Brasil

Apagão logístico

Redação DM

Publicado em 10 de dezembro de 2016 às 01:11 | Atualizado há 10 anos

Dentro de um fato econômico, Imagine!! Os recursos e os clientes estão espalhados numa ampla área geográfica, e empresas querem  resultado, querem inovação estratégica que demonstrem eficiência e lucratividade.

Mas, para se chegar a esse patamar de resultados eficientes é preciso que haja fases, degraus, passo a passo ou seja desdobramento de um planejamento.

Porém, ao colocar em prática o planejamento quais os maiores desafios enfrentados pelos empreendedores?  Quais os gargalos logísticos? São muitos, entre eles destacamos a RL 4X1 (Regra Logística quatro por um); a – Buscar novos clientes; b – Identificar suas necessidades e anseios; c – Convencer os potenciais consumidores a pagar, adquirir ou contratar aquele produto ou serviço desconhecido; d – Satisfação dos clientes internos e externo; 1 –  Gestor Logístico).

Nesse escritos, quero me ater no Gestor Logístico.  Porque nós somos responsáveis de dar significado ao produto ou serviço logístico, um profissional de logística está (ou deveria), devidamente capacitado com teoria, ideias com experiência prática onde criam, planejam, coordenam, controlam, executam e efetivam com qualidade a um bom custo.

O que uma empresa oferece ao cliente com seu serviço ou produto através de um gestor logístico é satisfação com foco na fidelidade do mesmo.

Mas, as empresas esperam que O recém-formado chegue pronto, ou seja, preparado para substituir uma longa bagagem de experiência através do seu canudo de formação. Eles entendem que através do talento, criatividade e conhecimento teórico do profissional de logística podem obter vantagem competitiva, supremacia duradoura em relação a concorrência, obter a preferência dos clientes entre outros benefícios (e podem). Mas, “A Maioria Absoluta dos Empresários não Incentiva a Qualificação, não Abre seus Portões para uma Visita Técnica”, com isso, estamos sofrendo um apagão logístico.

O apagão do acesso ao cargo de logística, haja visto que muitas entidades pública e privadas, órgãos e empresas contratam pessoas que não formadas na área para assumirem nossas funções desvalorizando nossa profissão ao oferecerem salários irrisórios em detrimento dos mesmos serviços, caracterizando com isso graves entraves em toda a cadeia de suprimentos e fatais impedimentos do fluxo logístico, acarretando, geralmente, insatisfação dos clientes internos, externos e consumidores finais.

O apagão do aprendizado prático por falta de investimento quanto a qualificação profissional. O apagão da motivação para as visitas técnicas enquanto estudantes, uma vez que as empresas não abrem seus portões, não doam oportunidades do aprendizado visual prático uma vez que não recebem grupos de formandos, de recém-formados, usando das alegações impertinentes como: Não há projeto de proteção aos visitantes, não temos pessoal disponível para acompanhá-los, o custo é alto… Falta de investimento em pessoas… isso jamais pode ser justificativa para o gargalo da aprendizagem.

Então? como definir o aprendizado logístico se na gangorra capitalista da competitividade as empresas querem um super-homem, uma poderosa mulher, mas aplicam tão pouco ou as vezes não há nada de investimento na qualificação profissional para isso?

E as Instituições de Ensino? O que elas estão fazendo para a obtenção do conhecimento pós sala de aula? Qual a motivação, investimento extra sala em função das visitas técnicas? Nenhuma!!! Nada mesmo, não existe o pós curso nem tão pouco a pós venda desses cursos, falo com autoridade baseado nos depoimentos de nossos associados onde a maioria são estudantes de logística no Estado de Goiás. As IES-GO, não tem capacidade de preparar um estudante deixando-o(a), preparado(a) , ou seja, que o mesmo esteja (no final do curso, “se chegarem”), aptos a exercer uma função com sucesso e satisfação do contratante, nem tão pouco as empresas de logística se esforçam em motivar o seu depto de RH na criação de uma torre logística de recepção aos estudantes em função de uma visita técnica para que os mesmos completem o seu aprendizado teórico com a prática visual e ou participativa.

É preciso ajuntarmos forças logísticas para que possamos vencer o apagão logístico em Goiás, é preciso sermos uma unidade em prol de nossa formação. Sejamos uns aos meus caros e nobres logísticos na busca da luz para o tão temível apagão logístico que estamos vivenciando em nossa formação/profissão.

Que as IES e Empresas de Natureza Logística possam falar uma só língua para que possamos encontrar oportunidades e juntos alcançarmos o objetivo educacional e consequentemente o sucesso profissional em beneficio de um todo.

A associação dos estudantes de Logística de Anápolis-GO (Ageplan GO), através dos Simpósio(s) Goiano de Logística, das Oficinas de logística e encontros, vem debatendo com envolvimento esses entraves na qualificação da Mão de Obra com a participação de educadores, Gestores públicos, líderes do segmento, e de empresas que atuam nos setores logísticos, com intuito de se chegar a um só entendimento no processo ensino aprendizado, alertando aos envolvidos sobre a importância da não continuidade desse apagão logístico no ensino, onde também esses projetos além de provocar talentos, motivação profissional, busca junto aos participantes sugestões técnicas para o melhoramento no aprendizado logístico com foco na qualificação profissional, melhoria técnica em função da satisfação dos clientes internos e externos.

Participem dos nossos projetos, de nossas reuniões, saiba mais sobre nós, porque somos logísticos, somos vocês!

Abrace essa causa conosco!

Saudações logísticas.

 

(Aroldo Ferreira dos Santos, presidente da Associação dos Gestores, estudantes e profissionais de Logística de Goiás. CNPJ-17.680.529-0001-04. Tit. Utilidade Púb. Lei 3.125 Art 61 em 05/06/2014-ANPS)

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