Cotidiano

Estudantes protestam contra decisão de transformar escola em tempo integral

Redação DM

Publicado em 23 de novembro de 2016 às 23:55 | Atualizado há 1 ano

Estudantes da Escola Estadual Presidente Castelo Branco, de Campinas, saíram às ruas em protesto contra a  Secretaria de Estado da Educação, Cultura e Esporte (Seduce). Ele são contra transformar a unidade de ensino em escola de tempo integral. O protesto teve adesão dos professores, que alegam que a medida é feita sem planejamento. Os alunos saíram às ruas vestidos de preto, na manhã de quarta-feira (23), e percorrem a Avenida Anhanguera carregando faixas e se dirigiram até a Seduce. Polícia Militar acompanhou todo o protesto que aconteceu de forma pacífica

Segundo os estudantes, não houve diálogo com a comunidade escolar. A mudança já será feita no início do ano letivo de 2017, e só foi repassada aos estudantes após terem feito a renovação da matrícula. “Toda a comunidade escolar é contra essa implantação do ensino integral na Escola Presidente Castelo Branco. Foi uma decisão vinda de última hora, sem comunicar os alunos, professores. O Setor Campinas já possui um colégio integral, e os alunos que hoje estudam aqui não têm condições de mudar de escola, porque muitos trabalham no período em que não estão estudando”, afirmou o aluno, Marcos Paulo Campos, do terceiro ano.

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Segundo o Marcos Paulo, a escola não possui estrutura física para abrigar um ensino em tempo integral.  “Eles querem implantar no início do ano que vem este ensino integral, sendo que a escola não possui estrutura física para abrigar estes alunos. O espaço livre que o Colégio possui é pequeno e não comportaria de forma adequada e com o mínimo de conforto estes alunos e professores. Deveria ter existido um diálogo com os alunos, professores e pais e só então definir o que seria feito, e não de forma arbitrária impor uma mudança que está sendo rejeitada por toda comunidade estudantil”, argumentou.

A Seduce diz que embasa sua decisão na Medida Provisória – 746 (Reforma do Ensino Médio), prevê a implantação do ensino de tempo integral. Secretário Geral do Sintego, Arquidones Bites diz que o sindicato não é contra a escola integral, mas ressalta que  “a MP do Ensino Médio é arbitrária. Nem a ditadura mudou a Educação sem discutir com os educadores. Mudar a Educação por medida provisória é um absurdo e querer implantar na marra uma escola de período integral sem contratar mais professores e servidores administrativos é mais absurdo ainda”, desabafa.

Alunos, professores e sindicalistas foram recebidos por gestores da Seduce que diz que irá manter a decisão e informa que o Governo Federal, por meio do MEC, disponibilizará recursos financeiros para que a escola seja adaptada em sua estrutura física.

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