Somos todos responsáveis por nossas cidades
Redação DM
Publicado em 30 de outubro de 2016 às 01:00 | Atualizado há 10 anosMais uma vez a amada democracia será exercitada em nosso país. Em cidades com mais de 200 mil eleitores e em que nenhum dos candidatos tenha alcançado mais de 50% dos votos válidos haverá um segundo turno para escolha dos prefeitos que vão administrar esses municípios pelos próximos quatro anos. Esse segundo turno é uma inovação contida na Constituição Federal outorgada em outubro de 1988.
O objetivo desse modelo de escolha dos administradores é principalmente dar maior legitimidade ao vencedor do pleito, ou validar as eleições como a vontade expressa pela maioria da sociedade. Isso acontece também com as eleições para presidente da República e governadores dos estados e do Distrito Federal. Esse é o exercício pleno da democracia que os legisladores constitucionais almejaram para garantir que os eleitos para cargos do Executivo sejam os que conseguem convencer um maior contingente de eleitores de que suas propostas são as melhores e que sua postura como político e como cidadão também o credenciam para o cargo.
A maçonaria esteve sempre presente nas discussões para aprimorar nosso modelo político e nossos irmãos estão engajados nas principais campanhas para fazer com que as eleições sejam sérias, limpas e representem os anseios da população por dias melhores. Por isto estivemos sempre ao lado das demais instituições sérias do Brasil em campanhas de conhecida relevância como a Lei da Ficha Limpa, o fim do caixa 2 nas eleições e as campanhas por ética na política, porque sem esses princípios não poderemos sonhar com um Brasil liberto dos vícios e plenamente justo para os brasileiros.
Mas, o que significa irmos novamente às urnas, qual o sentido de escolhermos entre um ou outro candidato que será o gestor de nossas cidades. Qual a necessidade de participarmos de um processo que frequentemente recebe críticas de tantos expoentes da sociedade e que por vezes não consegue responder ao que pretendemos e precisamos para nossas cidades. Por que devemos voltar às urnas e darmos nosso voto para um ou outro candidato.
A maçonaria universal prega o respeito à autoridade, à ética e à crença de cada um, por isto todos temos compromisso com a democracia, e os maçons com maior responsabilidade porque nossa Sublime Ordem participou sempre da construção do Estado Democrático de Direito. Estivemos na linha de frente contra o arbítrio e seremos sempre os arautos da liberdade e do respeito aos direitos de cada cidadão de opinar e participar da escolha de seus destinos.
A escolha dos prefeitos em cidades cujos candidatos não atingiram a maioria absoluta no primeiro turno é mais um momento de reflexão sobre o que queremos para o Brasil e é um instante de reafirmarmos nossos desejos de vida melhor para nós e para os irmãos que habitam essa porção de terra. Mais do que refletirmos precisamos olhar ao nosso redor e avaliar qual candidato representa mais nosso ideal de ética e respeito aos bens públicos, não os tratando como se fossem seus. O termo público quer dizer justamente que é de todos e como patrimônio da coletividade é nosso dever defende-lo e protege-lo para não ser assaltado por covardes que não se intimidam em meter a mão no que é público para torna-lo privado.
De nossa escolha haverá impacto na saúde pública onde tantos irmãos desfortunados necessitam de um atendimento médico ou de um remédio simples para curar suas dores ou mesmo um medicamento de alto custo que irá sanar sua enfermidade mais grave. Do que escolhermos bem ou mal dependerá a educação que colocará nossas crianças no rumo do conhecimento, da ética e da vida melhor que desejamos para elas. Dependerá a infraestrutura que vai garantir o escoamento da produção que gera riquezas que serão revertidas em nosso favor. Dependerá o incentivo à cultura, ao esporte, à pesquisa e desenvolvimento que almejamos.
O exercício dessa variante da democracia que é o direito ao voto foi uma conquista que o povo brasileiro lutou muito para conquistar. Hoje nossa nação atingiu um ponto de maturidade que nos faz orgulhar de sermos uma nação soberana e que respeita a soberania do voto popular. Não podemos desperdiçar um trunfo de grande magnitude como o que temos porque os impactos são desconhecidos em sua extensão, mas sabemos que são sempre negativos porque fazem uma ruptura nos sonhos e aspirações de tantos irmãos.
Ao escolhermos o candidato que melhor nos representa precisamos limpar nossos espíritos de sectarismos ideológicos e pensarmos com razão e sensibilidade sobre qual candidato será melhor para nossa cidade, qual deles é mais comprometido com a ética e com a probidade administrativa, qual traz de seu núcleo familiar a referência de ser uma pessoa de bem e que pode receber o mandato popular para administrar nossa cidade.
Ao irmos para a cabine de votação façamos uma ligeira oração para que o Grande Arquiteto Do Universo ilumine nossos corações e mentes para podermos escolher o que pode ser melhor para receber nosso voto.
Adolfo Ribeiro Valadares, Grão Mestre da Grande Loja Maçônica do Estado de Goiás – GLEG