Tiago é inocentado novamente no Tribunal de Justiça
Redação DM
Publicado em 1 de dezembro de 2016 às 01:11 | Atualizado há 10 anosTiago Henrique Gomes da Rocha foi novamente julgado ontem, 30, no 1º Tribunal do Júri de Goiânia. Dessa vez, a imputação não foi aceita pelo Conselho de Sentença, que reconheceu a materialidade das lesões corporais e sua consequente letalidade, mas não atribuiu a autoria do fato ao acusado.
O placar foi apertado: quatro votos a três. É a segunda vez que ele é absolvido. Tiago chegou a assumir o homicídio do morador de rua Valdivino Luiz Ribeiro, 57.
O homem teria sido assassinado na Rua 3 com rua 24, no Setor Central.
Defesa
Na semana passada, o júri condenou o vigilante a 21 anos e quatro meses pelo homicídio de Thamara da Conceição Silva.
Dessa vez, o Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO) denunciou Tiago por ter atirado contra Valdivino, que dormia debaixo da marquise de uma lanchonete.
Segundo Tiago, em sua primeira versão, ao ver a pessoa dormindo, ele sentiu vontade de matá-la. Como consta na denúncia, ele, todavia, teria passado de moto e se afastado da vítima. Mas resolveu voltar.
Nas audiências, Tiago informou que não sabia se o morador de rua estava dormindo. Nas justificativas de Tiago, ele diz que, ao ser tomado por uma insuportável raiva, sentia desejo de matar – e, com isso, esvair o sentimento ruim que nutria.
Ocorre que os presentes no julgamento não acreditam que as provas sejam suficientes para condenar o suspeito. As supostas provas caíram uma a uma: durante o júri, o delegado da Polícia Civil Murilo Gonçalves Martins de Araújo, que prestou depoimento como testemunha, disse que não havia filmagens nem testemunhas oculares do crime. Explicou que não foi encontrado o projétil que atingiu a cabeça da vítima, por isso não foi realizado exame de microconfronto balístico com o revólver apreendido na casa do vigilante.