Lineu Olímpio: “Autoestima da população está muito baixa”
Redação DM
Publicado em 11 de agosto de 2018 às 01:09 | Atualizado há 8 anos
O pré-candidato a deputado estadual pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), atual vice-presidente estadual do partido, ex-prefeito de Jaraguá e ex-presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), quer tornar a política mais próxima dos cidadãos goianos. Para ele, é fundamental que os eleitores não cumpram apenas o dever cívico de escolher os representantes de Estado e votar, mas também precisam ser mais participativos e acreditar que o atual cenário de dificuldades pode mudar para melhor.
“Existe realmente, e é notório isso, uma grande descrença por parte dos cidadãos em relação às discussões políticas. Mas a política é fundamentalmente indispensável em nossas vidas, é importante a sociedade participar. Mas vejo que, à medida que o processo vai se aproximando, as coisas vão pegando ritmo”, diz ele, se referindo ao processo eleitoral deste ano.
No entanto, para Lineu, é importante que esse ritmo não possa esmorecer, deixar de instigar a população. Segundo ele, a cidadania cria força não só pela cobrança aos parlamentares, mas também pela esperança de que dias melhores estão por vir. “Num País onde temos 13 milhões de desempregados, um Estado que ainda sofre com reflexos da crise, municípios em dificuldades, a sociedade, em modo geral, realmente perde esperanças. Existe uma autoestima muito baixa por parte da nossa população, e isso só pode ser revertido inicialmente através de expectativas. A expectativa de um novo governo, a expectativa de novos projetos, expectativa de ações imediatas que possam mudar essa nossa realidade e melhorar não somente o índice de empregos, mas a qualidade de vida.”
Para o pré-candidato, ao se trabalhar na política, a necessidade de cumprir os trabalhos parlamentares dentro da Assembleia não é o suficiente. O dever de um agente político também deve se estender para a rua, para os cidadãos representados ali naquela instituição. “Já vivenciamos aí a Câmara Itinerante, a Assembleia Itinerante, e que logo perdem efeito. É porque o chamado público a uma sessão não atinge de modo muito específico, principalmente por conta das atividades do dia a dia do trabalhador. Mas se existir um convite às entidades representativas, desde lideranças de bairro até lideranças regionais, acredito que é possível assegurar um comportamento mais participativo da população no universo político. Muito mais do que apenas se fazer uma sessão simbólica, como já aconteceu várias vezes aqui em Goiás”, explica.
Para as variáveis dessa equação, Lineu apresenta soluções que acredita serem efetivas: “Temos que continuar com os bons exemplos, com atividades que deram certo, excluir as que não foram efetivas e aproximar mais a Assembleia da população goiana. De modo geral, o desgaste político está nisso, porque o parlamentar é atuante, ele trabalha, no entanto a sua atuação precisa ser mais próxima aos seus munícipes. Ele deve demonstrar à população que o seu trabalho é importante, explicar aos seus eleitores o quanto seu exercício é importante e quais são os benefícios que ele de fato traz para as regiões que representa”, conclui.