Desativada 2

Requinte vintage

Redação DM

Publicado em 3 de dezembro de 2016 às 01:20 | Atualizado há 2 anos

Há cerca de 20 anos, Wanderlei Marques deu início ao Brechó Goiano, na Avenida Anhanguera, número 4295. Com o passar dos anos e o crescimento do negócio, o comerciante resolveu inserir um antiquário em seu estabelecimento, e desde então vem realizando o câmbio de inúmeras mercadorias com valor histórico e que preservam o charme de várias décadas do passado. O estabelecimento promove uma feirinha de antiguidades todo mês, no primeiro sábado. Hoje, dia 3, o evento está marcado para começar às 10 da manhã e segue até as 14h. Além de trabalhar com as roupas usadas, Wanderlei também compra e vende roupas de grifes famosas, e realiza o aluguel de casacos e sobretudos.

O comerciante conta que o evento já está incorporado na vida de vários moradores da cidade. “Nossa feirinha de antiguidades já faz parte da vida de muito goianos adoradores de antiguidades, na loja temos um pouco de tudo para casa, bar, restaurante, fazendas…”, garante. Wanderlei também defende a durabilidade dos objetos que eram produzidos no passado, e que hoje oferecem um contraste visual para ambientes comerciais e residenciais. “Apostamos muito nesse nosso investimento para agradar o público que é fã de mercadorias bem feita, duradouras e antigas, é claro”, conclui. Na página dedicada ao evento no Facebook, mais de 400 pessoas já confirmaram presença, enquanto no perfil da loja já existem mais de cinco mil seguidores.

Em entrevista ao DMRevista, Wanderlei disse que o comércio de objetos de segunda mão tem aumentado nos últimos anos, devido principalmente a uma mudança de hábitos do consumidor, principalmente em Goiás. “O público está bem diversificado, gente que nunca tinha se interessado em entrar num brechó, agora entra. Gente que antes tinha vergonha, agora já vai procurar alguma coisa”, relata. Quanto ao acréscimo de antiguidades ao já movimentado Brechó, Wanderlei afirma que foi uma aposta certeira. “Não teve queda no movimento, teve inclusive aumento. Antes, quando uma peça não era mais útil, as pessoas doavam para alguém, ou mesmo jogavam fora. Agora comercializar já é uma alternativa. E os goianos estão cada vez mais conscientes dela”, conclui.

 

Consumo consciente

O aumento do número de brechós em Goiânia, bem como do número de frequentadores e adeptos, é apontado como uma conscientização progressiva de que é preciso produzir menos lixo no planeta, e uma saída é a rotatividade de produtos que mantêm sua função, utilidade e características visuais, apesar de não acompanharem as tendências estéticas progressistas da atualidade. O conceito de brechó também é bastante admirado por entusiastas do passado e da estética vintage, o que mostra que, além de ampliar a rotatividade e a vida útil de uma peça, seja ela do vestuário ou decorativa, também faz com que os usuários atinjam um estilo que os represente de forma visual. O desperdício e o descarte de peças de roupas são um prejuízo para a economia das cidades.

A confecção de uma peça de vestuário consiste na junção de matéria-prima, força de trabalho, energia e recursos naturais. Mandar uma peça de roupa em bom estado de conservação para o lixo é um desserviço financeiro e histórico, tendo em vista que, além de movimentarem a economia, roupas usadas também documentam um passado que pode ser pouco ou muito distante dos dias atuais. A tendência dos brechós já vem apropriando-se da internet. Sites como o Enjoei.com permitem a troca ou venda de produtos que permanecem em bom estado de conservação, porém não satisfazem mais as vontades ou necessidades de seus donos. Apesar da praticidade dos e-brechós, nada substitui o efeito surpresa de caminhar diante de inúmeras opções dentro de um brechó físico.

Feirinha de antiguidades
Onde: Brechó Goiano (Avenida Anhanguera, número 4295, Centro)
Dia: Sábado, 3 de dezembro
Horário: das 10 às 14h

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