Cotidiano

José Mário na Faeg

Redação DM

Publicado em 14 de dezembro de 2016 às 01:17 | Atualizado há 10 anos

Ao ser empossado, ontem, para mais um mandato na presidência da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner disse ao Diário da Manhã que o segmento agropecuário é “o único segmento da economia brasileira que dá certo”. Ele acrescentou que a “crise política e econômica brasileira afeta a todos, mas o produtor vem correspondendo com crescentes safras, porque ele não se entrega às dificuldades”. Provocado pelo repórter, José Mário reconhece que os “problemas do País são nossos também, mas não sabemos fazer outra coisa e as pessoas precisam de comida”.

Observou que dentro da porteira “coisa anda”, porque os agropecuaristas adotam tecnologia apropriada, buscam melhores índices de produtividade e praticam uma boa gestão. “Fora da porteira, ou seja, da sua propriedade em diante, aparecem os problemas na área de logística de transportes, escoamento dos grãos, carnes e frutas até o seu destino final, seja no Brasil, ou no exterior”, acrescenta o dirigente classista. José Mário não tem dúvida da capacidade do produtor brasileiro de competir de igual para igual num cenário mundial, rompendo barreiras.

Homenagem

A solenidade foi aberta no auditório do Castro’s Hotel com uma homenagem postura ao jornalista Henrique Duarte, que respondia pela presidência do Sindicato Rural de Hidrolândia e foi dos quadros da cooperativa agropecuária do município. Após um minuto de silêncio, José Mário procedeu à entrega de uma placa e de uma foto num quadro do homenageado à viúva Sandra Gomes Duarte, acompanhada de filhos, netos e outros familiares. Houve um momento de silêncio e de comoção, resultando nos aplausos gerais dos presentes.

Na assembleia geral da entidade, a receita mereceu espaço. Ficou acertada na sua geração 50% de receitas próprias e os demais 50% será oriunda da contribuição sindical. A verba de representação para o próximo exercício, que compreende o triênio 2017/2019, não sofreu alteração, mantendo os atuais padrões em vista da crise econômico-financeira e em respeito aos contribuintes. Este fato mereceu elogios da classe e alguém chegou a sugerir “que no Brasil, as autoridades públicas deveriam fazer o mesmo, dando exemplo”.

ESFORÇOS

O presidente reeleito José Mário agradeceu “aos ex-companheiros de diretoria”. Pediu “novos esforços para enfrentar novos desafios” aos diretores empossados. Em suas considerações, disse que os novos diretores foram selecionados para atender a todas as regiões e cadeias produtoras de grãos, leite, carnes e frutas. “Afinal, 70% da produção goiana advém do pequeno e médio, mas nossa atuação abrange todos os produtores sem distinção de classe”, confessou.

Hoje, a Faeg abrange 128 sindicatos rurais patronais.

 

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