Cotidiano

Produção industrial recua 11,5% em Goiás

Redação DM

Publicado em 8 de novembro de 2016 às 20:56 | Atualizado há 10 anos

A produção industrial goiana recuou 11,5% em setembro deste ano em relação a setembro de 2015. O indicador consta dos dados ontem divulgados pelo IBGE, através da Supervisão de Documentação e Disseminação de Informações em Goiás. Na série com ajustes sazonais, décima terceira taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto.

No Brasil, houve queda de 4,8% na mesma base de comparação, puxada pelo recuo da produção industrial em 13 dos 15 locais pesquisados, acompanhando o movimento de queda na produção. Em relação ao mês de agosto de 2016, a produção industrial do Estado teve variação negativa de 3,3%, maior recuo observado entre as regiões pesquisadas, enquanto a nacional avançou 0,5%, observa a pesquisa.

Em termos regionais, ainda em relação ao movimento deste índice na margem, onze locais mostraram taxas negativas, com destaque para os recuos mais acentuados assinalados por Goiás (-2,6%), Amazonas (-1,9%), Ceará (-1,7%), Santa Catarina (-1,4%), Bahia (-1,3%), Rio de Janeiro (-1,3%) e Paraná (-1,2%). Por outro lado, Espírito Santo (1,2%) registrou a principal expansão em setembro de 2016.

Impactos negativos

Na comparação com igual mês do ano anterior, a indústria de Goiás recuou 11,5% em setembro de 2016, com sete das nove atividades investigadas apontando redução na produção.

Os principais impactos negativos sobre o total na indústria foram observados nos setores de veículos automotores, reboques e carrocerias (-68,9%), de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-14,1%) e de produtos alimentícios (-6,0%), pressionados, especialmente, pela menor produção de automóveis e veículos para o transporte de mercadorias, no primeiro; de álcool etílico, no segundo; e de óleo de soja refinado e em bruto, tortas, bagaços, farelos e outros resíduos da extração do óleo de soja, leite em pó, leite condensado e leite esterilizado/UHT/longa vida, no último.

Indústrias extrativas

 Outras pressões negativas importantes vieram das atividades de indústrias extrativas (-15,1%), de produtos de minerais não-metálicos (-15,7%) e de produtos de metal (- 29,0%), explicadas, em grande parte, pela queda na produção de fosfatocobre e amianto, na primeira; de cimentos “portland”, chapas, ladrilhos, telhas e canos de cimento, telhas de cerâmica, elementos pré-fabricados para construção civil de cimento ou concreto e massa de concreto preparada para construção, na segunda; e de latas de ferro e aço para embalagem, esquadrias de ferro e aço e estruturas de ferro e aço, na última.

Em sentido oposto, os setores de metalurgia (17,6%) e de outros produtos químicos (2,7%) exerceram as contribuições positivas sobre o total da indústria nesse mês, impulsionados, especialmente, pela maior produção de ouro e ferro-nióbio, no primeiro; e de fosfatos de mono-amônio (MAP) e super-fosfatos, no último.

No índice acumulado para os nove meses de 2016, o setor industrial goiano assinalou redução de 7,5% frente a igual período do ano anterior, com sete das nove atividades investigadas mostrando queda na produção.


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