Ganhou. Mas não levou
Redação DM
Publicado em 2 de novembro de 2016 às 01:25 | Atualizado há 2 anos

A expressão “ganhou, mas não levou” se aplica a três candidatos mais votados, em Petrolina de Goiás (Dalton Vieira –PP), Rio Quente (João Pena – PR) e Senador Canedo (Divino Lemes – PSD). Embora tenham vencido a eleição no primeiro turno, suas candidaturas foram alvo de ações que tornam seus registros indeferidos, com recurso à espera de julgamento na Justiça Eleitoral, e, em caso de indeferimento, novas eleições serão marcadas nestas cidades.
Divino Lemes (PSD) teve 21.382 votos, o dobro do segundo colocado, Zélio Cândido (PSB), que obteve 11.160, porém, perdeu por seis votos a zero o seu recurso junto ao tribunal pleno do TRE-GO (Tribunal Regional Eleitoral de Goiás). Lemes continua com o registro de sua candidatura indeferido. O relator do processo afirma que Divino Lemes cometeu atos de improbidade administrativa, mas a defesa do candidato ainda sim pretende reverter a decisão no TRE-GO, caso também não obtenha êxito, ainda poderá recorrer ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Em Petrolina de Goiás, o TRE-GO aceitou recurso da coligação adversária, representada pela candidata Professora Magda (PMDB), e manteve indeferido o registro de Dalton Vieira (PP). Até o fechamento desta edição o tribunal ainda não havia julgado o caso do candidato de Rio Quente, João Pena (PR).
Luziânia
Em Luziânia, o prefeito reeleito Cristóvão Turmin (PSD) também disputou a eleição sob questionamento da Justiça, porém, na última quinta-feira (27/10), ele confirmou sua eleição. Por 4 votos a 2, o Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) deferiu o registro da sua candidatura, e assim Turmin poderá tomar posse para governar por mais quatro anos o município.
Cristóvão Turmin teve 39.660 votos nas eleições do primeiro turno ( 2/10), contra 38.942 de Marcelo Melo (PSDB) e 7.345 de Augustinho (PSol). No entanto, como a candidatura de Tormin estava indeferida, ele não foi considerado o vencedor do pleito e uma nova votação seria realizada.
A inscrição da chapa de Tormin havia sido impugnada por causa de uma suposta fraude no registro da ata de convenção do seu partido. Ela teria sido modificada posteriormente, com a inclusão de novos inscritos cinco dias após sua criação. O advogado de Marcelo Melo informa que irá recorrer junto ao TSE. Em entrevista ao jornal Correio Braziliense, Idelcio Magalhães informou que entrará com o recurso, por entender que “existe uma fraude que é latente. Ainda estamos discutindo, mas com certeza haverá recurso,” protesta.
TSE
Levantamento realizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que 145 candidatos foram os mais votados para prefeito, mas concorreram com seus registros de candidatura indeferidos com recursos à espera de julgamento na Justiça Eleitoral. Segundo a legislação eleitoral, os candidatos com registros indeferidos e que apresentaram recurso puderam realizar todos os atos de campanha e tiveram o nome e número nas urnas eletrônicas na circunscrição onde concorreram. Porém, os votos só podem ser computados se a Justiça Eleitoral deferir o registro da candidatura. Nenhum desses municípios tem mais de 200 mil eleitores, e neles não poderia haver segundo turno. São Paulo e Minas Gerais são os Estados com o maior número de candidatos mais votados a prefeito com registro indeferido, cada um com 24. Em seguida vem o Paraná, com 17 candidatos nessa situação, Bahia, com 12, Rio de Janeiro, com dez candidatos, e Goiás, com quatro.