Cotidiano

Produtor de abacaxi de Jaraguá tem prejuízo de R$ 216 mil

Redação DM

Publicado em 27 de novembro de 2016 às 01:00 | Atualizado há 2 anos

O produtor de abacaxi Darcy Almeida Branco atua no ramo de produção e compra para revenda do fruto há 20 anos no município de Jaraguá, a 120 km de Goiânia. Há cinco meses o empresário levou um calote de monta de R$ 216 mil, após vender 11 cargas de abacaxi para comprador que pagou a primeira parcela, no valor de R$ 71 mil, com cheque roubado. A vítima procurou a reportagem do Diário da Manhã em busca de saída para o caso que se estende há meses na delegacia do município sem solução.

Darcy acredita na existência de uma organização criminosa que poderá causar mais prejuízos a outros produtores da região de Jaraguá. Ele acredita que Fábio Oneshi, nome dado pelo suposto estelionatário, possui uma organização criminosa esquematizada, uma vez que este conseguiu adquirir e distribuir grandes volumes de produtos no Estado. “Recentemente ele comprou oito carretas de melancias de um outro produtor em Uruana. Ele tentou negociar mais compras com outros produtores da região e fez uso de outros nomes, mas o telefone era o mesmo”, acusa.

Almeida contou que teve acesso a Fábio Oneshi por indicação do dono de um escritório de fretamento e agenciamento de caminhões na cidade de Uruana, conhecido por João Antônio de Souza. “Ele fez ótimas recomendações, disse que Oneshi estava comprando melancia na região, pagando um bom preço, além de certo com os pagamentos, realizados na data acordada”, definiu.

Acreditando nas referências positivas dadas por João, Darcy negociou com Fábio entregando-lhe entre os dias 23 de abril e nove de maio, 11 cargas de abacaxi no valor de R$ 216.800, incluindo despesas de carregamento. No prazo acordado Fábio fez um pagamento em cheque no valor de R$ 71,580 depositado na conta de Darcy como parte do liquidação da compra.

Mas, para surpresa do produtor, quando este foi ao banco conferir o deposito do cheque, descobriu que o mesmo havia sido devolvido por se tratar de um cheque roubado. De imediato Darcy entrou em contato com os motoristas que levavam as cargas perguntando se Fábio tinha pagado os fretes para eles, o que foi confirmado. Contudo, estes disseram que a cargas, estranhamente, foram descarregadas em endereços distintos do combinado como: galpões abandonados, lotes vazios. Sendo posteriormente retiradas por veículos de pequeno porte.

Para Darcy isso demonstra que Fábio possui uma organização criminosa, o que justifica ele ter conseguido adquirir e distribuir grandes volumes de frutas. “Durante todo esse tempo, ele manteve contato comigo, ligava sempre pedindo mais carregamento, mas quando aconteceu do primeiro cheque voltar perdemos o contato com ele”.

Diante do iminente calote, o produtor procurou um advogado que o acompanhou à Delegacia de Jaraguá ,onde fez boletim de ocorrência, no dia 3 de junho, denunciando a fraude. Mas, até o momento, o empresário afirma que nada foi feito para solucionar o caso.

“O Fábio deixou um rastro muito grande, como o local onde os caminhões foram descarregados, o telefone celular que ele usa até hoje e pode ser rastreado, e o fato das operações que ele fazia serem de grandes volumes. Isso tudo dá indícios de que o caso já poderia ter sido solucionado. Mas o processo não anda e isso deixa todos os produtores da região alarmados com a ocorrência em que um estelionatário entra na região e não é preso”, avalia.

A reportagem do Diário da Manhã tentou obter maiores esclarecimentos sobre o caso ao entrar em contato com a Delegacia de  Polícia de Jaraguá, mas não conseguiu retorno.

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