2% no número total de mortes em decorrência de acidentes em um ano, segundo os dados mais recentes, referentes a 2014.
Óbitos
A região Sudeste concentrou o maior número de mortes em 2014, com 15.603 vítimas, um crescimento de 4,5% em relação a 2013. O Nordeste vem em seguida, com 13.430 mortes, 3,1% a mais que no ano anterior. No Centro Oeste, o total de vítimas foi de 4.725 (aumento de 2,7%) e no Norte, 3.768 (crescimento de 3,9%). No Sul, foram 6.945 mortes em 2014, um aumento mínimo de 0,8% na comparação com 2013.
Ao analisar o número de óbitos por 100 mil habitantes, o Sudeste é a região mais segura, com taxa de 18,3. Em seguida vem a região Norte, com 21,9. Com taxas semelhantes estão as regiões Nordeste e Sul, ambas com 23,9. Por último, fica a região Centro-Oeste, com uma taxa elevada: 31 mortes a cada 100 mil habitantes.