Arte goiana desembarca em Cuba
Redação DM
Publicado em 20 de dezembro de 2016 às 01:44 | Atualizado há 2 anosOs artistas goianos G. Fogaça e R. Godá abrem a mostra “Cartografias, cidades e metáforas”, em Havana, na Casa del Alba Cultural de La Habana. A mostra conta, ainda, com a participação da artista venezuelana Morella Jurado. A inauguração de dará no dia 23 de dezembro de 2106, às 16 horas, permanecendo até o dia 23 de janeiro de 2017. A exposição tem a curadoria da cubana Dayalis González Perdono e produção de Malu da Cunha.
A mostra é resultado de intercâmbio cultural que a produção do evento realiza com Cuba e Venezuela. Após Cuba, a exposição será apresentada na Potrich Galeria de Arte Contemporânea, em Goiânia, no primeiro semestre de 2017. Ao todo serão exibidas 24 obras de formatos e técnicas variadas, sendo 8 de cada artista. “Cartografias, cidades e metáforas é um projeto que propõe, como fruto do intercâmbio cultural entre Brasil, Venezuela e Cuba, uma aproximação à realidade contemporânea latino-americana através da obra dos artistas (…)”
Fragmentos do texto do catálogo
- Fogaça “Sua obra é, acima de tudo, uma síntese da angústia do homem moderno para sobreviver na selva de asfalto que são as megacidades. As aproximações dos planos, os grandes escorços, a perspectiva cinematográfica, o uso de cores contrastantes e traços duros, em composições aparentemente caóticas, de uma força visual impactante, as figuras grotescas, as formas e os fundos como um todo, que apontam por momentos à abstração, compõem, formalmente, esse caos urbano…”. O que o primeiro tem de tempo de atividade profissional (59 anos) o outro não tem de vida (49 anos). Por isso sou levado a pensar que esta exposição, por cronologicamente improvável, torna-se destes encontros ricos de significados que só a arte propicia. Pois em se tratando de arte, não há dúvida de que quanto mais improvável, melhor.
- Godá: “Seu mundo de brinquedo é uma metáfora que se reinventa para sonhar um mundo melhor, um mundo onde talvez as maquinarias e suas consequências para a vida do homem, para o planeta em sua totalidade, tivessem, então, sim como nos contos de fadas, um final feliz. Não sente timidez ao catalogar suas obras como invenções, é que invenções são com símbolos que provêm das mais diversas tradições culturais: os livros de cavalaria medieval, a literatura infantil e de aventuras, a ficção científica e o futurismo, a literatura em geral e a ilustração infantil em particular.”
Morella Jurado: Sua pintura dói e não está pensada para o prazer estético, as cores intensas, os grandes planos vermelhos e negros, os brancos e ocres como fluidos, os traços certeiros, os escorridos, a experimentação nas texturas, a col lage, os elementos da matéria prima, os fragmentos, os textos, tudo nos mostra uma pintura que não quer representar, mas sim transmitir emoções, que em todo caso não são prazenteiras, mas sim dolorosas, sublinhando nos títulos que dão nome às suas obras e que parecem, em certas ocasiões, titulares de telediários.”
Exposição: Cartografias, cidades e metáforas
Projeto apoiado pelo Fundo de Arte e Cultura de Goiás e Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Goiânia
Abertura: 23 de dezembro de 2017, às 16 horas
Visitação: 24 de dezembro de 2016 a 23 de janeiro de 2017
Local: Casa del Alba Cultural de La Habana.
Endereço: Calle Línea No 556, esquina a Calle D, El Vedado
Entrada Franca
