Nióbio – poder de barganha
Redação DM
Publicado em 27 de novembro de 2016 às 00:45 | Atualizado há 10 anosQualquer um que possuísse 98% de todo o dinheiro do mundo seria o ser humano mais poderoso da face da terra. Uma verdade incontestável, porém utópica. Certamente estamos nos referindo ao potencial de riqueza que o nosso solo pátrio ostenta em relação ao concerto universal das nações deste planeta. O nióbio é uma dessas invejáveis riquezas. O Brasil possui 98% deste valioso mineral em seu território.
Subestimamos e desconhecemos a importância deste mineral na indústria moderna de ponta dos países altamente desenvolvidos na América do Norte, Europa e Ásia. Os órgãos de divulgação do nosso país somente comentam banalidades omitindo negligentemente notícias sobre assuntos estratégicos, econômicos e financeiros de real valor. Um país que possui um elemento mineral raro muito utilizado no campo das pesquisas e fabricação de artefatos modernos altamente estratégicos, tais como reatores para aviões, satélites artificiais, energia atômica, armamento, aparelhos sofisticados de toda natureza, e muitos outros por nós desconhecidos, nos maiores centros industriais do mundo, não pode deixar em mãos de uma única empresa privada, sem nenhum controle, a extração, refino e comercialização de um metal tão importante.
O governo federal precisa agir politica e urgentemente para controlar a exploração desse raro e precioso mineral para se apresentar como o único e absoluto controlador de tudo: quantidade a ser explorada, preço no mercado internacional de metais raros e dirigir a sua comercialização visando gerar recursos vitais para nossa ascensão ao pódio dos países ricos e desenvolvidos do mundo. Com tanto poder de barganha e detentores de um trunfo nas mãos, não é razoável ficarmos sempre de pires na mão pedindo migalhas aos poderosos para sairmos do atoleiro de um país eternamente conhecido como “em desenvolvimento”.
(José Batista Pinheiro Cel Ref EB (Rio de Janeiro, 19.11.2016))