Política

Iris pede apoio para colocar prefeitura “em ordem”

Redação DM

Publicado em 29 de novembro de 2016 às 01:01 | Atualizado há 2 anos

Nas conversas que mantêm com os vereadores reeleitos e eleitos desde o encerramento do segundo turno, o prefeito eleito Iris Rezende (PMDB) tem pedido apoio para que possa colocar a prefeitura “em ordem” nos primeiros seis meses da administração.

Os encontros, que ocorrem no escritório político do Setor Marista, em Goiânia, servem para que Iris Rezende manifeste aos vereadores a sua preocupação em relação às dificuldades que encontrará, a partir de 1º de janeiro, principalmente em relação a problemas emergenciais, como coleta de lixo, iluminação pública, recuperação de ruas e avenidas e funcionamento das unidades de saúde.

O peemedebista lembra, também, que demandas nas áreas de trânsito, transporte coletivo, pavimentação asfáltica e construção de casas populares exigem maior tempo da gestão e que, portanto, os resultados vão aparecer no curso do mandato de quatro anos. “Não há solução mágica, principalmente quando iremos receber as finanças da prefeitura em frangalhos”, registrou o prefeito eleito.

Mesmo após construir uma maioria folgada na Câmara Municipal – já conta com apoio de 25 dos 35 vereadores da futura legislatura -, Iris Rezende busca a “compreensão” do Legislativo, principalmente em relação aos primeiros meses da administração, “quando os problemas se agigantam e os recursos são escassos”.

Iris Rezende tem recebido, nesses encontros, sinais de “colaboração” por parte dos vereadores da futura base de sustentação política e até dos oposicionistas. “Não tem sentido colocar o prefeito, recém-empossado, na parede, exigindo soluções imediatas. Temos que ter compreensão das dificuldades que a próxima administração vai enfrentar e dar a contrapartida necessária para a recuperação da cidade”, afirmou o vereador Anselmo Pereira (PSDB), presidente da Câmara Municipal.

Outro vereador que entende que o prefeito Iris Rezende precisará de um “tempo mínimo” para colocar a “casa em dia” é Paulo Magalhães (PSD), reeleito em 2 de outubro. “Quem anda por Goiânia percebe que a cidade enfrenta muito problemas, como buracos por toda a parte, falta de coleta de lixo e de reposição da iluminação de ruas e avenidas. Iris vai precisar do apoio da Câmara para dar uma sacudida na cidade nos seis primeiros meses da gestão”.

Diálogo

Dos vereadores reeleitos, Iris Rezende já conversou, após as eleições do segundo turno, em seu escritório político, com Clécio Alves e Wellington Peixoto, ambos do PMDB; Felisberto Tavares e Izídio Alves, ambos do PR; Paulo Magalhães, do PSD; Rogério Cruz, do PRB; Anselmo Pereira, do PSDB; Paulinho Graus, do PDT; Zander Fábio, do PEN; e Milton Mercês, do PRP.

O peemedebista teve conversa proveitosa com os seguintes novos vereadores:  Andrey Azeredo, do PMDB; Allysson Lima, do PRB; Sabrina Garcêz, do PMB; Oséias Varão, do PSB; Keibe Morais, Jair Diamantino e Anderson Sales, todos do PSDC; Tiãozinho Porto, do Pros; Delegado Eduardo Prado e Gustavo Cruvinel, ambos do PV; Juarez Lopes, do PRTB; Cabo Senna, do PRP; Sargento Novandir e Emilson Pereira, ambos do PTN; e Paulo Daher, do DEM.

Comissão de transição

A comissão de transição, nomeada pelo prefeito Paulo Garcia (PT), repassou, na última sexta-feira, os primeiros dados sobre a administração aos auxiliares do prefeito eleito Iris Rezende (PMDB). Foi o terceiro encontro da comissão, formada por exigência do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). “Estamos cumprindo as exigências do TCM e principalmente fazendo um trabalho importante para Goiânia, que é garantir a sequência das informações administrativas para que a futura gestão conheça previamente toda a atual administração”, explica o procurador-geral do Município, Carlos de Freitas.

Foram entregues aos assessores de Iris Rezende cópias do Plano Plurianual (PPA), da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2017, da Proposta de Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2017, da relação dos servidores municipais, da relação dos procedimentos licitatórios e dos contratos, consórcios e convênios vigentes, dos termos de ajuste de conduta e de gestão firmados e do demonstrativo das obras em andamento, com a informação sobre seu estágio de execução.

Também foram repassadas cópias da legislação do município: Lei Orgânica do Município e leis complementares a ela; legislação referente à organização administrativa municipal, leis de organização do quadro de pessoal e complementares, tais como: Lei do Regime Jurídico, Estatuto dos Servidores Públicos do Município, Lei do Plano de Cargos e Salários; Lei de Parcelamento, Ocupação e Uso do Solo, Lei de Zoneamento, Código de Posturas, Plano Diretor, Código Tributário Municipal, Lei que instituiu a Guarda Municipal e projetos de Lei em tramitação na Câmara Municipal.

Ao todo, segundo Carlos Freitas, são quase 8 mil folhas e 16 mil cópias, cujo conteúdo está também disponível de forma digital no Portal da Transparência da Prefeitura de Goiânia.

Pela normativa do TCM, as informações de prestação de contas da atual gestão devem ser entregues aos representantes do prefeito eleito até dia 15 de janeiro, mas a orientação do prefeito Paulo Garcia é de que tudo seja repassado até o último dia útil deste ano, ressalta o procurador do Município, Carlos de Freitas.

A reunião foi realizada no Paço Municipal. Além do procurador Carlos de Freitas, participaram representando a atual gestão o secretário de Governo, Osmar Magalhães, o secretário de Finanças, Stenio Nascimento da Silva, o chefe de Gabinete do Prefeito, Paulo César Fornazier, e o secretário de Administração, Valdi Camárcio. Representam o prefeito eleito o auditor fiscal Ozéias de Souza, o ex-secretário de Finanças Dário Campos e o advogado Juliano Gomes Bezerra.

Iris, Gustavo e Maguito discutem repatriação durante encontro de prefeitos

Prefeitos de todo o País, reeleitos e eleitos, entre eles os eleitos Iris Rezende, de Goiânia, e Gustavo Mendanha, de Aparecida de Goiânia, participam, hoje, de um encontro em Campinas (SP). O atual prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, também estará presente.

A abertura da 70ª Reunião Geral ocorreu ontem, com as presenças do prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, atual presidente da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), e de Jonas Donizette (PSB), reeleito para governar Campinas por mais quatro anos.

Um dos temas em destaque será a repatriação de bens aprovada no Senado com repasses para os municípios, principalmente em tempos de crise econômica. Também estarão na pauta: garantias nos repasses da saúde, pagamento de precatórios à luz das recentes decisões judiciais, acesso aos depósitos judiciais de terceiros, adequações na LRF, repasses do FEX e decretos de calamidade pública.

De acordo com Maguito Vilela, 2º vice-presidente da Frente Nacional de Prefeitos, o encontro de Campinas será importante por permitir a troca de experiências e para que haja uma maior união dos gestores em assuntos comuns a todos os municípios. “Todos os gestores enfrentam um problema em comum que é a queda dos repasses federais e a crise financeira. Por isso estes fóruns são importantes para que a gente conheça a forma como cada administração está superando as dificuldades e planejando os investimentos”, afirmou o prefeito de Aparecida de Goiânia.

Durante a reunião, será lançado o anuário Multi Cidades – Finanças dos Municípios do Brasil – Ano 12/2017. Instrumento de transparência das contas municipais, a publicação reúne e organiza informações como receitas, despesas, indicadores financeiros e orçamentários. Nesta edição, os dados revelam, por exemplo, que os municípios direcionaram uma proporção ainda maior de sua receita de impostos para a saúde, mostrando também a forte queda das receitas correntes, entre outros assuntos.

 

Major Araújo: “Não falo com Iris desde a eleição” 

O vice-prefeito eleito de Goiânia, Major Araújo (PRP), afirmou ontem que não conversa com o prefeito eleito Iris Rezende (PMDB) desde a festa da vitória, em 30 de outubro. Araújo admite permanecer no exercício do mandato de deputado estadual, abrindo mão de exercer o cargo de vice-prefeito. Ele justifica que recebe “pressão das bases políticas”, como dos policiais militares e servidores públicos, para continuar no Legislativo estadual.

Em entrevista ao portal A Redação, Major Araújo negou que tenha tratado desse assunto com Iris Rezende ou que esteja sendo consultado para a formação do secretariado. “Iris foi eleito prefeito e cabe a ele formar sua equipe de governo e consultar quem ele acha necessário. Nunca pensei em cargo, nem em indicar ninguém para a prefeitura”.

Major Araújo revelou ainda que foi na escolha de seu nome para candidatura a vice-prefeito que teve a conversa mais longa com Iris. “Ainda não tive oportunidade de conversar com o Iris. Não estou brincando. Mas é que o prefeito está cheio de compromissos, articulando com a maioria na Câmara, com a base aliada. Nosso último contato foi no dia da votação. Mas assim que conseguir falar com ele tomo minha decisão. Até o dia 16 de dezembro decido se assumo ou não”, disse Araújo.

O deputado fez questão de ressaltar que Iris vai ser o primeiro a ficar sabendo da sua decisão e que não pretende ser um vice-prefeito sem voz ativa na administração. Ele explica que, durante a gestão, pretende tomar decisões e continuar fazendo oposição ao governo estadual. “Se o prefeito [eleito] Iris Rezende entender que eu não vou atrapalhar a administração dele, eu assumo o cargo. O que não vou aceitar é ser apenas um representante do chefe do Executivo municipal nos eventos em que ele não puder ir. Não serei um vice-prefeito que só aguarda ordens”, ressaltou.

Araújo explicou ainda que os representantes da classe militar e das entidades militares estão pedindo para que ele não deixe o mandato na Assembleia Legislativa. Segundo ele, o medo desse segmento é que a oposição na Casa perca força com sua saída. “Tenho que respeitar e levar em consideração o que diz o segmento militar, afinal, foram eles que me elegeram e reelegeram deputado estadual”, concluiu.

 

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