Caiado diz que vai construir sua candidatura ao governo
Redação DM
Publicado em 23 de novembro de 2016 às 00:45 | Atualizado há 10 anosO senador e presidente estadual do DEM, Ronaldo Caiado, afirmou que tem humildade para saber que a candidatura ao governo de Goiás, às eleições de 2018, terá que ser construída. “Jamais escondi a minha vontade de concorrer ao governo de Goiás. Tenho humildade para saber que essa candidatura tem que ser construída.”
Ronaldo Caiado disputou, sem sucesso, as eleições para governador do Estado, em 1994, quando começou a campanha como líder das pesquisas, mas sequer chegou aos segundo turno, disputado por Lúcia Vânia (PP) e Maguito Vilela (PMDB), este o vencedor. Caiado exerceu, por cinco vezes, mandato à Câmara Federal. Em 2014, elegeu-se, pelo DEM, em aliança com o PMDB, senador da República, derrotando Vilmar Rocha (PSD), candidato da base governista.
Ronaldo Caiado sabe que a oposição, notadamente o PMDB, tem também duas outras alternativas na corrida ao governo estadual: o deputado federal e presidente estadual do partido, Daniel Vilela, e o ex-governador e prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela. O PT, adversário histórico do DEM, poderá lançar novamente o ex-prefeito e agora vereador eleito de Anápolis, Antônio Gomide.
Em entrevista ao repórter Vinícius Dôntolo, da Rádio 730/AM, o democrata deixou claro que não apoiou Iris Rezende à Prefeitura de Goiânia, este ano, esperando “reciprocidade” ao seu projeto de concorrer ao Palácio das Esmeraldas. “Eu não sou um político de fazer cobranças. Em todos os momentos, sempre agradeci muito o PMDB. Sei o quanto o PMDB foi importante para a minha eleição ao Senado. A minha admiração pelo Iris se consolidou ainda mais depois que tive a oportunidade de fazer uma campanha ao seu lado em 2014 e daí a minha convicção de que ele tinha o melhor perfil para Goiânia”.
O senador do DEM ressaltou que o seu apoio a Iris Rezende nas eleições deste ano se refere ao melhor para Goiânia. “Tenho a certeza que lutei pela melhor alternativa e, graças a Deus, esse projeto foi vitorioso. O PMDB terá, eternamente, um senador grato e que saberá retribuir o apoio que me deram para chegar ao Senado Federal como representante de Goiás.
Questionado sobre como recebeu a denúncia de que o ministro Geddel Vieira tentou interferir junto ao Ministério da Cultura para defender interesse pessoal, na Bahia, Ronaldo Caiado disse que cabe ao Conselho de Ética da Presidência da República tomar as providências que o caso requer. “Ordem pessoal se trata em outra seara, não na estrutura de governo. Qualquer um que tenha que esclarecer alguma coisa deve se afastar do governo e finalizada a discussão, aí sim poderá retornar ao quadro de ministro de estado.”
Confira a íntegra da entrevista
A presença mais acentuada do senhor nas redes sociais é uma estratégia para fortalecer seu projeto de concorrer ao governo de Goiás em 2018?
– Jamais escondi a minha vontade de concorrer ao governo de Goiás. Tenho a humildade para saber que essa candidatura tem que ser construída. Em uma eleição majoritária, o candidato precisa ter votos. A estrutura de campanha é fundamental, mas a pessoa precisa ter capacidade de poder aglutinar apoios. Veja bem: Iris Rezende ganhou as eleições, este ano, em Goiânia, contra as máquinas da prefeitura e do governo estadual. Esse é o sinal maior de que o prestígio que ele construiu ao longo de sua vida pública foi um fator determinante. Sou sabedor também que uma aliança é fundamental em qualquer eleição majoritária. Qualquer um que for indicado como candidato a governador, pela oposição, nas próximas eleições, terá que ter uma ampla aglutinação de partidos para alcançar capilaridade eleitoral junto aos municípios, maior tempo na propaganda de rádio e televisão e ainda junto aos diversos segmentos da sociedade e reunir condições para apresentar e debater suas ideias.
Nas eleições deste ano para a Prefeitura de Goiânia, o senhor foi um dos incentivadores para que retomasse a candidatura e vencesse o pleito. Para 2018, o PMDB diz que terá candidato próprio a governador. O senhor espera reciprocidade de Iris à sua candidatura?
– Eu não sou um político de fazer cobranças. Eu ajo diferente, sempre procuro ajudar as pessoas sem cobrar de quem quer que seja. Em todos os momentos, sempre agradeci muito o PMDB. Sei o quanto o PMDB foi importante para a minha eleição ao Senado. A minha admiração pelo Iris se consolidou ainda mais depois que tive a oportunidade de fazer uma campanha ao seu lado em 2014 e daí a minha convicção de que ele tinha o melhor perfil para Goiânia, por conhecer a cidade bairro a bairro, rua a rua, com capacidade de gestão, de somar forças e de realizar uma grande administração. Agora, isso aí não é cobrança para as eleições de 2018. Esse meu apoio a Iris se refere ao melhor para Goiânia. Tenho a certeza que lutei pela melhor alternativa e, graças a Deus, esse projeto foi vitorioso. O PMDB terá, eternamente, um senador grato e que saberá retribuir o apoio que me deram para chegar ao Senado Federal como representante de Goiás.
O que o senhor diz sobre o envolvimento do governo Temer em mais uma denúncia sobre comportamento ético de seus ministros, agora envolvendo Geddel Vieira Lima?
– O Conselho de Ética da Presidência da República deve se pronunciar rapidamente que, inclusive, manifestou que Geddel Vieira será auditado nas suas ações como ministro de Estado. É assunto que diz respeito mais diretamente ao presidente da República, por ser um cargo de confiança.
O senhor sempre se manifestou combativo em relação aos governos do PT, especialmente em relação à gestão de Dilma Rousseff. Mantém essa mesma postura em relação às polêmicas, dúvidas e instabilidades do governo Temer?
– Em relação aos ministros que foram demitidos ou que pediram o seu próprio afastamento, a minha posição sempre foi a mesma, ou seja, o governo não está ali para resolver problema pessoal de ninguém. Ordem pessoal se trata em outra seara, não na estrutura de governo. Qualquer um que tenha que esclarecer alguma coisa deve se afastar do governo e finalizada a discussão, aí sim poderá retornar ao quadro de ministro de estado. Eu me posicionei assim e sempre fui claro quando alguns ministros não estavam de acordo com aquilo que a sociedade esperava. O presidente também os demitiu ou eles encaminharam seus pedidos de exoneração. As crises continuarão existindo, mas pelo menos na área econômica, estamos vendo no governo Temer um novo balisamento, uma nova pespectiva. Com a PC 55 sobre o limite de gastos, a reforma da Previdência, as mudanças na legislação trabalhista são pontos que vão tirar o país da crise. O ponto alto do governo Temer é se ter alternativas e não à época da presidente Dilma Rousseff que sinalizava com a volta da CPMF ou senão que os trabalhadores teriam que abrir mão de trinta por cento dos salários nos acordos com os patrões. Ao mudarmos as pespectivas da Previdência e das regras da legislação trabalhista para podermos ampliar a oportunidade de emprego e, ao mesmo tempo, termos uma aposentadoria que seja garantida aos brasileiros, que não existe hoje, porque o PT assaltou da Petrobras até os aposentados.
A PEC do teto dos gastos públicos passa no Senado Federal?
– Vai passar com uma margem ampla de votos no Senado Federal. Estará contra o governo apenas as bancadas do PT e do PCdoB, que é características deles, pois votaram contra a Constituição de 1988, contra a Lei de Responsabilidade Fiscal e o Plano Real. Eu costumo dizer no plenário do Senado: quando o PT está contra, pode-se ter a certeza de que se está no caminho certo. Eles sempre fizeram oposição ao Brasil e com isso o país chegou a essa situação. O povo acordou e aquele ambiente de caos não existe mais.
“Esse meu apoio a Iris se refere ao melhor para Goiânia. Tenho a certeza que lutei pela melhor alternativa e, graças a Deus, esse projeto foi vitorioso. Não tem nada a ver com as eleições para governador em 2018”
“Eu costumo dizer no plenário do Senado: quando o PT está contra, pode-se ter a certeza de que se está no caminho certo. Eles sempre fizeram oposição ao Brasil e com isso o país chegou a essa situação”