Os desafios da contabilidade pública para o novo gestor
Redação DM
Publicado em 5 de novembro de 2016 às 01:36 | Atualizado há 10 anosA Contabilidade Pública vive momentos decisivos no País. Isso se dá devido às grandes mudanças ocorridas no Brasil nos últimos três anos, ocasião em que tivemos o início, o ápice e a (possível) queda da crise econômica brasileira. Este ramo da contabilidade deveria ser mais explorado não apenas por seus respectivos profissionais, mas também melhor esclarecido para a sociedade como um todo, pois suas derivações refletem direta ou indiretamente na vida da população.
Vale lembrar que a crise macroeconômica iniciada na América do Norte em 2008 gerou um efeito cascata que posteriormente atingiu o nosso País em todos os seus segmentos, gerando um alto índice de desemprego (conta-se 12 milhões de pessoas) e elevada taxa de inflação. No setor público brasileiro, tal crise provocou uma falta de credibilidade e a utilização indevida por determinados gestores daquilo que é público. A falta de conhecimento da população causou lacunas no trato público, por não haver interpretação e apropriação dos fatos em lançamentos contábeis.
É dever do cidadão fiscalizar as ações exercidas pelo gestor público, e é obrigação deste último fazer a correta aplicação da Contabilidade Pública no decorrer da sua gestão. Prezando pela transparência nas contas públicas, bem como em uma prestação de contas coerente com o porte do município, o Conselho Regional de Contabilidade de Goiás realiza a quarta edição do Simpósio Nacional de Contabilidade Aplicada ao Setor Público (IV SINCASP).
A ser realizado nos dias 10 e 11 de novembro, trata-se de um dos mais importantes Simpósios voltados para a Contabilidade Pública no Brasil, e o CRCGO tem o privilégio de sediar o evento com a participação de palestrantes renomados e boa vivência no setor público da Contabilidade. Anualmente o SINCASP é realizado em Goiás, sendo esta uma oportunidade ímpar para que profissionais contábeis e demais cidadãos possam receber orientações acerca da nova Contabilidade Pública brasileira.
A transparência da coisa pública tem se tornado um anseio cada vez maior de boa parte da população. Neste caso, o melhor caminho é o da fiscalização, de modo que a transparência não soe como uma espécie de obrigação da parte dos Poderes Executivo e Legislativo, e sim como um ato carregado de sua devida importância e constante aproveitamento. O controle social torna-se uma consequência natural a partir do momento em que a sociedade e a atual gestão se unem para o tratamento da Contabilidade voltada para o setor público.
Com o fim da campanha eleitoral, os novos prefeitos e vereadores no Brasil deverão se atentar para a recente fase da Contabilidade brasileira. Nos últimos anos, o eleitor tem assumido uma posição mais crítica a respeito do desempenho do seu gestor, situação essa que instiga o agente político a se renovar, se precaver, e acima de tudo, prestar respeito e o devido valor ao cidadão que o elegeu.
(Einstein Paniago, vice-presidente de Registro do CRCGO)