Política

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Redação DM

Publicado em 17 de dezembro de 2016 às 02:01 | Atualizado há 2 anos

Marconi e Iris, maturidade política necessária

 

Às vésperas do Natal e do Ano Novo, não poderia ser mais oportuna a iniciativa mútua do governador Marconi Perillo (PSDB) e do prefeito eleito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB), de abrir um novo ciclo de “relação respeitosa e de parcerias para a capital”, marcada efetivamente pelo acordo selado para a retirada de ações na Justiça que moviam um contra o outro.

Superados os resquícios naturais de disputas eleitorais, a hora agora é de descer do palanque, desarmar os espíritos e demonstrar altivez, maturidade política, sobretudo no contexto atual, marcado por hercúleas dificuldades em todos os âmbitos da administração pública, da iniciativa privada e da população em geral, em meio a quebradeira nas finanças, inadimplência, desemprego galopante, inflação, juros estratosféricos.

É momento, portanto, de união com foco no desenvolvimento do município e do Estado, com prioridade na adoção de medidas que tenham reflexos positivos na vida dos cidadãos, cansados de picuinhas políticas, e no crescimento das empresas dos diversos segmentos produtivos. A estratégia precisa envolver, além da classe política, incluindo os parlamentares, as lideranças da sociedade organizada, que precisa ser ouvida em questões cruciais de impacto nos diversos negócios.

Líderes maiores da política goiana, com embates históricos desde a disputa pelo governo de Goiás de 1998, vencida por Marconi, os dois têm legado no progresso do Estado, contribuindo cada um ao seu estilo com o desenvolvimento do setor produtivo goiano, sobretudo com o desenvolvimento da indústria, hoje uma das mais dinâmicas do Brasil, com forte potencial de produção e de geração de empregos.

Iris fez sua carreira vitoriosa em Goiás, onde foi vereador, três vezes prefeito de Goiânia, deputado estadual, duas vezes governador do Estado, senador, ministro da Agricultura e da Justiça.

Diplomado nesta sexta-feira para seu quarto mandato à frente da Prefeitura de Goiânia, Iris Rezende terá, pela segunda vez, de conviver administrativamente com o governador, diferentemente do período anterior, quando os dois estavam rompidos.

De sua parte, o governador Marconi Perillo, em seu quarto mandato à frente do Estado de Goiás, demonstra gesto de grandeza política, coerente com princípios republicanos e certamente resultante de sua trajetória vitoriosa na política goiana, de deputado a governador, além de senador da República.

Ambos têm experiência de sobra para praticar uma boa convivência administrativa, para o bem de Goiânia e de Goiás.

Pedro Alves de Oliveira, empresário, administrador e presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) e dos Conselhos Regionais do Sesi, Senai e Sebrae

 


Paz e liderança

“Política é como nuvem. Você olha e ela está de um jeito. Olha de novo e ela já mudou”. A frase é do político mineiro Magalhães Pinto, que entre milhares de pensamentos e boas frases cunhadas sobre essa ciência humana, em séculos, bem descreve o momento que vive a política hoje em Goiás – com essa possibilidade real de aproximação de Iris Rezende e de Marconi Perillo, os dois principais líderes políticos do Estado surgidos após Pedro Ludovico Teixeira.

Não digo que possa se prever o final deste capítulo novo na política goiana, mas é bom lembrar que as trajetórias, em um passado distante, quando na década de 80, caminhavam lado a lado. Naquela época, Marconi presidiu o PMDB Jovem por duas vezes. Na história, aproximações e afastamentos são mais comuns do que parece. Não que preveja ou desacredite neste destino, pois a política é como nuvem, o gesto de hoje, amanhã pode mudar tudo de novo.

No entanto, a atitude dos líderes rumo à pacificação, provocou a retirada mútua das ações judiciais de um contra o outro na Justiça. O significado desta decisão é de peso político. Os dois comandarão os principais Executivos em Goiás, o próprio governo e a Prefeitura de Goiânia. A história mostra que qualquer desencontro de esforços e os conflitos podem provocar um grave quadro de paralisia de ambos os lados, pois o confronto político ocupa o espaço da união pela melhoria social e econômica.

Neste momento de crise, unir esforços sempre é bom. Marconi já experimentou isto com o também ex-governador Maguito Vilela, também PMDB como Iris, quando este administrou Aparecida. Vários projetos e uma harmonia respeitosa foram a tônica de adversários eleitorais, mas parceiros na administração pública. Ambos colheram bons frutos da relação respeitosa e produtiva que se seguiu, resultados positivos.

As áreas de segurança, saúde, educação, obras de infraestrutura, pavimentação e habitação terá mais força se Marconi e Iris atuarem sem rivalidade, com parcimônia e, inclusive, unirem forças, pois, nunca antes na história deste País, o setor público esteve em situação tão desestruturada, sem caixa e pressionado. Este encontro de paz é o caminho natural dos grandes líderes, Marconi e Iris dão prova de o quanto o são. Neste momento difícil da política e economicamente que passa o País, Goiás pode dar o exemplo de atuação conjunta e proativa, superando barreiras partidárias, vaidades pessoais e conflitos do passado. Marconi e Iris agem pensando no futuro do Estado e da capital. Um ato digno de líderes e de exemplo a ser seguido.

“Nada é tão contagioso como é o exemplo”

Pedro Bittar, empresário e presidente do MGC Movimento Goiás Competitivo e conselheiro do MBC Movimento Brasil Competitivo


Marconi e Iris Rezende,a pacificação política

 

Estamos chegando ao final de mais um ano, momento para reflexão sobre nossas ações e, no espírito do Natal, uma oportunidade para renascimento do amor e do aprimoramento em nossas vidas.

Confesso que fiquei muito feliz e reconheço a importância de se destacar o exemplo noticiado no Diário da Manhã, na edição de sexta-feira, 17 de dezembro, em que é citada a pacificação política entre Marconi Perillo e Iris Rezende, retirando ações judiciais que tinham um contra o outro e selando a paz.

É um sonho antigo que eu tinha, pois são dois estadistas e líderes goianos, que muito fizeram e têm feito pelo Estado de Goiás. Acredito que a sociedade goiana reconhece e aplaude este ato de nobreza e maturidade política.

Procuro sempre enfatizar que nossos adversários não estão aqui dentro, somos goianos, temos que nos unir e lutar pelo desenvolvimento socioeconômico de Goiás e pela qualidade de vida da população.

Precisamos deixar de lado a guerra entre poderes, as vaidades e interesses pessoais, mesmo que tenhamos diferenças ideológicas ou partidárias, pois em nada contribuem com os interesses da sociedade.

Essa iniciativa entre Marconi e Iris Rezende deve ser exemplo no Brasil, principalmente diante do difícil momento que estamos enfrentando, com gravíssimos conflitos entre os poderes executivo, legislativo e judiciário brasileiros.

Podemos perceber interferência entre atribuições e poderes, conflitos e dificuldades em aprovar projetos do interesse da população, por questões ideológicas e partidárias.

Políticos que se dizem oposição colocam barreiras em projetos que defendiam quando eram governo.

Será que é isso que a sociedade espera de seus representantes? Isso é forma de fazer política justa? Não faz sentido fazer oposição por oposição. É preciso defender ações propositivas, planejadas e que visem o bem comum.

A política deve ser um elo para unir a sociedade em prol de seus interesses, por isso precisamos que seja mudada essa cultura, buscando a governança, a sinergia e a soma de esforços em prol de resultados positivos.

É preciso que todos os “atores políticos” e poderes se sensibilizem, convirjam, eliminem os embates, se comprometam em reverter os impasses e proponham soluções para romper as dificuldades.

Como engenheiro enfatizo sempre a importância da força “vetor resultante”, que direcione para um alvo. Se todos puxarem para um lado diferente gastaremos esforços e não chegaremos a nenhum lugar.

Precisamos de um projeto para o futuro da nossa capital, para Goiás e para o Brasil e acredito que esta iniciativa de harmonização e pacificação entre o governador Marconi Perillo e o futuro prefeito de Goiânia, Iris Rezende, é exemplo e serve de inspiração para aquilo que almejamos para a consolidação de um Estado melhor.

Temos nos deparado com tantas crises e dificuldades e o momento é de unirmos para reorganizarmos a condução dos rumos do Brasil. Não podemos perder mais tempo e oportunidade. Sem diálogo e união entre poderes e a sociedade organizada não chegaremos em lugar algum.

Assim como em nossas casas, empresas e entre lideranças políticas, conflitos são prejudiciais, portanto, a paz e a harmonia devem prevalecer. Por isso fico entusiasmado com a busca pelo entendimento.

Almejamos reconstruir o Brasil, já passamos por várias crises anteriormente e mostramos que temos condição de nos reerguermos, mas é necessária urgência, união, paz e disposição de criar e fazer juntos, abstendo-se dos interesses pessoais, das vaidades e da acomodação.

Precisamos resgatar a alto estima como brasileiros e mostrar ao mundo que temos total condição de chegarmos ao pleno desenvolvimento, com gestão pública moderna, transparência, bases sólidas, segurança jurídica, ambiente favorável para atração de negócios e investimentos, que estimulam a geração de emprego, renda e receitas e qualidade de vida para a sociedade.

Paulo Afonso Ferreira, vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), presidente do Conselho de Assuntos Legislativos (CAL) e diretor-geral do Instituto Euvaldo Lodi (IEL)


A saída administrativa ao Estado de Goiás

 

Esse prestimoso jornal publicou na edição de 16.12.2016, com chamada de primeira página, em sua parte alta, sob o título “Pacificação Política”, a imagem do Governador de Goiás e do Prefeito eleito de Goiânia. O posicionamento físico da matéria, mostra a merecida importância que esse jornal deu ao noticiado evento.

Quero entender que a “política” a que se refere o Diário, deva ser compreendida como a arte de bem governar a coisa pública e os povos, sem a conotação exclusiva dos vínculos partidários obrigatórios que a estrutura republicana do Brasil exige de todos aqueles que queiram caminhar na perigosa trilha de gerir os negócios do Estado, considerado este como depositário das justas aspirações inerentes à cidadania.

A vida eleitoral brasileira gere-se considerando a indispensabilidade de filiação partidária para se chegar às funções executivas de todos os graus. Essa obrigatória vinculação partidária, não raras vezes, coloca em confronto alguns gestores públicos que se esquecem do bem maior, entendido este como o serviço administrativo eficiente, para se engalfinharem em questiúnculas menores.

Não se desconhece os confrontos que tiveram como protagonistas o Governador e o Alcaide goianiense. Ao que parece, os administradores locais resolveram superar as conhecidas diferenças para, em tese, priorizar as importantes tarefas típicas das relevantes funções de que são titulares.

Registre-se que a trégua se dá em bom momento, quando o último confronto direto entre ambos já está distante no tempo e, por consequência, as feridas estão em progressiva cicatrização.

Historicamente, Goiânia tem pago o preço das diferenças eleitoreiras, com seguidos Prefeitos eleitos por legendas diferentes daquela em que se acha filiado o hóspede da Casa Verde e daí, amargou algumas preterições civilizadamente imotivadas.

É natural reconhecer que, na prática, o compartilhamento de tarefas administrativas e de seus custos não será fácil, pois sempre existirão os interessados nos atritos de seus líderes, para que sejam úteis na transação dos mexericos governamentais, obviamente, menores do que a cidade merece, tentando se aproveitar das migalhas que às vezes sobram, como autênticas rêmoras.

Os cidadãos que precisamos de uma cidade humana e bem cuidada, que não gravitamos em torno do poder, assistimos com expectativa salutar o aplacar das escaramuças, seguros de que o consumo das forças úteis numa só direção cansará menos os remadores e dará mais velocidade à embarcação em que nos encontramos instalados, dirigindo-a rumo a um porto seguro.

Resta-nos torcer para que o espírito do Natal se instale de forma definitiva e eficaz, não só por aqui, mas por todos os locais em que hajam homens e mulheres de boa vontade, de resto, em todos endereços em que os valores da civilização estejam instalados.

Felicíssimo Sena, advogado


 

Aproximação é natural,afirma José Mario Schreiner

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás avalia como “natural” a aproximação no âmbito administrativo entre os governantes. “A sociedade quer a solução de seus problemas e cabe aos prefeitos e governadores administrarem pelo bem comum”.

É o que pensa José Mário sobre a propalada união no segmento administrativo entre o prefeito eleito Iris Rezende Machado e o governador Marconi Perillo. “Governo não deve fazer oposição a governo”, ressalta o dirigente classista rural, demonstrando que os aspectos partidários, ideológicos e até religiosos devam ser postos de lado.

 

Clarismino Pereira Júnior acredita em foco na saúde

12-5

Clarismino Pereira Júnior, ex-presidente da Associação Goiana dos Criadores de Zebu (AGCZ), advogado e que já presidiu organismos públicos, segue na mesma direção. Para ele, uma coisa é a campanha eleitoral e outra a administração. As picuinhas eleitorais devem ser deletadas para o desempenho de uma “boa gestão”. Em sua opinião, a união entre governantes “só pode gerar bons frutos para a população”. Para ele, a questão da saúde pública, por exemplo, é algo complexo e que precisará deste gesto de união entre os dois governos para, enfim, alcançar uma solução duradoura.

 

Para Tasso José Jayme,é um gesto saudável

12-4

O presidente da Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura (SGPA), Tasso José Jayme, acompanha tanto a vida política nacional quanto a estadual e local com muito interesse. E vê como “bastante saudável” esse gesto de aproximação administrativa entre o governo Marconi Perillo e o próximo governo do município, representado por Iris Rezende Machado. Para ele, quem tende a “ganhar com isso, é a cidade de Goiânia e sua gente”. Em sua visão, esse gesto é decorrente da maturidade, da humildade e da urbanidade de ambos.

 

José Evaristo: a leitura republicana de dois líderes

12-6

“A Fecomércio-GO vê como muito positiva a aproximação do governador Marconi Perillo e do prefeito eleito Iris Rezende Machado. Passado o processo eleitoral, é hora de pensar no bem maior da sociedade, voltando os olhos e esforços para as questões administrativas e deixando de lado as divergências políticas. A Fecomércio-GO parabeniza os dois grandes líderes pela atitude generosa e republicana, certa de que isso terá efeitos positivos para a Capital e para o Estado, ainda mais nesse momento complexo por que passa a economia brasileira”.

 

 

“Trata-se do respeito e da sabedoria de gigantes”, dizem líderes comunitários

12-7

“A grandeza do homem se mostra em gestos concretos de maturidade. Com essa atitude, vem demostrar a seriedade desses dois gestores, que priorizam a responsabilidade ao administrar o patrimônio público. O Senhor Governador Marconi Perillo e o Senhor Prefeito Iris Rezende estão de parabéns por este selo de paz e harmonia. E a cidade de Goiânia agradece”.

Ailton Oliveira e Ulisses Sousa,diretores da Aslicom – Associação de Líderes Comunitários da Região Sudoeste Goiânia

 


As mãos da paz

 

Era 1979, agosto. O Brasil vivia ainda o regime do arbítrio, mas os ventos da Anistia já se anunciavam no horizonte de todos os quadrantes. A notícia da morte de Pedro Ludovico correu a cidade, invadindo-nos os ouvidos como a luz de um raio nos enche os olhos. Tinha 89 anos e estava viúvo há algum tempo.

Repórter do Cinco de Março, o semanário que antecedeu o nosso DM, evitei a Assembleia Legislativa ao longo do dia, local do velório. Era perto de meia-noite quando, ao lado de alguns colegas de trabalho, cheguei ao Palácio Alfredo Nasser (sede do Legislativo goiano). O local já se esvaziava quando, de um carro, dois homens desceram e cuidaram de auxiliar o terceiro, idoso, bastante conhecido de todos – o udenista Wilmar Guimarães, ferrenho adversário de Pedro Ludovico Teixeira ao longo de toda aquela era política. Seus acompanhantes, se bem me recordo, eram o seu irmão caçula, William, e seu filho Wilmar (Guima).

Os presentes – jornalistas e políticos, além de alguns populares – olhavam com perplexidade. O embate político entre Pedro e Wilmar era notório; mas o velho adversário, amparado pelos moços, caminhava determinado até o corpo em velório. Levava uma rosa, que depositou no peito do morto e, sabendo que surpreendia, esclareceu que “sempre fomos adversários políticos, jamais inimigos”, e arrematou com referências elogiosas ao caráter, à coragem e à determinação de Pedro, fatores que o marcaram bem.

Esse quadro vem-me à lembrança ao ver a manchete de hoje do DM, dando conta do gesto de paz entre os dois maiores líderes políticos de Goiás desde aquele agosto de 1979 – Iris Rezende Machado e Marconi Perillo. Iris firmou-se no quadro político de Goiânia nos anos de 1950, quando se elegeu vereador. Na década seguinte, elegeu-se deputado estadual, depois prefeito e foi cassado pelo regime militar, punição que os generais haviam imposto também ao senador Pedro Ludovico.

Iris retornou à política elegendo-se governador em 1982. O jovem deputado federal Marconi Perillo – que já cumprira um mandato de deputado estadual – atreveu-se a pleitear o Palácio das Esmeraldas em 1998, enfrentando Iris numa campanha histórica e consolidou-se, assim, sua trajetória de grande líder, só comparável mesmo a Iris Rezende. Mas divergências de postura e escolhas políticas, fortalecidas pelas posições contrárias nos pleitos seguintes, criaram uma barreira ao convívio desses polos das preferências do eleitorado goiano.

O anúncio dessa proposta de harmonização chega-me como um sinal de boas-novas ante as cascatas de más notícias que invadem nosso bem-estar a cada novo noticiário de rádio e tevê. Goiás tem vivido tempos difíceis, também, com o quadro da economia local e a crise que atinge todos os governos nos três níveis da vida pública. Enfrentamos, agora, outras medidas amargas dentre as providências para conciliar arrecadação e gastos, e sabe-se bem que a herança de Paulo Garcia chegará a Iris, mais uma vez eleito prefeito de Goiânia, com “um gosto amargo de fel”, como o verso de Gonzaguinha.

A harmonia entre o Paço Municipal e o Palácio Pedro Ludovico é vital para Goiânia e os goianos, e Marconi tem procurado esse mesmo tom entre o Governo e as Prefeituras em geral. Iris, no pedestal de seus 60 anos de vida pública, o rosário de vitórias e o aprendizado calejado nos ofícios exercidos (vereador, deputado, prefeito, governador duas vezes, ministro de Estado duas vezes e senador, além do retorno à prefeitura de Goiânia, agora, pela quarta vez) conhece bem os benefícios dessa harmonia.

Entendo que ambos, Iris e Marconi, pensam em Goiás. E assim pensando, oferecem-nos a esperança de tempos melhores, como se Marconi propusesse a Iris um fraterno abraço pelo aniversário na próxima semana, e Iris retribui com os afagos natalinos.

E Goiás, todo o Estado, se regozija com esse gesto de sabedoria que bem resultará nas hostes políticas.

Luiz de Aquino, jornalista e escritor


O novo ciclo da modernidade na política goiana

Isaquias Queiroz, o primeiro medalhista olímpico da história da canoagem brasileiro, bradou, durante a solenidade de premiação nas Olimpíadas Rio 2016: “Mostrem essa medalha para quem está no poder para que parem de brigar entre si e olhem para o Brasil”. A declaração do atleta traduz o desejo da nação de que os nossos governantes construam uma agenda de entendimento, visando o desenvolvimento do país e o bem-estar da população.

A propósito da importância do entendimento, do equilíbrio e da conciliação na política, levando em conta os interesses maiores do país, o grande condutor da transição, que culminou com a volta de democracia, Tancredo Neves, disse que: “na política são poucos os estadistas que conseguiram fazer do adversário um aliado e, ao mesmo tempo, atrair multidões cheias de esperança”.

Temos uma dificuldade adicional, em função da composição partidária brasileira, com mais de 30 agremiações. Porém, mesmo com tantas diferentes organizações deve imperar a compreensão de que o espaço para o radicalismo inconsequente, os ataques pessoais e a prática belicista, rancorosa, destrutiva e odiosa, que tem como foco atrapalhar a gestão pública, perdeu força e caiu em descrédito junto ao eleitorado. Da mesma forma, a diferença entre adversários políticos precisa ser tratada, não por meio de um sistema perverso de cooptação, mas com base no espírito da tolerância e do respeito mútuo.

Durante um almoço comemorativo dos 30 anos de atividade da Associação Comercial e Industrial de Aparecida de Goiânia, em outubro do ano passado, o prefeito Maguito Vilela, afirmou: “Marconi é um governador estadista”, referindo-se à sua postura conciliadora na relação com o governo municipal, que foi decisiva para o grande salto no crescimento e no desenvolvimento político, social e econômico de Aparecida.

Numa expressiva e exemplar demonstração de maturidade política, o governador Marconi Perillo e o prefeito eleito de Goiânia, Iris Rezende selaram um acordo para retirar os processos na Justiça que moviam um contra o outro. A assinatura desse Termo de Desistência e Aceitação Mútuas de Ações Judiciais é um fato de primeira grandeza, que vem de encontro à importância fundamental do entendimento e da conciliação entre os dois governantes e maiores líderes políticos de Goiás. Esse gesto deve significar um novo marco, visando a abertura e a consolidação de uma relação madura, sensata, respeitosa e promissora entre esses dois grandes estadistas do nosso Estado, os quais já deram contribuições extraordinárias para o desenvolvimento de Goiás.

Virar a página do histórico das disputas acaloradas, com declarações agressivas propiciará um ambiente político mais saudável e favorável, criando novas bases para que Goiás se fortaleça no cenário nacional. Afinal, a nossa força está na nossa união. Esse notável gesto republicano deve se consolidar numa grande parceria administrativa entre o Palácio Pedro Ludovico e o Paço Municipal, nos próximos anos, inaugurando um capítulo de modernidade na política do Estado.

Uma boa relação administrativa entre o governador Marconi Perillo e o prefeito Iris Rezende, fundada na aliança por Goiânia e por Goiás, deixando de lado as divergências políticas e os embates eleitorais do passado e trabalhando juntos pela liberação de mais recursos federais é o que mais desejam os goianos. Esse acontecimento jurídico abre a perspectiva de um novo ciclo na política, onde deve prevalecer o esforço e o desprendimento genuíno de todos em prol da capital, do Estado e de toda a população goiana.

Antônio Almeida, vice-presidente da Fieg, presidente do Conselho Temático de Responsabilidade Social da Fieg, do Sigego, da Editora Kelps e do Ibraceds


Gesto de estadistas

 

O gesto de Marconi Perillo (PSDB) e Iris Rezende (PMDB) de darem as mãos com vistas à pacificação da política, em Goiás, é próprio de estadista. Parte significativa dos comentaristas políticos acredita que uma das finalidades é triturar o senador Ronaldo Caiado, presidente regional do DEM, que tem pretensões de disputar o governo de Goiás, em 2018.

Marconi Perillo, no exercício do quarto mandato de governador de Goiás, acumulou experiência político-administrativa para saber que a união da classe política faz a força. Iris Rezende, prefeito eleito de Goiânia, que também cumprirá seu quarto mandato de prefeito, sem falar que já foi governador do Estado por duas vezes e Ministro de Estado à frente de Pastas importantes – Agricultura e Justiça –, já sabe disso há muito tempo.

Portanto, acredito que o objetivo principal do gesto desses dois estadistas foi realmente o de unir forças pelo desenvolvimento do Estado de Goiás e, notadamente, da Capital Goiânia. E, com certeza, juntos, vão conseguir viabilizar as reivindicações do povo goiano, sobretudo por melhoria na qualidade de vida.

Agora, com relação às eleições majoritárias de 2018, com toda certeza, muita água ainda vai passar por debaixo da ponte. Comenta-se que Marconi está buscando a viabilização de uma chapa PMDB/PSDB, com Maguito Vilela, que deixa a prefeitura de Aparecida de Goiânia; e José Vitti, que assume a presidência da Assembleia Legislativa no próximo mês de fevereiro. Se essa especulação vier a se confirmar, será difícil para Caiado vencer as eleições no DEM.

De qualquer sorte, acredito muito na pacificação política pretendida. E, naturalmente, que Caiado também teria que dar as mãos aos dois gigantes da política no Estado de Goiás; Iris e Marconi. Muitos afirmam que fazer política é a arte de “engolir sapos e lagartos”. Difícil, sim, mas não impossível! Que Deus abençoe o Estado de Goiás!

João Nascimento, presidente do Clube dos Repórteres Políticos de Goiás

 

 

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