“Base aliada sai fortalecida das eleições”
Redação DM
Publicado em 1 de dezembro de 2016 às 01:15 | Atualizado há 10 anosVereador licenciado de Goiânia, o secretário estadual de Governo, Tayrone di Martino, um dos responsáveis pela articulação das candidaturas a prefeito da base aliada do governo estadual, avalia como extremamente positivo o resultado das urnas de outubro. Nas suas contas, os partidos que sustentam o governo Marconi Perillo elegeram os prefeitos de 189 dos 246 municípios de Goiás. Só o seu PSDB cravou 77 prefeitos. “É quase o dobro do que elegeu a principal legenda de oposição, que saiu menor dessas eleições”, diz, em referência ao PMDB.
Tayrone avalia também positivamente a eleição em Goiânia, apesar da sagração de Iris Rezende. Para o secretário, houve uma composição antes nunca possível com a entrada do PSB de Vanderlan Cardoso, “uma liderança altamente qualificada e que se somou ao grupo do governador”. Ele explica que Vanderlan partiu, no início, nas primeiras pesquisas, com 12%, e terminou com quase 43% dos votos válidos. Essa votação expressiva, compreende, se deveu em grande parte ao apoio do governador e de sua base de apoio. “Veja você que a votação de Vanderlan ficou ligeiramente abaixo daquela que Marconi teve em 2014 em Goiânia, quando fechou com 45% dos votos, contra 55% do mesmo Iris Rezende”, analisa.
Passadas as eleições, o secretário agora foca suas ações na retomada dos convênios do governo com as prefeituras. Nas últimas semanas, ele acompanhou Marconi em uma série de encontros com prefeitos, da base e da oposição, para anunciar a liberação de R$ 100 milhões para obras nos municípios. Os recursos, garante, são para todos aqueles que apresentarem bons projetos. “O governador nunca discriminou nenhum prefeito por ser de outro partido. Uma constatação disso é que muitos prefeitos do PMDB ou outros partidos de oposição realizam parcerias administrativas”, alega.
Nesta entrevista ao Diário da Manhã, Tayrone fala, além de política, dos programas da Secretaria de Governo (Segov), como o Governo Junto de Você, o Passe Livre Estudantil, o Cartão Metrobus e a tão esperada retomada do pagamento dos honorários aos advogados dativos de Goiás.
Veja a entrevista
Diário da Manhã – A articulação política do governo do Estado está entre as suas atribuições. Como avalia o desempenho da base nas eleições municipais?
Tayrone – A base obteve um resultado altamente positivo. Os partidos que hoje sustentam o governo elegeram os prefeitos de 189 dos 246 municípios de Goiás. Isso representa mais de 70%. Só o PSDB elegeu 77 prefeitos. É quase o dobro do que elegeu a principal legenda de oposição, que saiu menor dessas eleições. É preciso destacar aqui duas coisas. Primeiro, que esse desempenho é resultado de uma gestão moderna, inovadora e austera do governador Marconi Perillo, que tem conduzido Goiás para longe da crise com muita rapidez. Segundo, percebe-se que o governador Marconi Perillo sabe aglutinar lideranças que estão bem avaliadas nos municípios. Quando os candidatos da base têm resultados tão expressivos, isso mostra que os principais nomes do cenário político estão ao lado de Marconi.
DM – O senhor diz que a oposição diminuiu em número de municípios, mas venceu na capital. Como avaliou a disputa em Goiânia?
Tayrone – Não ganhamos as eleições na Capital. É fato, é da política e da beleza da democracia. Mas eu entendo que a base do governo teve uma vitória em Goiânia. Primeiro, porque houve uma aliança antes nunca possível com a entrada do PSB de Vanderlan Cardoso, uma liderança altamente qualificada e que se somou ao grupo do governador Marconi Perillo. Queremos que essa parceria seja duradoura. Segundo, porque o Vanderlan partiu no início, nas primeiras pesquisas, com 11% ou 12%, dependendo do instituto, e terminou com quase 43% dos votos válidos. Essa votação expressiva se deveu em grande parte ao apoio do governador e de sua base de apoio. Veja você que a votação de Vanderlan ficou ligeiramente abaixo daquela que Marconi teve em 2014 em Goiânia, quando fechou com 45% dos votos, contra 55% do mesmo Iris Rezende. Portanto, o Marconi sempre é bem votado em Goiânia. Sempre, quando é o candidato, está bem na disputa. Por isso, ele ganhou todas as eleições para o governo de Goiás contra o Iris. Ele tem uma margem de empate boa em Goiânia e amplia bastante no interior.
DM – Há sempre muitos rumores de que o governo privilegia suas bases nas parcerias e agora o governo vai retomar convênios. Prefeitos amigos tem prioridade sobre os oposicionistas?
Tayrone – Isso é conversa de quem faz oposição cega, sem critério objetivo, apenas com discurso e falácia. O governador Marconi Perillo nunca discriminou nenhum prefeito por ser de outro partido. Uma constatação disso é que muitos prefeitos do PMDB ou outros partidos de oposição realizam parcerias administrativas com o governador. A prova mais contundente de que não há privilégios é a relação com o prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela. Precisa dizer algo mais? Na cidade de Goiás, a prefeita do PT, Selma Bastos, e o governador foram tão parceiros que isso ocasionou a aliança entre PT e PSDB na última eleição lá. Em Goiânia mesmo, administrada nos últimos anos pela aliança PT e PMDB, o governo do Estado fez obras e intervenções importantíssimas. Duplicou e iluminou todas as saídas da cidade, construiu quatro viadutos, fez um hospital que é referência nacional; reconstruiu o Estádio Olímpico com o Centro de Excelência do Esporte; reformou o Autódromo. Até parque o Estado fez! E é o parque mais bonito e interessante da cidade. Posso afirmar que todos os prefeitos serão recebidos e, se tiverem bons projetos, terão a parceria do governo. Esta é uma determinação do Governador Marconi Perillo.
DM – Esses R$ 100 milhões disponíveis para convênios é sinal de que a crise está arrefecendo e que os investimentos serão retomados também em outras áreas do governo?
Tayrone – Sem dúvida. Goiás faz o dever de casa diante dessa que é a crise mais grave da história republicana do Brasil. Cortou despesas, diminuiu o número de funcionários comissionados e temporários. Medidas duras, porém necessárias, e que foram fundamentais para que a crise não se agravasse. O funcionalismo público está com o salário em dia e isso é mantido com muito esforço. Unidades da Federação consideradas mais ricas, como Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, estão em situação de insolvência sem saber se vão pagar o salário do servidor no mês que vem. A situação é séria no país todo. Mas Goiás continuou investindo. Agora vamos acelerar esses investimentos. Os recursos são insuficientes, temos limitações e sabemos delas, mas o governador decidiu priorizar e ajudar os municípios. Muitas novidades virão nos próximos meses.
DM – A Segov também retomou o Governo Junto de Você, um programa que já tem aí muitos anos de estrada. Hoje ele tem mesma efetividade?
Tayrone – O Governo Junto de Você é um grande sucesso e só reforça nossa premissa de que o poder público deve ir até o cidadão. Levar a ele serviços básicos. A cada edição, nós batemos recordes de atendimentos e isso é muito gratificante. Outro aspecto muito relevante do Governo Junto de Você é a integração entre as várias áreas do governo para levar os benefícios à população. É elogiável a coesão e a dedicação de todos os envolvidos do próprio Estado e de outras esferas do poder. O pessoal é extremamente dedicado e motivado.
DM – Qual será a próxima edição do GJV?
Tayrone – Já fizemos Trindade e Aparecida, e inovamos com o GJV temático para o Idoso, junto com a OVG (Organização das Voluntárias de Goiás) em quatro ponto diferentes de Goiânia, um em cada dia, onde há esse trabalho segmentado. Também realizamos o Governo Junto de Você com a Secretaria de Segurança Pública que foi um grande sucesso. Em dezembro agora, teremos outro em parceria com a Segurança Pública no Entorno de Brasília, e também em Rio Verde, encerrando as atividades neste ano. E em 2017 voltaremos com força total.
DM – Durante a campanha, em entrevista, o prefeito eleito de Goiânia, Iris Rezende, chegou a dizer que poderia rever o passe livre estudantil, um programa da sua Pasta. Como avalia essa declaração?
Tayrone – O Programa do Passe Livre Estudantil é uma iniciativa do Governo de Goiás, custeada única e exclusivamente com recursos do Tesouro Estadual. O então candidato se equivocou quando disse que poderia acabar com o passe livre, não é da alçada do prefeito. Talvez ele quisesse dizer que acabaria com a meia passagem para o estudante. Esse benefício não é concedido por nenhum ente público. Ele é pago pelo usuário, pois entra no cálculo da tarifa do transporte coletivo. Ainda assim, eu divergiria do prefeito. Não há custo mais honesto e justo embutido na passagem do que a meia tarifa para o estudante. Esse benefício o usuário deve paga com prazer, porque contribui com a educação dos jovens e com a evolução da sociedade. Se falta alguma coisa é exatamente o apoio do poder público municipal, pois o governo do Estado faz a parte dele com a gratuidade estudantil e com o subsídio à tarifa do Eixo Anhanguera.
DM – Falando nisso, recentemente surgiram queixas de usuários do Eixo relacionadas à manutenção da meia tarifa. O que está ocorrendo?
Tayrone – O benefício não foi extinto. Ele continua, mais racional e transparente. Vai beneficiar o passageiro que utiliza o Eixo rotineiramente. O governo do Estado vai continuar bancando a meia passagem para o usuário que se cadastrar, simples assim. Todo mês ele vai abastecer o seu cartão. Se ele compra 30 passagens, o governo dará outras 30, exemplificando. É automático. Quem tiver dúvida sobre o cadastro ou como funciona o cartão, basta acessar o site da Segov (www.segov.go.gov.br), da Metrobus (www.metrobus.go.gov.br) ou ir a qualquer agência do Vapt Vupt. O cadastro pode ser feito a qualquer momento.
DM – Há muita tensão no meio advocatício por conta dos constantes atrasos nos pagamentos dos honorários dativos. Mas agora foi criado um fundo, gerido na Segov, que vai garantir recursos para o pagamento desses advogados. Já existe um cronograma para a retomada dos pagamentos?
Tayrone – Estamos realizando todos os preparativos para retomar esse pagamento. O principal, o dinheiro, obviamente, já está garantido com um Fundo exclusivo para pagamento dos honorários dativos que será abastecido com um percentual das taxa e emolumentos dos cartórios. Antes de seguir, porém, gostaria de dizer do empenho do governador Marconi Perillo em resolver o problema da advocacia dativa, uma solução definitiva. Acabou o tempo de ficar dependendo da boa vontade do secretário ou do governador. Agora os advogados terão o recurso amparado em Lei. Aliás, fizemos todo o processo e conseguimos uma aprovação recorde desta Lei de criação do Fundo. Agradeço os deputados na pessoa do líder Jose Vitti pelo empenho na votação desta matéria. Quero agradecer também o empenho e a parceria da OAB, do atual presidente Lúcio Flávio, que tem dado um suporte importante para essa retomada. A OAB coordenou toda uma estrutura na Escola Superior da Advocacia (ESA) e está previsto para a semana que vem o início do cadastro dos dativos pela internet. A partir disso, eles serão chamados para levantar os alvarás por ordem cronológica dos processos, partindo de 2007. E daí não para mais, até zerar essa conta.