Brasil

Jorge Viana e a chicana do Moro Bandido

Redação DM

Publicado em 8 de dezembro de 2016 às 02:07 | Atualizado há 10 anos

Em uma de minhas viagens ao Brasil, estive no Estado do Acre e lá não pude deixar de perceber que como em vários outros estados, existe uma política antiga que é ditada por uma família. No Acre os coronéis são os Vianas. O Senador Jorge Viana PT (AC) assumiu a presidência do Senado. A ascensão do parlamentar ocorreu devido a uma decisão do STF através do Ministro Marco Aurélio Mello em destituir Renan Calheiros do PMDB (AL), por meio de uma liminar inconstitucional, rasa e frágil. O afastamento de Calheiros um dia após as manifestações populares por todo Brasil, foi um ato por parte do Ministro bastante duvidoso que põe em cheque, ou o seu notório saber jurídico ou até mesmo suas intenções. A liminar além de transparecer uma vitória para agradar a população nas ruas com um afastamento temporário de Renan inviabiliza as eleições diretas para a presidência do Senado enquanto o bastão cai no colo de um Senador petista que já sinalizou que vai travar as pautas que o governo precisa aprovar com a finalidade de tentar ajustar a economia. Como sempre a esquerda optará por lutar pela recuperação de seu projeto de poder do que atender aos interesses do país em se recuperar economicamente. Eles não se importam em colocar o país em uma profunda depressão.

O fato é que Jorge Viana também está na mira da justiça sendo alvo de investigação por improbidade administrativa, abuso de poder econômico e sonegação tributária. O partido que mais defende aumento de impostos é o mesmo que tem sonegadores. Quanta hipocrisia. Vale também atentar ao fato que o mesmo tem um sobrinho envolvido em fraudes de licitação.

Jorge Viana é inimigo declarado da justiça. Em escutas telefônicas judicialmente autorizadas, o senador tem um diálogo impressionante com um dos 25 advogados de Lula. Ele é um dos autores do discurso de vitimização de Lula e grande entusiasta da ideia de declarar o judiciário como o vilão, bandidos que merecem ser presos. Reproduzo aqui um trecho da conversa para suas próprias reflexões: “Ele (Lula) tem de dizer: me prenda, eu estou aqui. Vou ficar nesse endereço esperando a chegada dos seus subalternos com o mandado de prisão. Se ele prender, o Lula vira um preso político e vira uma vítima, se não prender, ele também se desmoraliza. Tem que virar o jogo agora. Esse negócio de andar o Brasil, de falar, isso não vai funcionar, isso foi num passado distante. Tem clima, e isso tem que ser feito urgente, porque senão no dia 13 vai ter milhões de pessoas na rua querendo a prisão do Lula. Eu tô dando um toque, eu tô no andar de baixo andando e é só mais pra vocês refletirem um pouco se puder….. O presidente Lula precisa transformar esse confronto numa ação política. Eles tão se rebelando, só dizendo que não aceita mais o Moro, que agora se ele mandar um ofício ele não vai, e dizer que ele tá agindo fora da lei, chamar de bandido. E diga: venha me prender, agora eu que estou desafiando, venha me prender. Mas não venha prender minha mulher, nem meus netos, nem meus.. a mim, eu to aqui nesse endereço esperando. Os seus policiais. Aí o povo vai pra rua, aí a gente faz um confronto institucional pela política, que é o campo do Lula, e não pelo jurídico que é o campo deles. Pensa nisso. Era… era alguma observação que eu queria fazer.

Jorge Viana é um verdadeiro canalha. É um homem que por seu projeto de poder e de seus correligionários, não pensa duas vezes se necessário for distribuir chicanas e ainda querer fomentar crises institucionais. Como um homem que não quer a eficiência das instituições pode estar no comando do legislativo?

As manifestações do dia 4/12 passado, mais uma vez demonstraram que a pressão popular incomoda e que o brasileiro honesto e atuante na vida política da nação tem poder para realizar mudanças. Cabe agora a pressão em Jorge Viana para que o mesmo não venha fragilizar o andamento das pautas no Senado Federal e que o mesmo não tenha margem para realização de manobras. Já mostramos que estamos alerta e não vamos aceitar canalhices às escuras de quem realiza conchavos que atendam somente interesses desses que deveriam trabalhar para melhorar a vida da sociedade.

O Movimento Brasil Livre, segue realizando seu trabalho de fiscalizar e informar a sociedade sobre as ações dos três poderes e o MPF e estaremos de olho em Jorge Viana.  Certamente, com a ajuda de todos os brasileiros que se importam com o país, estaremos nos mobilizando sempre que necessário para que com a pressão popular, possamos realizar as mudanças que almejamos visando um país que realize uma política mais descente. O brasileiro ao derrubar Dilma, não mudou somente um governo, mudou seu comportamento leniente perante a política. Continuemos na luta para transformarmos nosso presente. A oportunidade de profundas reformas no país se faz agora. Continuaremos a ocupar as ruas.

 

(Ulysses Remy, integrante do Movimento Brasil Livre – Goiás (MBL-GO), empreendedor, tecnólogo em gestão ambiental, concluinte do Curso Agronomia)

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