VENCE O MEDO PELA RAZÃO
Redação DM
Publicado em 29 de novembro de 2016 às 00:52 | Atualizado há 10 anosA vida quase pacata de uma cidade do interior de Goiás, além do suave tédio que alonga as horas, também proporciona uma volta quase incisiva da gente para dentro da gente mesmo. Ensimesmamo-nos para não nos perdermos nos silêncios humanos e na algazarra dos pássaros, insetos e animais.
Nesse caminhar para o próprio interior, descobrimos memórias, lembranças, vivências e sentimentos quase perdidos na pátina que a vida vai agregando sobre o indivíduo que um dia fomos. Debaixo dessa casca descobrimos detalhes aparentemente mínimos que nos fizeram personas, quase todas de alguma forma semelhantes. Uniformes.
No meu caso, a religião cristã católica, com seus dogmas, catecismos, ritos e profusas proibições e impedimentos, me fez contido. Quase um moralista. Sem nenhuma razão de o ser.
Mas envelhecemos. Recolhemos ao silêncio e imobilismo da vida sênior. E nossas estruturas primordiais vêm à tona e nos faz, de novo, céticos, libertários e avessos às verdades que não passam pelo filtro de nossa consciência lógica. Hoje, creio, como Albert Einstein, que “tudo é milagre ou nada é milagre”. Dependendo da mente e dos olhos de quem vê.
O medo, o filho bastardo que o instinto de sobrevivência gerou no útero da ignorância já não me atinge como antes. Muito mais pela fraqueza do instinto básico de todos os vivos do que pela sabedoria acumulada.
Quando vejo o país e o mundo cada vez mais amedrontados diante do futuro implacável que ninguém pode evitar, penso que talvez esse sentimento coletivo de pânico e revolta venha muito mais da crença nos dogmas do que de uma perfeita visão do real.
A História do Universo só tem um sentido: o do aperfeiçoamento. Dolorosos são todos os partos. Custosas e difíceis são todas as descobertas. Mas são estas dores que rompem a casca da vida e da evolução e geram o novo. Se o medo tivesse triunfando sobre o desejo, até hoje estaríamos nas cavernas, nas árvores ou nus e broncos nas savanas e estepes da África matriz.
Ser humano é ultrapassar o natural e tornar realidade todos os sonhos. Até os aparentemente impossíveis. A utopia não é um lugar que não existe. É um objetivo tão sublime que os medíocres acreditam inalcançável.
Há muito tempo os sábios poetas e os místicos iluminados vêm avisando sobre o perigo da covardia e da ignorância. Além dos preconceitos, ódios, separações, exclusões e mortes, o obscurantismo das superstições acarreta o imobilismo e a estagnação. É a única doença que pode, realmente, destruir a Humanidade.
LUZ QUE OFUSCA OS FRACOS
Na mais recente mensagem enviada pelo espírito de Fábio Nasser ao seu pai, pode-se perceber o quanto esse arrazoado de ideias que alinhavei acima parece ter alguma razão. O incômodo que amedronta os povos nada mais é que o fulgor do cosmo que se harmoniza cada vez mais. “O mundo pode parecer perturbador, mas até para o caos existe ordem” escreve o espírito do irrequieto e arguto jornalista. Tranquiliza com a mesma sabedoria que empodera e tranquiliza as mentes.
Como sempre faz, Fábio ajuda ao seu pai, Batista Custódio, a melhor compreender cada momento da imensa luta que trava há mais de quatro décadas para consolidar seu jornal e fazer valer sua mensagem de justiça e verdade no Estado. O filho que esteve fisicamente presente a muitos momentos dramáticos da vida do fundador do Diário da Manhã, agora permanece atento com suas faculdades espirituais auxiliadas pelos luminares da Verdade Eterna.
Logo após lembrar a verdade primeira, onde uma catastrófica explosão gera a mais sublime ordem e beleza, Fábio lembra ao pai o quanto a luta é renhida até os últimos combates. “A caminhada chegou a uma etapa conclusiva”, anuncia admitindo perceber que “tantas dúvidas ainda se fazem presentes”.
Para Fábio, o comando da Sublime Realidade sobre todos os fatos do Universo é taxativo, inegável. Mesmo o que parecem ser nossas desgraças são bênçãos que caem como a luz do Sol que queima e resseca, mas igualmente ilumina e dá vida. A depender da capacidade de cada um ao absorver a dádiva. Assim, garante: “O mundo passa por transições há muito anunciadas.”
Seu espírito hoje libertado das cadeias da carne e das paixões entende a ordem suprema que permeia todos os seres e os fatos. “O caminho andado até aqui seguiu e seguirá sob a orientação do Mais Alto”, avisa amorosamente consolador.
E, como sempre faz, antecipa, como o visionário João de Patmos em seu Apocalipse, que a vitória final justificará as dores da batalha. É o sangue, lágrimas e dores dos justos e dos bons que fertilizam as forças da Justiça Eterna. “O senhor verá dificuldades serem resolvidas”, revela Fábio.
“Ideias novas chegam para ajudá-lo nesse período de transição. E estamos firmes ao seu lado, enquanto muitos ainda lutam contra.” Essas palavras de conforto têm sido o combustível desse verdadeiro navio de sonhos que navega acima das ondas de mediocridade e inveja que sacodem os mares da vida cá nesse sertão de ideias chamado Goiás.
Ton Alves, jornalista, professor de Filosofia, frei capuchinho e ex-assessor da CNBB
A carta
Meu pai, abençoe-me.
Nossos corações encontram-se em um processo de simbiose: o senhor sente a minha presença e eu trago-o todo tempo em mim mesmo.
Realmente, meu pai, a caminhada chegou a uma etapa conclusiva, onde tantas dúvidas ainda se fazem presentes.
O caminho andado até aqui seguiu e seguirá sob a orientação do Mais Alto.
O senhor verá dificuldades serem resolvidas.
Idéias novas chegam para ajudá-lo nesse período de transição.
E estamos firmes ao seu lado, enquanto muitos ainda lutam contra.
No meu quarto aqui no Plano Espiritual
tem um quadro belíssimo de Jesus,
com a seguinte frase:
“– A porta que Deus abre, homem algum fechará.”
E em todo trabalho que pude acompanhar, presenciei essa verdade de muito perto.
Não se angustie.
Não se preocupe com o amanhã. Deus está no comando de tudo.
O senhor pode sentir o verdadeiro amor dos meus irmãos. Esteja mais próximo deles e confie em suas mudanças. São verdadeiras.
A Imara daria sua própria vida para salvá-lo. Acompanho-a de muito perto. Sinto e recebo todas as suas orações.
Meu pai, o mundo pode parecer perturbador, mas até para o caos existe ordem.
O mundo passa por transições há muito anunciadas.
Mas os herdeiros irão herdar a Terra pacificada, sem dor e sofrimento.
Os Luminares do Senhor desceram à Terra para acompanhar de perto o processo evolutivo.
Tenho trabalhado muito, procurando servir aos desencarnados dos confrontos civis.
Os bombardeios refletem em nosso Céu,
com uma perturbação aos recém-chegados.
Todos nós falamos a mesma língua.
E nosso trabalho surge para
se evitar conflitos maiores.
Fui motivado a buscar esse trabalho pelo meu intelecto de jornalista, mas não há tempo nem para anotações. Tudo está na memória.
Por isso os brasileiros deviam
amar e honrar muito a Pátria do Cruzeiro.
Que está isenta desses confrontos
e carmas coletivos.
Mas esse País abençoado caminha
para receber o Luzeiro de Deus.
Preciso agradecer a todos que ombreiam contigo. São abençoados Cireneus.
E na certeza que o seu coração conseguirá receber o meu ósculo de amor e gratidão,
peço a Deus que o abençoe e fortaleça.
Com todo amor do seu, sempre seu
Fábio Nasser Custódio dos Santos”